Utilizamos a linguagem em diferentes níveis, em diferentes configurações, com diferentes objetivos o tempo todo.
Ora para falar de algo, ora para refletir sobre o próprio falar.
Metalinguagem. Entrar nesse nível e se perceber, perceber a si como aquele que fala é forma de se conhecer, de colocar em perspectiva visões, hábitos, processos, rituais.
A tecnologia e a quantidade enorme de informação sobre como falamos, como conversamos, como fazemos redes, como nos articulamos abre um campo enorme de exploração para se ver. É um tema que venho pesquisando cada vez mais e utilizando alguns recursos para isso.
A imagem abaixo é da lista de email do projeto Telecentros.BR, com dados de 3 meses de conversa por lá.
Muito menos do que uma forma de controle, a imagem tem o efeito de levar a quem a vê e participa da lista a refletir sobre o seu fazer em rede naquele contexto. Mostrei para o pessoal aqui do lab, que faz parte da lista.
As impressões de quem se vê refletido ali são sempre interessantes, trazendo a dimensão do que fez, do que viu o outro fazer, de como se remete ao seu fazer para refletir o como fez.
Quero documentar melhor essas impressões, mas os rascunhos vou anotando por aqui: