quarta-feira, 23 de junho de 2010

Falando da mesa "Formação de Monitores e Gestores de Telecentro" - 9ª Oficina de ID

GESAC - Elias
Além do monitor, a comunidade
Privilegiam entidades que têm pontos de acesso, mas nenhuma iniciativa em formação de TICs;
Se um ponto passa a ter formação, deixa de fazer parte da rede Gesac de formação;
A formação é um projeto de pesquisa.
Os conteúdos são produzidos no CEFET-RJ. São hospedados em Campos, no RJ;
Há 12 institutos que são formadores: CEFETs;
São compostos por professores e alunos-tutores;
Cada Estado terá um promotor de Inclusão Digital para identificação de oportunidades locais;
Para receber a formação, o monitor oferece como contrapartida a capacitação de 3 representantes da sociedade civil.
O multiplicador é selecionado a partir de entidades da sociedade civil.
O aluno-tutor é responsável por durante 1 ano dar assistência remota ao monitor de um Telecentro;
O promotor faz a ligação da comunidade com a instituição de ensino.
Pesquisa que será feita em paralelo a formação.
Blog: gesac.wordpress.com

Programando Futuro - Vilmar
Diversidade no Brasil -> diversidade de experiências nos 10 anos de programas de Inclusão Digital
Contando experiências de ações de formação em escolas, telecentros e postos de acesso.
Experiências com Estações Digitais do Banco do Brasil -> autonomia nos locais dos processos de formação;
Como seriam programas em que usuários de terceira idade usam o telecentro? A busca não é na formação profissional;
Qual é o projeto pedagógico que vão seguir nas comunidades?
O modelo de equipamento tem a ver com a necessidade de consumo de energia de cada espaço?
Iniciativas: formação presencial, a distância, periódicos, encontros e articulação em rede. A articulação surge como? Como se propaga? O que podemos fazer para facilitar isso?
Nos telecentros BR, pensamos: formação a distância, multiplicação de conhecimentos, oficinas de inclusão digital e articulação regional.
Precisamos lidar com a rotatividade dos monitores nos Telecentros -> isso precisa ser incluído nas estratégias de formação. Como lidamos com isso?
Quando o monitor passa pela formação e sai do Telecentro, isso poderia ser visto como algo bom: ele leva a formação para a sua vida.
Respeito as características locais: conteúdo, identidade visual e articulação local.

Escola do Futuro - Drica
Ressalta a capacidade de escutar do Ministério e do Governo;
Fala da formação do grupo como pluralidade de visões, do múltiplo na sua origem: Acessa SP, Metareciclagem, Cultura Digital, Humaniza SUS;
A dificuldade e a complexidade do programa de formação: 18.270 monitores serã formados em 18 meses;
A escolha do monitor, o perfil e o processo de escolha são fundamentais. O monitor é praticamente um ativista local. Ressalta a sensibilidade do monitor para lidar com o telecentro e suas relações.
Fundamental segurarmos nossa ansiedade do resultado, da produção do conteúdo na ponta. O processo se faz ao longo do tempo;
O processo é fino, caso-a-caso, cuidadoso, dar luz ao que existe.
Um dos nossos desafios é fazer com o que já existe entre numa rede de potência.
Ferramentas simples fazem a diferença: a conversa não está ligada a complexidade das ferramentas. O afeto não surge apenas na conversa: a leitura é fundamental.
Nossa estratégia pedagógica é construir o caminho de apropriação:
-> dar luz ao que existe
-> sair do discurso da falta
Hoje temos recursos computacionais para conseguir mapear o que já existe. Há 10 anos atrás isso não existia.
Acolhimento em rede não tem preço: ser acolhido pelo tutor, pelo coordenador é um passo. Mas, ser acolhido pela rede é de uma outra ordem.
A potência da rede é o caminho de construção da formação;
A continuidade do programa se baseia em sua capacidade de sustentar e demonstrar a que veio: indicadores, ponline são caminhos para darmos visibilidade e criar estratégias de sustentabilidade do programa ao longo do tempo.
Drica mostra a nuvem de tags da Carta da Oficina de Inclusão de 2003 e a nuvem do Manual da Rede de Formação.
Como caminhou nossa discussão a respeito do que estamos fazendo?

Carta da Oficina de Inclusão Digital - 2003

Manual da Rede de Formação dos Telecentros.BR:

Um comentário:

Ana Karina disse...

Tá sendo muito bom acompanhar a oficina daqui.

Drica, muito boas as estratégias
"Nossa estratégia pedagógica é construir o caminho de apropriação:
-> dar luz ao que existe
-> sair do discurso da falta" bão, bão! Afinal, sem ação para que vale percepção?

Ana K. Sousa