Mostrando postagens com marcador indicadores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador indicadores. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de maio de 2012

O valor e a escala de crescimento das redes: leis de Metcalfe e Reed

Lendo a revista Wired essa semana, na entrevista de Marc Andreensen, ele trouxe a tona duas "leis" que tentam dar conta de projetar o valor das redes e o modo como elas se organizam por comunidades. O ponto em comum dessas duas formas de olhar para redes é que elas falam de fenômenos ligados ao crescimento delas, ou seja, quando mais nós e mais links começam a fazer parte de uma estrutura algo ocorre.

Esse algo tem a ver com o modo de valorar redes e o modo de enxergar a formação de subgrupos.

A lei de Metcalfe

Metcalfe é um dos pioneiros da Internet, tendo sido o inventor do padrão Ethernet de comunicação de redes locais.
A sua ideia, extraído da Wikipedia, diz o seguinte:

"O valor de um sistema de comunicação cresce na razão do quadrado do número de usuários do sistema."



\frac{n(n-1)}{2}

Bem, isso pode significar muitas coisas sob vários pontos de vista. Porém, basicamente, pra mim significa que quanto mais gente conectada, quanto mais dispositivos articulados, maior o valor de uma estrutura de rede. Além disso, esse valor cresce no quadro do número de nós em articulação. O quadrado aqui tem um efeito de criar um escalonamento que é diferente do crescimento linear, mostrando que mais nós representa mais possibilidades de combinação que crescem proporcionalmente ao quadrado.

As redes geram valor. Isso é algo difícil de discordar. Geram troca de informação, geram articulação de pessoas, geram possibilidade de produção de conhecimento, geram capacidade de novos caminhos de conversa, geram muitos modos de combinação entre pessoas e dispositivos técnicos que têm servido de base para o que temos conhecido como as melhores e mais interessantes inovações que temos produzido nos últimos anos.

Isso vale e pode ser aplicado em muitos casos. Vale para projetos, para modos de articulação social, para modos de ativismo, para modos de relacionamento em geral. Geramos valor em nossas articulações. Como entendemos o que é valor, aí, vai depender do teu olhar, daquilo que lhe convoca, do que lhe chama atenção.

Valor nem sempre é $, nem sempre é poder de dominação. Qual a unidade de valor que poderíamos utilizar aqui? Reais, amigos, articulação, influência, apoio, colaboração, ajuda? Que mais?

O fato que me interessa aqui: redes geram valores e esse valor depende unicamente do contexto onde a rede opera como modo de organização da relação entre pessoas.


A lei de Reed

Já a lei de Reed diz do número possível de subgrupos que podem ser formados dentro de uma rede.  Reed, também um dos pioneiros da Internet, trabalhou na criação do TCP/IP e foi o designer do protocolo UDP.

Segundo ele, o número de subgrupos que surgem dentro de uma rede também depende do número de nós presentes na rede a uma escala que evolui exponencialmente com o número de nós: 2N − N − 1.


Pra mim, isso tem uma perspectiva bem interessante quando conseguimos observar que quanto mais gente atuando numa rede maior é a tendência dessas pessoas se organizarem em subgrupos que tenham e definam focos mais específicos de ação. Ao que tudo indica, parece esse um fenômeno bastante peculiar das redes sociais e do modo de organização que nos pautamos socialmente quando atuamos nessas redes.

Essas duas leis podem ser utilizadas de modo articulado para projetarmos análises, projetos, escalabilidade e funcionalidades em sistemas colaborativos. Estou falando de modos de fazer design de redes. Conhecer e estudar algumas das possibilidades de como as redes evoluem no tempo pode nos deixar mais atentos, mais conectados e ligados em condições de contorno que podem facilitar a conversa, facilitar o fluxo e liberar energia criativa para outros tantos meios de recombinação de imaginários.



sábado, 14 de abril de 2012

As linguagens da psicose e modos de modelar redes linguísticas

O insight de que as redes de conversação humana formam sistemas complexos que podem ser estudados da perspectiva da linguagem que geram não é uma novidade. Tenho visto estudo sobre issos já a algum tempo, envolvendo desde a turma da aprendizagem organizacional e biologia cultural até o pessoal mais voltado para análise complexa, caos e dinâmica de redes.

A linguagem é uma forma de expressão que carrega em sua própria concepção uma perspectiva estrutural bastante forte. A posição das palavras, seus papéis sintáticos e semânticos, as funções exercidas, enfim, um universo de conceitos que revelam estrutura na relação entre palavras. Estudar qualquer aspecto estrutural pela uso da análise estrutural e dinâmica de redes é algo que pode fluir com bastante facilidade. O uso da modelagem de dados por estruturas como grafos e as possibilidades de indicadores que geramos dessas técnicas tornam-se um recurso de pesquisa e experimentação fantástico para identificar tendências, padrões e aspectos que marquem as característica de uma estrutura.

Caracterizar estruturas não é um processo fácil, exato. Na verdade, ferramentas de descrição podem ajudar muito, mas um certo aspecto intuitivo é fundamental para dar relevância, filtro e sentido para aquilo que as análises mostram. Nada de novo, desde que estatística é estatística as coisas seguem mais ou menos desse modo.

Essa semana, recebi de um amigo um link de um artigo científico que fala de usos da análise de redes para identificação de padrões estruturais na linguagem de pessoas com psicose e manias. Os resultados são bastante simples e as imagens muito intuitivas, mostrando algumas formas estruturais que revelam diferentes modos de utilização da linguagem.

Um dos pontos mais importantes é pensarmos que esse uso, no caso direcionado mais para a área da saúde e casos clássicos, pode também ser direcionado para sistemas de conversação humano como um todo. Grupos de trabalho, redes sociais, comunidades, etc... formam sistemas linguísticos que reverberam estruturais de organização do que corre por dentro das veias do grupo. Sem dúvida, não é uma abordagem absoluta e num deve ser considerada única, mas é mais uma forma de espelhamento, de reflexão sobre aquilo mesmo que construímos em conjunto e que não se torna visível para quem não se questiona e busca analisar os próprios padrões de si.


A perspectiva da dobra é autoconhecimento, seja de si, seja de um grupo. Com que objetivo mesmo? :-)))

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Apresentando no XII ENANCIB - Webmetria e análise de redes da Rede Humaniza SUS

Estive na semana participando do ENANCIB - Encontro nacional de pesquisa em Ciência da Informação.

Tinha bastante curiosidade de conhecer o encontro, ver as pessoas e as conversas que por ali poderiam rolar, dado que esse ano tenho participado de vários eventos relacionados a minha área de pesquisa no doutorado. Esse prometia ser bastante interessante, devido a relevância dele para essa comunidade no Brasil.

De fato, foi assim. 4 dias de encontro. 11 GTs acontecendo ao mesmo tempo. Umas 300 ou 400 pessoas do Brasil todo, envolvendo pesquisadores mais estabelecidos e muita gente começando, assim como eu.

Os GTs eram organizados de modo temático, facilitando com que as pessoas pudessem se programar para participar das discussões que mais lhe interessavam no âmbito de cada tema.

Eu e Dani Matielo montamos um artigo com algumas análises relacionadas a Rede Humaniza SUS, uma rede que temos ajudado a desenvolver, cuidar e experimentar uma série de premissas tanto técnicas quanto de relacionamento humano em sua gestão. Projeto importante, singular, orientador de muitas das coisas que eu penso hoje sobre redes. Falar dele no espaço do Enancib foi uma boa estrétia nessa comunidade.

Eu apresentei o trabalho abaixo no GT 11 - Informação e saúde. Boas discussões rolaram por lá, desde análises dos sistemas de informação que o SUS utiliza para "rastrear" dados e tomar decisões, até novas possibilidades de conversação mais abertas e descentralizadas como a própria proposta da RHS traz.

Depois disso, fiquei mais tempo no GT - 7, mais voltado para métricas e análise da informação. Gostei bastante dos papos também. Acho que tem muito ainda a ser feito em termos de desenvolvimento desse tipo de pesquisa no Brasil. Tive algumas boas ideias do que pretendo levar como trabalhos para os próximos anos, sobretudo relacionado a modelagem de sistemas complexos e análise dinâmica de redes, buscando mostrar como a compreensão dos aspectos evolutivos de uma rede mudam muito a visão que temos apenas de sua estrutura. Enfim, novos passos adiante...



domingo, 9 de outubro de 2011

Fatores que influenciam a ação coletiva

Depois de alguns bons anos vivendo e atuando por dentro de coletivos, redes auto-organizadas e projetos de políticas públicas relacionados a modos de replicar esses processos e vivências, venho nos últimos anos me questionando mais e refletindo quais são os principais fatores que de fato influenciam esse tipo de experiência.

Não acredito que redes livres, processos de produção coletiva e auto-organização simplesmente aconteçam, sem que mais se possa pensar do como, por quê e de que modo acontecem. Acredito que há fatores que podem facilitar e tantos outros que podem dificultar experiências nesse sentido. Digo pelas próprias que já vivenciei e vivencio: não há nada trivial nelas, sendo que muitas simplesmente ocorrem devido a uma complexa composição de elementos que deram condições para que algo ali surgisse e, sobretudo, pudesse se manter.

Também não acredito que entender esses fatores seja garantia de que eles possam ser replicados em ações posteriores, levando a uma reprodução dos mesmos resultados. Definitivamente, não. Esse seria um modo de pensar no ser humano como mais um servomecanismo atuando a partir de alguma teoria de controle que pudesse ser documentada, organizada, arrumada e replicada em alguma instância. Não, não somos assim.

Mas.... Apesar de sermos únicos e singulares, atuamos a partir de condições muitas vezes semelhantes e acabamos por criar em nossa linguagem, cultura e modo de viver determinados padrões que acabam por ser replicados e fundarem modos de subjetividade bastante visíveis, reconhecíveis em várias pessoas. Alguns chamam isso de mitos, outros de tendências, outros de arquétipos, outros simplesmente não acreditam que eles possam existir. Eu me considero um dos que acredita, por uma série de experiências, evidências e vivências que empiricamente acabam por me fortalecer nessa opinião.

Acontece que o desenvolvimento da tecnologia, da ciência, da Internet e, sobretudo, das experiências de auto-organização e produção de coletivos têm fornecido cada vez mais possibilidades de estudarmos esses padrões, buscando entender que condições nos auxiliam, nos expandem, facilitam nosso encontro com o outro, facilitam a promoção do contato, da possibilidade de entendimento, de construção de relações mais flexíveis, móveis, adaptáveis e fluídas. Também nos possibilitam entender que condições travam, emperram, criam barreiras e ampliam abismos culturais que levam a mais desentendimento, falta de sentido e perspectiva, seja ela qual for.

Há condições que, quando compreendidas, visualizadas e refletidas, podem ser incorporadas em nossos modos de atuar e que podem facilitar um tanto o modo como agimos e operamos nas relações que estabelecemos. Entender como isso opera tem sido uma busca importante pela qual tenho me proposto a caminhar nos últimos tempos. O modo que venho fazendo isso é ampliar o repertório de metodologias de análise e estudo que conheço, criando condições mais favoráveis para que eu possa descrever e conversar sobre o tipo de olhar que venho propondo a estabelecer. Nada fácil, nada trivial, mas um caminho repleto de sentidos, forças e conhecimento que tem se tornado, além de divertido, encantador.

Uma das coisas que me deparei nesse final de semana e que me motivou a relatar por aqui foi um livro que encontrei quase sem querer na biblioteca do Senac Sorocaba: Trabalho em parceria - ação coletiva, bens comuns e múltiplos métodos. O livro é conduzido por Elinor Ostrom, primeira mulher prêmio Nobel em Economia em 2009 por seu trabalho com análise de ações coletivas e bens comuns.

O livro me chamou atenção logo de cara por juntar teorias tradicionais das Ciências Socias, com meta-análise e modelos de ação coletiva baseados em teoria dos agentes, algo que estudei no mestrado em engenharia da computação a alguns anos atrás e que venho retomando de alguns meses pra cá.
Achei ainda mais interessante pela fase em que me encontro, fazendo doutorado nas Ciências da Informação, uma ciência social aplicada, tendo vindo de anos de experiências, vivências e estudos relacionados as exatas, engenharias e ciências da computação. O multidisciplinar acaba fazendo mais sentido, como algo que em prática apenas junta pontos que facilitam o modo de compreender fenômenos complexos.

O livro fala de várias metodologias que ela e outros pesquisadores têm utilizado para estudar fatores que influenciam a ação coletiva, seja no compartilhamento de recursos naturais por comunidades, seja no uso de recursos financeiros em mercados altamente competitivos. Algo muito próximo a teoria dos jogos, mais com enfoque mais descentralizado dos estudos dos fatores de competição que levam a algum tipo de sucesso em jogos comerciais. O foco é outro.

Lá pelas tantas, ela salta com 3 suposições centrais que parecem fundamentar a decisão dos seres humanos em ambientes dilemáticos (pág. 289):

  • as pessoas têm informações incompletas sobre a estrutura da situação na qual interagem uns com os outros, mas podem adquirir informações mais completas e confiáveis com o tempo, especificamente em situações que são frequentemente repetidas e geram um feedback confiável para os envolvidos;
  • as pessoas têm preferências relacionadas para atingir benefícios líquidos para si mesmos, mas esses são combinados em muitas situações com outras normas e preferências relacionadas aos outros sobre ações apropriadas e resultados que afetam suas decisões;
  • as pessoas usam uma variedade de heurísticas na tomada de decisões diárias que podem levar à maximização de benefícios líquidos (para si e para os outros) em algumas situações competitivas, mas são altamente cooperativos em outras situações.

3 pontos interessantes e que abrem boas conversas. 
3 pontos que falam a partir de uma perspectiva de como as redes se organizam, considerando que são estruturas de compartilhamento e produção de relações, influências e modos de ser.
3 pontos que podem ajudar a explicar uma série de experiências e como orientam determinadas ações coletivas.

Mas, o que mais chamou atenção não foram os fatores em específico, mas sim o fato de que esses fatores não são externos a esses pesquisadores, mas eles simplesmente começaram a "enxergar" por dentro do pensamento econômico que há outros elementos fundamentais para se considerar na modelagem de sistemas que ultrapassam a ideia de competição como fator central. Essa não é uma pequena passagem. É algo bastante avançado, considerando o local de onde vem, o modo como surge e a forma que pode pautar o desenvolvimento de pesquisas, ciência e inovações importantes em modos de se pensar arranjos organizacionais possíveis. 

É criando e experimentando com esse tipo de modelagem, por mais que saibamos que são condições sempre limitadas, que expandimos os horizontes do modo antigo de pensar e criamos novos parâmetros por onde construir novos modos de fazer política, ciência, filosofia a partir de outros parâmetros éticos. 

Há um embrião de algo maior por aí que vale a pena ser observado com atenção: é na junção da ética da colaboração, um modo "espiritual" de relação e a tecnologia do nosso tempo que temos mais condições de dar contorno a novas ontologias que vão pautar a forma como vemos e entendemos o mundo a nossa volta. 

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Analisando a formação de redes na ferramenta Fórum do Moodle

Sempre considerei o Moodle uma plataforma bastante dura, engessada e pouco sedutora para a promoção de um espaço de conversa online em relação a outras possibilidades, como o Drupal e Wordpress.

O fato é que tenho trabalho, nem tanto por opção mas por uma questão demanda do edital, com o Moodle na Rede de Formação do projeto Telecentros.BR. Tenho documentado por aqui alguns movimentos que temos feito de análise da formação de redes de conversas entre os monitores que estão participando desse processo. Já são mais de 1300 nesse momento e os primeiros estudos que comecei a fazer me mostraram algo que de fato eu pouco esperava: um uso muito intenso dos módulos de comunicação, acima de qualquer outra coisa que eu já tinha visto em um projeto como esse.

Continuando nessa pesquisa/estudo/experiência comecei ontem a noite a estudar como analisar a formação dessas redes entre os monitores a partir de suas conversas nos fóruns disponíveis pelos diversos tópicos do curso. O Gus havia me dado um toque de que estava ocorrendo um tipo de conversa interessante/intensa por ali, dado a percepção que ele estava tendo nos encontros de formação presencial com os monitores, pelos papos que estava ouvindo na reunião com as equipes de cada polo. Deu um tempo, resolvi investigar isso.

O fato é que o modo que o Moodle dificulta muito as coisas pela maneira com que ele guarda os dados na na sua tabela de fórum. A tabela onde conseguimos extrair as conversas é chamada de mdl_forum_posts, que organiza as mensagens em colunas chamadas: "discussion", "parent", "user", "created", "subject" e "message", entre outras que importam menos para o que queria fazer por aqui. A coluna discussion guarda o número de uma thread de conversas, ou seja, o número de um tópico qualquer criado dentro de um fórum. A coluna "parent" guarda o número do fórum onde ocorreu a conversa. A coluna user guarda o usuário que postou naquela discussão, repetindo a discussão e o usuário caso haja repetição de qualquer um deles. A coluna created guarda o timestamp (horário em formato Unix) de quando a postagem foi feita e as colunas subject e message guardam o título e o conteúdo da postagem.

A complicação é que, diferente das tabelas de mensagens online, não temos diretamente do Moodle uma listagem de relacione quem conversou diretamente com quem. Dado isso, montei um script em PHP que monta essa correlação de quem conversou com quem. A ideia básica desse script considerar que todo mundo que postou numa discussão conversou com todo mundo nessa discussão, formando um grupo que interage entre si a partir dessa discussão. Sem dúvida, podemos montar isso de outra forma, considerando o tempo de postagem ou outros critérios para como relacionar as pessoas. É algo que pretendo explorar a partir desse estudo inicial. O script lê os dados de um arquivo que contêm basicamente duas colunas: número da discussão e id do usuário que postou na discussão. Ele monta para cada discussão um array e depois faz uma combinação entre todos os usuários desse array, exibindo na tela para uso posterior.

Segue aqui o script:


function possibilities ($input) {
 
  for ($contador=0;$contador<=count($input);$contador++){
    $elementoatual = array_shift($input);
    foreach ($input AS $current) {
        if (!empty($input)) {
        printf("%d,%d
",$elementoatual,$current);
            }
        }       
    }
 }

    $fh=fopen('c:\xampp\htdocs\arquivos\forum.csv','r');
    $dados = array ();
   
    while (list($discussao,$pai,$usuario,$timestamp) = fgetcsv($fh,1024,',')){
       
        // cria um array temporário com as duas variáveis coletadas
        $arraytemp = array($discussao,$usuario);
       
        // acrescenta o array temporário num array que vai agregar todos os dados do arquivo.
        array_push($dados,$arraytemp);       
    }
   
    //indexa o array pela primeira dimensão, no caso, pelo campo da discussão
    sort($dados);
   
    $contador=0;      
    $discussaoux=9999999;
    $acumulaarray = array();
    foreach ($dados AS $dado){
   
        if ($dados[$contador][0]!=$discussao) {         
            $discussao=$dados[$contador][0];
            possibilities($acumulaarray);
            $acumulaarray = array();
        }    

        array_push($acumulaarray,$dados[$contador][1]);
        $contador++;

    }
   
    fclose($fh);
    ?>;
       

Só para ilustrar os primeiros utilizando esse script para montar um arquivo no formato Pajek, segue a primeira imagem da rede que gerei ontem a noite:





Alguns dados interessantes sobre ela, limpando loops e múltiplas conexões entre pares:
  • grau médio de conexão: 27,44
  • diâmetro da rede: 13 (maior distância entre dois pontos).
O próximo passo é começar a detalhar essa análise, buscando descobrir como o fórum tem sido apropriado pelos monitores, pelos tutores e equipes de polos, analisando as possíveis diferenças regionais que podem se desdobrar em diferentes estratégias de como cada polo tem utilizado/ocupado esse ambiente.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Dinâmica das redes sociais: Telecentros.BR

Experimentando uma camada de leitura das Redes no Telecentros.BR:

Dinâmica humana, padrões e variáveis aleatórias: novos métodos para velhas buscas

A busca pela percepção da recorrência de ações e a produção de uma forma de explicar essa recorrência que permita conversarmos sobre ela, reproduzirmos, experimentarmos, encontrarmos outras formas é a base do pensamento científico, seja ele de que "ciência" for.

Sem dúvida, o uso das recorrências pode ser tanto no sentido de aprendermos a nos planejar melhor no compartilhamento de recursos, no uso de bens escassos, bem como na maneira como interagimos em relação a determinados assuntos. O mesmo vale para a tentativa de controle, de manipulação e exercício do poder sobre a pretensa falta de informação daquele a quem pretendemos controlar.

A histórias dos padrões e das recorrências é tão antiga quanto a própria linguagem humana e pode ser rastreada até os limites dos primeiros registros da história escrita. Recursos como astrologia, eneagrama, numerologia podem também ser compreendidas dessa forma.

Os métodos de física-estatística, de processos estocásticos, de dinâmica e complexidade de sistemas têm sido intensamente utilizados nos últimos 10 anos para se encontrar recorrências, padrões e possibilidades mais amplas de compreensão como interagimos como sistemas humanos.

A diferença é que agora temos cada vez mais a nossa disposição bases de dados que registram interações humanas: blogs, artigos em co-autoria, listas de email, fóruns, chats, logs de sistemas, logs de servidores de internet, etc...

Estudar isso tem sido meu foco nos últimos anos e vem ficando cada vez mais interessante, conforme algumas ferramentas vão ficando mais simples, cada vez mais dados organizados para trabalhar, cada vez mais possibilidades de encontrar recorrências que acabam por me dar pistas de como ler o próprio trabalho que venho desenvolvendo com as pessoas/equipes com quem tenho trabalhado.

Exemplo interessante do projeto Telecentros.BR. Pegamos o log de acessos do Moodle do primeiro curso de tutores que realizamos do meio de novembro até final de dezembro de 2010. Mais de 40.000 linhas de log, com vários dados brutos que podem ser correlacionados até o limite da criatividade humana.

A pergunta que me fiz essa manhã, vindo para o laboratório era: Como será que eles se organizam em termos de horários de acesso ao ambiente? Será que fazem isso apenas em horário "comercial", será que invadem madrugada? Será que os tutores fazem isso durante o momento em que estão navegando na web, fazendo outras coisas? Que tipo de pistas de como podemos interagir com eles essa informação poderia me dar?

Bem, pego o log de dados. Brinca daqui, transforma horários picados em horas cheias, encontra agregação de faixas de horário, manipula daqui, joga pra lá e brota algo que me mostra como mais de 100 tutores se organizaram em termos de horários de acesso/interação no Moodle ao longo de um mês e meio.



Algumas surpresas pra mim:
  • os caras vão bem além do tal horário comercial. As 01:00h tem o mesmo que as 11:00h da manhã ao longo de um mês e meio de acessos;
  • a manhã começa em torno das 10:00, tem queda no horário do almoço e o pico de acessos ocorre em torno das 17:00;
  • o pico não indica queda, mas sim um pequeno recesso para uma nova leva de acessos que atinge um novo pico as 21:00h;
  • muitos tutores devem ter computador e banda larga em casa, para poderem se organizar em horários que ultrapassam funcionamento de telecentros e postos públicos de acesso.
Algumas pistas interessantes de como podemos nos organizar, preparar atividades e propor ações que possam acoplar da melhor forma possível com essa distribuição.

Novas perguntas:
  • como será a distribuição das outras turmas de tutores em outros estados?
  • como será com os monitores?

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

5 meses - Rede de Formação - TelecentrosBR

Síntese de dados e modos de olhar para 5 meses de atuação da Rede de Formação no projeto Telecentros.BR. O melhor não são os dados e gráficos, mas sim as conversas que são disparadas entre o grupo da Rede sob os diversos olhares possíveis em relação aos dados e aos gráficos. Um processo muito rico na relação em rede.


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

2.5 anos de Rede HumanizaSUS - a rede em movimento

Hoje, apresentei um estudo inicial que fizemos sobre a dinâmica da Rede Humaniza SUS em seus 2.5 anos de existência.

Pude experimentar uma série de recursos de análise, síntese e comparação que fui aprendendo nos últimos meses. O estudo ficou muito interessante e, mais interessante ainda, vou apresentar para o editores da Rede, que se encontram reunidos aqui na Escola do Futuro para seu 3º Encontro. Ao longo do tempo, fomos editando alguns estudos e deixando público na página de estatísticas do projeto. Deixar público esses dados é parte fundamental da estratégia de transparência que a própria rede se propõe a ter. Além de criar algumas bases históricas e de referência que podem ser úteis para interessados no estudo das redes, dados que hoje ainda são muito raros, ainda mais se tratando de movimentos sociais e Brasil.

Coloco aqui a apresentação de hoje, e destaco os principais pontos que foram muito bacanas na conversa com os editores:


  • a dinâmica de crescimento da rede e sua relação com a lista de email;
  • a estrutura da rede nos estados;
  • a forma da rede em geral, mostrando que funciona como um grande monobloco, tendo um alto nível de centralização e não gerando subgrupos de suas conversas. A forte segmentação de interesse dos participantes, sem dúvida, é um elemento que ajuda a entender isso;
  • o fato dos posts mais acessados não terem relação com os mais votados/comentados. Ocupar palavras-chave de relevância no título dos posts é uma maneira de ocupar espaço, de levar uma mensagem que tenha maior relação com a militância da própria rede. Um ambiente para ser construído.
E segue o trem!


terça-feira, 15 de junho de 2010

Ecologia Web e apropriação em rede: refletindo sobre Juventude SP

Desde janeiro que estou trabalhando mais direto com o projeto da Juventude SP aqui no laboratório. Depois de um ano atuando de forma mais operacional no projeto do Acessa Escola, voltar a refletir mais focado em Internet, em como potencializar espaços para circulação da informação e aproximar uma visão de divulgação e integração de políticas públicas em espaços de conversação em rede me pareceu um bom campo de aprendizado.

Em várias conversas com Hernani e Drica, a nossa forma de atuação nesse projeto, a maneira de atuar na rede e trabalhar a visão de Internet dentro da esfera pública no contexto desse projeto. A potência da rede se faz perceptível para quem a ajuda a construir, para quem faz parte de seus fluxos, nuances, sentidos, contextos e dissolvências. Criar chão próprio, introduzir essa visão da rede e passar a refletir a partir dela nem sempre á algo tão simples ou fácil de fazer. Desenvolver corpo e linguagem para isso, ao mesmo tempo em que vamos atuando de uma maneira a criar convergência da política pelo uso de uma nova linguagem é uma forma interessante de intervenção, pois nos produzimos diferentes ao conseguirmos nos descrever de maneiras diferentes.

Começamos a utilizar de novos dispostivos de análise e mapeamento das bordas que o site da Juventude se inseria. Fui documentando na tag juventudesp alguns descobertas e análises enquanto ia refletindo sobre isso. Mapear a complexidade e alargar um pouco mais as bordas do nosso olhar revela fatos interessantes sobre como nós mesmos nos organizamos e criamos espaços na Internet que refletem essa organização. A rede ajuda a ver isso e, no contexto de um projeto de política pública, permite ampliar a visão das relações de como a informação é construída e apropriada. Sem dúvida, me parece um campo de aprendizado infinito. Aprender sobre isso e descobrir novas ferramentas que favoreçam a rede a refletir sobre si mesma, é um caminho sedutor de pesquisa pelo qual vou me enveredando. Boas pistas se encontram na filosofia da linguagem, nos pragmáticos, na visão sistêmica de retroalimentação, mas isso já é outra conversa...

Montamos a apresentação abaixo para dar um pouco mais de contexto de como o projeto tem se desenvolvido.



Um ponto que foi interessante de trabalhar e ver o seu desenvolvimento ao longo dos meses foi o que sistematizamos abaixo como a Ecologia Web do projeto:


Algumas premissas foram importantes e que nos levaram a essa ecologia:
  • o objetivo do projeto é integrar e divulgar políticas públicas de várias secretarias que sejam direcionadas para o jovem, tornando mais fácil o acesso desse jovem ao que está disperso e de difícil acesso no site de várias secretarias;
  • só esperar que o jovem venha acessar o portal é não considerar os espaços onde ele está;
  • divulgar informação relevante é uma questão de foco e não uma questão de massificação do acesso: mapeamos mais de 1000 comunidades no Orkut que tenham interesse declarado em seu perfil nos temas que são os canais do portal (Divirta-se, Estude, Trabalhe, Viva com saúde e Faça Política);
  • não somos o admin do portal, portanto, temos pouca ação direta na tecnologia;
  • mapear a rede e a forma como ela vem utilizando a informação que produzimos é um exercício fundamental de auto-crítica e aprendizado sobre a rede. Fazer isso não tem por objetivo controlar a rede, mas sim entender o seu contexto de movimentação, de apropriação e circulação daquilo que temos produzido. 

O espaço para conversa em rede ainda tem sido tímido e limitado, sobretudo pelo fato de ainda não termos implementadas as atualizações de tecnologia que estão previstas para o site. No entanto, é interessante perceber como os membros de comunidades vão se ligando que dentro de seus fóruns também há espaço para divulgação de vagas, projetos e acessos a programas que são gratuitos, públicos e estão no foco de interesse da comunidade que participam. Como no caso abaixo:



Enfim, tem sido divertido o aprendizado de algumas coisas que eu antes mais fazia idéia do que já tinha propriamente experimentando com esses recursos. Mas, o mais importante tem sido criar uma nova linguagem para descrever uma nova visão de Internet para esse processo e perceber o efeito que isso vem causando numa mudança da visão da própria política pública.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Algumas dicas de contorno do Caderno de Campo - Pensamento Sistêmico

Algumas boas dicas para bordas e contornos do pensamento direto do Caderno de Campo:

"Mudanças profundas, ou seja, mudanças culturais baseadas na aprendizagem precisam de estruturas e ambientes nos quais as pessoas possam projetar experimentos e realizar experiências para, compartilhadamente, observar, refletir, chegar a conclusões firmes e agir de maneira mais efetiva e sustentada... Sem essa visão, estaremos sempre usando medidas de curto prazo, com baixa sustentabilidade, atacando sintomas de problemas e cada vez mais presos na armadilha do apagar incêndios." pág. 23

"Fizemos construção de sistemas de indicadores como forma de aprendizagem e comunicação da estratégia.... Por meio da aprendizagem, assimilamos (criamos) o mundo real em mapas." pág 24

"Um processo de gestão da mudança tem base no processo criativo, no qual a construção coletiva se dá a partir de uma tensão criativa envolvendo a contraposição de um entendimento sistêmico da realidade presente e de uma visão de futuro profundamente desejada."  pág.27

Possíveis fases de um processo de mudança: (pag. 28)
  • compreender a realidade atual: identificar a mentalidade que a origina, diagnosticar os limitadores do desenvolvimento coletivo;
  • visualizar o futuro: desafiar os próprios modelos mentais;
  • construir uma estratégia robusta: projetar sistemas de indicadores que influenciem a ação organizacional;
  • promover a mudança: esforços coordenados, colaboração e atuação em rede;
  • repensar a organização: repensar estruturas e processos. Cabemos nisso?
  • sustentar a mudança e aprender continuamente: ambientes de aprendizagem contínua, habilidades organizacionais essenciais.
"Um mapa da realidade, seja ela qual for, dá bases iniciais e fundamenta um trabalho de visualização do futuro, de planejamento estratégico ou mesmo de mudança adaptativa ou criativa. Não se preocupe em conhecer os detalhes na primeira passagem por cada um desses pontos." pág. 29

"Os modelos mentais, ou os pressupostos mais profundos, são modificados por meio do processo de aprendizagem. Mudança profunda implica aprendizagem. Um ciclo de aprendizado profundo precisa ser fomentado." pág. 34

"Habilidades e capacidades especiais são as que efetivamente transformam a maneira de perceber o mundo e sentir o mundo. São: aspiração, reflexão e conversação, conceituação. Arquitetura organizacional capaz de facilitar o o ciclo de aprendizado: idéias norteadoras, teorias, métodos e ferramentas, inovações em infra-estrutura." pág 35.

"Quanto mais se conhece as estruturas sistêmicas da realidade, mais necessitamos de um propósito comum para obter energia criativa e saber no que transformá-la. Só um grupo com alta capacidade de aprender junto pode ter uma visão ampliada do sistema, explorando-o por suas diversas facetas. Os programas de mudança falham porque entram em choque com as crenças e pressupostos das pessoas. " pág. 37

"Em última instância, não existem coisas, mas estruturas derivadas de padrões de comportamento de fluxos." pág. 38

O que vem a ser sistêmico? pág. 43
  • das partes para o todo;
  • dos objetos para os relacionamentos: faz mais sentido buscar um entendimento da realidade não por meio de coleções de objetos, mas por meio de redes de relacionamentos incorporadas em redes maiores;
  • das hierarquias para as redes;
  • da causalidade linear para a circularidade;
  • da estrutura para o processo;
  • da metáfora mecânica para a metáfora do organismo vivo e outras não-mecânicas;
  • do conhecimento objetivo para o conhecimento contextual e epistêmico;
  • da verdade para as descrições aproximadas;
  • da quantidade para a qualidade: implica uma mudança de ênfase da mensuração quantitativa dos objetos para uma postura de mapeamento e visualização;
  • do controle para cooperação, influenciação e ação não-violenta.
"Modelos devem ser utilizados como instrumentos de apoio para que os próprios administradores aprendam as consequências do seu modo de enxergar a realidade, em vez de serem utilizados para fazer previsões sobre o futuro." pág 57

"Vygotsky acaba por concluir que a linguagem afeta o pensamento tanto em seu conteúdo quanto em processo. Logo, diferentes linguagems produzem maneiras diferenciadas de pensar." pág. 57

"A cibernética nos ensina que os sistemas sustentam sua existência e comportamento por meio das relações circulares. Elas são de dois tipos básicos: relações circulares de reforço e relações circulares de balanceamento." pág. 60

"Soluções tradicionais pertencem ao pensamento linear (mesmas soluções, mais esforço, mais resultado), enquanto as soluções podem vir de um conjunto criativo (novas ações, com menos esforço, mais eficácia), levando em conta o sistema como um todo." pág 67

"O acordo sobre a principal transformação costuma ser o grande passo na solução do problema." pág. 92

"Os níveis de percepção: (pág. 94)
  1. por meio da percepção de eventos, o homem responde reativamente. Isso funciona bem, desde que o mundo não mude rápido demais. Isso também funciona se não há muita complexidade e interconexão. A visão de eventos é inteiramente fragmentada, impondo uma visão parcial da realidade;
  2. eventos são apenas variações nos padrões de comportamentos mais profundos. Para ultrapassar o nível dos eventos, é preciso analisar as tendências de longo prazo e avaliar suas implicações. Uma visão histórica começa a se configurar. Aquilo que considerávamos ser um problema recente, pode ser mais antigo que parecia.
  3. O terceiro nível invoca a compreensão da estrutura sistêmica da realidade. Esse nível indica o que causa os padrões de comportamento, buscando explicar como as variáveis influenciam-se mutuamente em relações de causa e efeito. Mapas sistêmicos são a base para o reprojeto do sistema.
  4. As estruturas da realidade social são construídas tendo por base o que as pessoas carregam em suas mentes. Os modelos mentais são os responsáveis pelas estruturas que os seres humanos constroem, seja nas cidades, nas comunidades, nas famílias, nas organizações. A compreensão de modelos mentais proporciona a capacidade para ações reestruturadoras de uma maneira mais profunda."
Os passos de ação do método sistêmico: (pág. 95) - permitem um mergulho nos níveis de realidade. Também apoiam o processo de aprender e sistematicamente aplicar uma linguagem sistêmica, de modo que ela possa tornar-se uma ferramenta que opera no nível subconsciente. Cada passo provoca aprendizagens mais profundas. Cada passo gera produtos que são usados como entrada nos próximos passos.
  1. definir uma situação complexa de interesse: define-se situação de interesse em uma frase ou título. Define-se também o horizonte de tempo para análise, delimitado por um determinado ano no passado e um determinado ano no futuro. Definem-se questões norteadoras. ;
  2. apresentar a história por meio de eventos; (FUNDAMENTAL APRESENTAR OS ANTECEDENTES)
  3. identificar as variáveis-chave: a partir da lista de eventos, pode-se identificar quais as variáveis estão em jogo na situação de interesse. Se eu tivesse em minhas mãos um gráfico que claramente demonstrasse a ocorrência desse evento, que gráfico seria esse? O resultado desse passo é uma lista de variáveis-chave, não superior em quantidade a 25. Essa lista representa algumas forças importantes em atuação na realidade.
  4. traçar os padrões de comportamento: coletam-se dados para compor séries históricas das variáveis;
  5. desenhar o mapa sistêmico: identificar as relações causais entre os fatores, desvendando as estruturas sistêmicas. Permite localizar os pontos de alavancagem para ação eficaz e sustentada;
  6. identificar modelos mentais: identificam-se os principais atores e, a seguir, identificam-se seus modelos mentais que mais afetam a realidade em questão;
  7. realizar cenários;
  8. modelar em computador;
  9. definir direcionadores estratégicos, planejar ações e reprojetar o sistema.

 "A clareza sobre qual de fato é o problema traz em si o encaminhamento da solução. Assim, antes de qualquer busca por solução, está a busca por um consenso mínimo sobre qual é a situação-problema." pág. 143

"A distância entre o estado atual e o estado futuro desejado torna-se fonte de tensão criativa, movendo os indivíduos em direção à concretização desse futuro." pág. 173

"É preciso compreender, porém, que toda a força da metodologia só será efetiva, no sentido de desafiar modelos mentais instituídos e construir estratégias efetivas, se dois fatores estiverem presentes: a existência de um ambiente e de uma cultura de aprendizagem, e a continuidade do processo." pág. 192

"A dinâmica natural das estruturas dissipativas simples ensina o princípio otimista sobre algo que costuma nos levar ao desespero no mundo humano: quanto maior for a liberdade na auto-organização, maior será a ordem." pág. 225

" A formação da estratégia é claramente um processo emergente, constituído por meio da aprendizagem do coletivo. Nele, a liderança abre mão do gerenciamento do conteúdo da estratégia e passa a gerenciar o processo estratégico." pág. 234

"Por ser um dos maiores alavancadores do desempenho superior da organização, a lidenraça frequentemente se coloca como sua principal barreira. As atitudes do líder-herói bloqueiam o aprendizado dos membros organizacionais ao reforçar sua crença de que a ascenção organizacional se dá por atos de bravura individual." pág. 236

"Tem-se visto que o aprofundamento do campo, bem como sua sustentabilidade, requer uma presença consciente, uma escuta profunda, um estar aberto a um fluxo maior de significado e uma participação consciente no campo maior da mudança. Essa participação consciente implica um entendimento da capacidade criativa e destrutiva que a ação humana tem sobre seu ambiente, levando ao reconhecimento de que frequentemente as barreiras para uma ação criativa mais profunda são exatamente os modelos mentais que criamos, e dos quais sentimo-nos escravos." pág. 238

"Estruturas em sistemas não são necessariamente construídas conscientemente. Elas são construídas a partir das escolhas, realizadas consciente ou inconscientemente, ao longo do tempo." pág. 258

"Simplesmente conceder poder, sem algum método de repor a disciplina e a ordem que advêm de um burocracia de comando e controle, produz caos. Temos que aprender a dispersar poder de modo que a autodisciplina possam, em grande medida, substituir a disciplina imposta. Isso nos situa na área da cultura: substituir a burocracia por aspirações, visões e valores." pág. 259

"O ambiente deve promover a visibilidade de aspectos mais sistêmicos do que simplesmente a tarefa em execução." pág. 260

"Se os indicadores locais premiam o ótimo local, mesmo sob condições de conflito ou de perda para a organização como um todo, as pessoas privilegiarão os indicadores locais. Por mais que se valorize o bem maior, dificilmente alguém prejudicará seus índices ou sua distribuição de resultados. Os sistemas de valorização e cobrança, em geral não-formalizados, frequentemente forçam os gerentes a tomar atitudes que são danosas para o sistema como um todo, pois incentivam a visão fragmentada, ou a chamada visão de feudo." pág. 261

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

sociogramas - Regionais Prêmio Itaú Unicef



Chegando a uma análise do projeto de ativação de Redes Sociais junto ao Cenpec.
Uma das melhores coisas desse projeto é a possibilidade que estou tendo de experimentar algumas novas formas de manipular essas informações e poder gerar alguns novos indicadores:

- taxa de conversação: baseado nas mensagens enviadas na lista em email em relação ao número de participantes;

- taxa de colaboração: uma junção da transitividade, centralidade e da taxa de conversação de uma rede.

Em tese, e isso precisa ser muito analisado para podermos chegar a algumas conclusões, essa taxa de colaboração começa a juntar dados provenientes da webanalítica tradicional com dados oriundos da análise de redes sociais. Essa é uma experimentação que tenho feito nos últimos e que pretendo avançar conforme alguns projetos vão chegando ao final e tenho condições de validar alguns conceitos que venho formando. Tem alguns princípios básicos que venho observando que podem ser considerados quando da formação de um novo indicador:

- normalizar os valores em base comum;
- utilizar fatores de normalização de base empírica em relação as médias a serem normalizadas;
- ser um valor que permita gerar ações rápidas e simples com base no efeito comparativo.