Mostrando postagens com marcador gaia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gaia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

amadurecimento espiral

A imagem da espiral é algo que vem, de forma recorrente, aparecendo em muitas coisas que tennho estudado ultimamente.
Como algo que evolui em torno de temas que na aparência são semelhantes,a espiral mostra um processo mais orgânico, onde vamos voltando a alguns temas, mas a nossa paisagem de fundo é outra, ou seja, a referência pela qual olhamos para algo muda tudo. A referência é como a paisagem de fundo, uma espécie de modelo mental que usamos para interpretar alguns elementos da nossa vida.

Falando nisso, acho um pensamento rico e interessante em relação a isso no material do Gaia Education - metodologia da espiral:

"Proponho que… a psicologia do ser humano maduro é um processo espiralado, emergente, oscilante, marcado por uma progressiva subordinaçao de sistemas de
comportamento mais antigos e de ordem inferior a sistemas mais recentes, de ordem superior, que ocorre à medida que os problemas existenciais de um individuo se
alteram."


A ordem superior ou inferior de um sistema tem a ver com o nível de complexidade dele. Quanto mais aberto, mais inovador, mais complexo. Quando o número de humanos se relacionando aumenta, a complexidade de nossas soluções também parece que deveria aumentar para integrar a capacidade orgânica de nossas redes de conversação.

sábado, 4 de julho de 2009

Liderança circular

... seguindo nas anotações do Gaia...

O processo de assumir a liderança deveria:

- como 1º passo preparar seu processo de sucessão;
- se preparar para a renovação, pois é seu fluxo e ciclo natural de evolução;
- o papel do líder é sempre temporário, deveria ser circular pelo benefício e sustentabilidade da comunidade;
- Como preparar a sucessão?
- é preciso dar informações necessárias para a realização das tarefas;
- isso não ocorrendo, normalmente o que está havendo é uma afirmação do poder sobre.

Liderança circular:
- responsabilidade = habilidade da resposta;
- não é o evento que é importante, mas sim sua resposta ao evento o que importa;
- liderança sistêmica -> produz organização interna;
- lideramos de dentro para fora;
- habilidade de criar o campo para as pessoas que estão juntas alcançarem seu crescimento;
- o líder serve ao coletivo.

O poder

Pensar nas relações de poder e seus desdobramentos na construção e formação do ego tem sido algo que tenho pensado e estudado nos últimos 6 meses.
Dá para dizer que venho mapeando alguns princípios interessantes sobre isso, até para que possa compreender melhor minha própria história e algumas linhas de contorno que são necessárias para a melhor sustentabilidade dela.

Segue algumas anotações que fiz no Curso do Gaia Brasil do módulo de Design Social.

- as relações de poder deveriam ser temperadas pela capacidade de quem lidera de acolher;
- a questão chave em relação ao poder é como trabalhamos/distribuímos o poder;
- Qual a visão de mundo/perspectiva que estuda o poder?

- Visão Mecanicista:
- trata as relações e as pessoas como uma coleção de objetos fixos. Sempre lembrar que isso é subjetivo e não está explícito nas relações;
- as pessoas colidem e mudam de direção;
- o real: pode ser medido, avaliado em relação aos objetos fixos;
- poder é o que tenho e menos o que você tem;
- metáfora da disputa, do bélico (imagens como trincheira, guerra, combate, etc..)
- o poder é o poder sobre;
- quanto mais minha organização tem, menos a sua tem.

Uma visão sistêmica de mundo muda as relações como vemos o poder e como podemos estabelecer novos paradigmas de relacionamento e comunidades.

- Visão Sistêmica:
- mundo em constante fluxo;
- a relação: o fluxo é mais importante que o objeto.O objeto é o contâiner do fluir.
- o poder muda;
- o poder é o movimento da interação;
- o poder se manifesta na troca;
- não é mais poder sobre e sim poder com;

- o poder sobre forma um triangulo que se estabelece a partir de 3 conceitos: a tarefa (o desafio que temos de realizar), o processo (inclusivo, transparente que nos permite fluir) e o relacionamento.

- o poder com transforma:
- tarefa -> vontade/determinação;
- processo -> inteligência?bons processos;
- relacionamento -> amor, empatia, integração, escuta amorosa.

7 passos para o design sustentável de Comunidades

Diretamento do curso do Gaia Brasil, aqui em São Paulo.

Fiz o módulo de Design Social, em abril, que foi muito forte e interessante para trazer alguns insights do mundo das ecovilas que vejo que podem servir como base para pensarmos nas conversações e na construção de nossas redes.

Aqui vai:


1. Identifique a visão da comunidade e crie documentos de visão

- vários membros têm visão diferentes das razões pelas quais estão na iniciativa;
- o entusiasmo cria uma névoa que pode assombrar as relações;
- seria interessante criarmos um documento de visão que desse conta de:
- valores: qual a fundação/base dessa iniciativa.
- visão: 2 ou 3 frases que comunicam a iniciativa para o Mundo - a inspiração
- missão: sintonia, inspiração
- objetivos: até 3 objetivos renováveis sazonalmente - dá concretude de como vão ser implementados na realidade.

2. Escolher o processo de tomada de decisão

- a primeira decisão de um grupo deveria ser qual será o seu processo de tomada de decisão;
- é importante estudar diferentes formas de tomada de decisão e ver qual melhor se aplica ao contexto do grupo. É preciso treino/experiência no processo. É importante estudar algumas referências a respeito (posto mais sobre isso em breve);
- Não conhecer e não deixar explícito qual o processo é grave para gerar conflitos;
- Saber quando consultar demonstra o amadurecimento organizacional de qualquer instituição;
- É preciso ter algum contexto/cultura das situações para que a escolha do processo possa amadurecer;
- Vale decidir que pode haver mudança do processo ao longo da experiência;
- É fundamental considerar não dogmatismo ao processo.

3. Registre os acordos por escrito

- as pessoas se lembram de coisas diferentes;
- fazer minuta de reunião. É preciso aprovação da minuta por parte dos participantes: fundamenta um processo de circulação da informação entre os participantes.

4. Desenvolva habilidades de comunicação e de processo de grupo

- exercitar o diálogo, brincar, juntar;
- cursos, leituras, grupos de diálogo... Isso precisa ser praticado.

5. Desenhe o critério e processo de seleção e saída de novos membros

- evita deixar a porta muito aberta;
- ajuda a evitar problemas que podem minar a iniciativa: é preciso ter alinhamento com a missão, visão e valores.
- é importante construir o processo de entrada e o processo de saída de uma comunidade. Respeita a liberdade e a legitimidade de cada membro.
- evita criar vazamento energético;
- evita criar buracos.

6. Desenvolva habilidades do coração, mente e vontade

- abrir uma comunidade é como se estivéssemos casamento ou abrindo um negócio com um sócio;
- é preciso muitos atributos para uma relação: cooperação, paciência e amor;
- alguns princípios que podem ajudar: gestão de projetos, plano econômico.
7. Se não é divertido, não é sustentável

quarta-feira, 22 de abril de 2009

arquitetura de movimentos


essa veio das antigas... mas ainda vale!

tem alguns princípios aqui que contam muito e podem fazer a diferença na prática!