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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Análise de redes sociais e sistemas observantes: novos modos de olhar para os sistemas sociais

Fui convidado para fazer uma conversa/aula ontem a noite sobre analise de redes sociais pelo amigo e companheiro de jornada Luiz Algarra, la no curso de Design de fluxos de conversaçao que ele e Gil Giardelli estao ministrando na ESPM.

A pegada que o Algarra ta propondo no curso e´ um passeio pelos conceitos do Humberto Maturana aplicados nas relaçoes humanas no que consiste fazer redes e sua relaçao com os sistemas sociais humanos. Angustia geral, dado que vivemos tempos onde todo mundo esta buscando as ultimas tendencias nas redes sociais, as ultimas oportunidades, as ultimas tecnologias, os melhores indicadores e como surfar ondas de viralizaçao e contagio social buscando atingir "bons" resultados nas redes.

Acontece, que as coisas pensadas dessa maneira transformam as redes humanas em objetos que podem ser controlados pela melhor estrategia ou metodologia da vez. De fato, as coisas parecem nao funcionar assim, mesmo que continuemos tentando, buscando formas e modos de obter os resultados que queremos.

As organizaçoes humanas sao muito mais complexas do que nosso modo tradicional de pensar pode lidar. Elas tratam diretamente do querer das pessoas, de seus modos de ver o mundo, de suas maneiras de se colocar, de sua historia, de suas perspectivas e de suas continuas escolhas. A unica forma de encontrarmos caminho por entre esse universo de complexidade e´ conversando sobre isso, criando pontos de contato, verdadeiros pontos de um do-in atropologico, onde as pessoas possam se manifestar, se olhar, entender diferentes pontos de vista e consigam construir novas interpretaçoes e elaboraçoes daquilo que lhes incomoda, o que lhes convoca a açao e o que lhes chama atençao.

As metodologias, os mapas, os indicadores e as tecnologias em geral tem um papel importante nisso tudo, sem duvida. Sao ferramentas de trabalho, mas nao podem se tornar o foco da açao. Sao instrumentos que podemos lançar mao, vez ou outra, para facilitar aberturas de conversa, para facilitar visualizarmos aquilo que estamos construindo juntos, para dar possibilidade de fazermos um design coletivo naquilo que a partir de entao conseguimos visualizar. No entanto, muitas pessoas estao entendendo as metodologias e ferramentas como se fossem a resposta que precisam para seus problemas, gastando seu tempo e recursos tentando adapta-las ao seu contexto e tentando obter resultados que outros obtiveram, mesmo que tenham vivenciado mundos muito diferentes.

Nesse sentido, as coisas sao mais simples do que parecem. No centro, as pessoas, em torno, multiplas formas e modos de conversarmos, auxiliados por diferentes tecnicas, ferramentas e representaçoes. Escolher por entre elas depende daquilo que queremos em conjunto e, sobretudo, depende de conseguirmos conversar sobre isso.

Deixo aqui o material que preparei para o encontro de ontem, que acabei de fato nem utilizando com o pessoal. Mas, foi fundamental para abrir a conversa e construir um espaço de contato.


quarta-feira, 21 de julho de 2010

Me organizando

Vejo 3 grandes momentos ocorrendo simultaneamente nesse período de projetos e pesquisas, que têm interessado cada vez mais.

  1. Temos tido conversas que sintetizam processos e nomeiam questões que sempre me foram extremamente difíceis de nomear. Conseguir falar das nossas diferenças de abordagem, da forma como vemos diferentes redes, diferentes maneiras de descrever nossas experiências e poder encontrar pontos de contato ou não, é algo fundamental. É interessante observar que essas conversas tem se acentuado num bom momento, onde outros encontros de síntese tem possibilitado trabalharmos em nossas referências, de maneira a nos encontrarmos no fazer de nossa produção. Dois momentos que valem a pena pontuar aqui:
    1. O curso de Redes Sociais que faremos no Barco. Conversar sobre o curso, nos assistirmos e nos vermos em ação juntos tem uma importância fundamental no compartilhar referências, no entender de onde cada um tá falando.
    2. A vinda para o FISL para conversar sobre a Rede de Formação do programa Telecentros.BR. A produção de visão de aprendizagem, que possa ser aberta o suficiente para contemplar uma construção em rede, além de se justificar como uma proposta de um curso e garanta conteúdos de referência que orientem possibilidades é um equilíbrio fino, interessante e desafiador de fazer. Está em pleno processo.
  2.  Tenho me debruçado forte sobre os bancos de dados de 2 anos e meio da Rede Humaniza SUS. Sem dúvida, é maior banco de dados estruturado de uma rede social que já tive acesso, o que abre possibilidades muito interessantes de estudo e teste de hipóteses. Um verdadeiro laboratório de flutuações, links, encontros, conversas, emergência de padrões e fluxos de auto-organização. Esse estudo abre e pode consolidar maneiras interessantes de encontrar ordem e propor ações de ativação para uma rede.
  3. Estou me voltando para consolidar meus estudos de rede para a minha qualificação no doutorado. Sintetizar o que tenho lido nos últimos 2 anos e fazer uma revisão de tudo isso é um momento singular. As ferramentas, os algoritmos, as possibilidades de visualização, as possibilidades de estudo de como surge ordem em meio aos links, do movimento das estruturas, da dinâmica das redes começam a fazer mais sentido nesse quadro de conversas e pesquisas. É uma sensação interessante de conseguir descrever coisas que antes não se conectavam. 
Enfim, ainda num é o momento de aparecer todos os resultados e deixar claro todas as visões. Tá em processo. Peças do quebra cabeça começam a se juntar e uma espécie de contorno, de possibilidade começa a despontar. 

Tempos de se organizar.

terça-feira, 30 de março de 2010

Dica de um curso online sobre Análise de Redes Sociais

Um curso bacana, bastante introdutório ao tema, mas apresenta alguns exercícios interessantes e princípios fundamentais para quem tá afim de se aprofundar na área.

É interessante ver que o curso é de uma universidade particular no Brasil, mas que tá usando o espaço do Open Learn - LabSpace