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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

CMS, websemântica e redes

As conversas sobre redes distribuídas sempre tiveram como pano de fundo, ao menos para mim, uma certa vontade de não depender tanto de um gerenciador de conteúdo (cms) para criar e ativar um espaço de conversações e colaboração entre pessoas.

Na época, fazia sentido ter um espaço de agregação, que pudesse puxar feeds de um monte de lugar e construir contextos que dessem sentido para esses dados. Cheguei até a montar essa apresentação que levamos para o Fórum de Cultura Digital, 2009, na Cinemateca em São Paulo.

A agregação de RSS/Atom é um recurso fundamental para a experiência da web que temos hoje. Mas, tem fortes limites de estruturação dos dados e da forma como eles podem ser processados por pessoas e máquinas. Em tese, as possibilidades de remixagem desses dados são bastante primárias, pois apenas recebemos o conteúdo bruto. Qualquer processamento a partir dele, tem de ser feito manualmente.

Acontece que o que interessa numa rede não é o sistema onde ela roda, mas o fato do sistema oferecer uma padronização das interfaces de conversa e da forma de exibição das informações de forma que todos consigam ter o mesmo sistema de organização dos dados. Conseguir ler as informações que alguém posta e conseguir interagir com elas é um critério mínimo para que as pessoas conversem sobre o que lhes interessa.

No entanto, muitas possibilidades de remixagem desses dados, produção de novos usos que sequer ainda pensamos quais seriam ficam travadas no acesso aos dados. Nem falo aqui tanto de usos "gerenciais", mas de usos que sirvam para aproximar pessoas, de formas de nos encontrarmos, de encontrarmos ideias que nos fazem sentido e de conseguirmos organizar/encontrar conversas que mais fazem sentido. Na real, reduzir um pouco a entropia, aumentando a caordem dos fluxos.

Tem bastante gente interessante trabalhando com a tal da websemântica. Alguns textos interessantes dão uma  ideia do potencial que isso tem.

A questão-chave que vejo nisso: acontece que numa web com dados mais estruturados, não precisamos mais de sistemas de gerenciamento de conteúdo. A própria web seria isso. Não preciso mais de apis para qualquer tipo de rede social, quando os protocolos que compartilham recursos na web são interoperáveis e conversam com qualquer tipo de servidor. Posso ler os dados, as conversas, encontrar pessoas, descobrir grupos, publicar ideias, articular projetos, enfim, tudo isso, em tese, sem a necessidade de um sistema de informação formal para tal.

Parece utopia, né? Parece uma coisa meio complexa e abstrata demais! Enfim, acho que ainda estamos engatinhando nessas possibilidades e, de fato, estamos falando de uma visão que muda muito a cultura de como temos pensado a web até agora. O que, de fato, mais me estimula como possibilidade do que necessariamente limita. Sem dúvida, como quase todas as mudanças de visão sobre uma tecnologia, há uma curva de aprendizado, amadurecimento de padrões, novos serviços que são criados e comunidades que descobrem novas maneiras de usar a informação e experimentar possibilidades de relacionamentos que ainda não haviam sido pensadas.

Mas, acho que dá para exercitar um pouco mais isso com base nas pesquisas recentes. O que de fato me motivou a tudo isso foi:

  • comecei estudando sistemas de bibliotecas digitais federadas. Em tese, são sistemas de informação que coletam metadados publicados em bibliotecas digitais e formam uma base de metadados centralizada facilitando a pesquisa numa interface única. Sem dúvida, isso tem sérias limitações, pois mantém o servidor atualizado é o gargalo da ideia. No entanto, comecei a estudar o padrão Dublin Core de metadados e o protocolo OAI/PMH que faz a coleta de metadados nas bibliotecas digitais para montar a base integrada. 
  • entender os padrões de interoperabilidade que isso poderia gerar tem sido o trabalho do momento atual. No entanto, isso tem sérias limitações quando pensamos em relacionamentos de pessoas e não apenas a coleta de metadados de publicações de produção científica. 
  • logo, fez todo sentido abrir mais as pesquisas, entrar em outros protocolos e ver as questões de como os dados mais estruturados podiam abrir algumas interfaces interessantes e que poderiam facilitar a aproximação de pessoas.
  • bem, fui estudar FOAF, xmpp, RDF/XML e por aí vai... 
  • até bater na seguinte imagem de como a websemantica tá sendo pensada:

 E daí? Qual a vantagem disso?
 Vamos imaginar o seguinte:
  • eu publico uma URI sobre eu mesmo, contando quem sou eu, o que eu gosto, a quais outros "recursos" estou ligados. Os recursos podem ser projetos, ideias, marcas, universidades, movimentos, outras pessoas, etc, etc, etc..
  • o fato de publicar um recurso sobre isso (o que pode ser feito direto em arquivos no meu servidor ou em interfaces entre sistemas de informação, como o Drupal) eu gero toda uma camada de navegação e acesso aos meus dados que permitem várias formas de me encontrar e me remixar. Ex: todo mundo que publicou uma descrição de si dizendo que faz parte da mesma comunidade, que tem interesse nos mesmos tópicos, que trabalha nos mesmos lugares, que usa os mesmos serviços, etc, etc, etc. Infinitos recursos podem ser criados e podem agregar pessoas. 
  • ao publicar os recursos nos formatos RDF, tudo fica acessível para consulta SPARQL (uma espécie de sql para metadados RDF), permitindo várias possibilidades de cruzamentos de dados. Tudo isso pode ser feito via interface, sem necessidade de digitar uma linha de código. Em tese, novas interfaces de pesquisa e navegação nos dados são possíveis. 
  • subindo nas camadas, aplicações de conversação podem ser acopladas e se mantém agregadas pelo compartilhamento de URIs. Em tese, os sistemas de informação integrados se dissolvem na rede e os metadados interoperáveis permitem construirmos metasistemas em cima de metasistemas em um número infinito de camadas para além daquilo que podemos imaginar como tecnicamente possível hoje.
 vale experimentar? 
 próximos passos: começar a desenhar um piloto disso! ;-)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

EcologiaWeb Acessa Escola



Mídias sociais, redes sociais, canais, integração, agregação e por aí vai...

Esses têm sido alguns dos temas que tenho ouvido com muita frequências nos últimos meses e acho alguns bem sem sentido no contexto de pensarmos apropriação tecnologia para reflexão de singularidades...

Enfim, produzimos a imagem acima que retrata os fluxos do que construímos para o Acessa Escola.

Canais produziam sentidos em suas ações, ações partiam de encontros, conversas, desejos e saberes. Um experimento...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

AideRSS - melhorando os filtros do Google Reader

pesquei esse link da lista do Lidec.

em tempos onde agregar informação está se tornando algo vital em nossa estratégia de ativação de redes, quando visualizamos que agregar as mídias sociais se torna um ponto mais interessante de que criar novos sistemas, filtrar melhor nossos feeds para podermos acompanhar é um bem interessante. Vale testar: AideRSS+Google Reader.

Vídeo mostrando a brincadeira:

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Google Friend Connect

Vou começar a experimentar as possibilidades de desenvolvimento de Redes Sociais a partir desses widgets. A idéia é ir relatando por aqui as experiências e resultados que eu for obtendo.

O mais interessante é que essa aplicação vai super ao encontro das idéias que a gente tá começando e esboçar sobre aprendizagem distribuída usando feeds e widgets acoplados....

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

feed burner

andando pela webanalítica algumas coisas começam a fazer sentido quando a idéia é construir uma ecologia de monitoramento do que se passa dentro de um ambiente web.

o caso dos feeds é interessante.
não tenho muita idéia se há alguma pesquisa significativa que mostre o consumo médio dos feeds nos blogs brasileiros. mas, acompanhar como isso vem acontecendo em nossos sites é algo que vale a pena, ao menos, como estudo.

colei no feedburner para aprender algo mais sobre isso!

Como a idéia era estudar a partir desse blog aqui, peguei dois tutoriais que valem a pena dar uma olhada. Explicam um pouco mais como usar o tal....

How do I create a Blogger Feed?

O que o FeedBurner pode fazer pelo seu blog

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

ativando lan houses...

uma coisa que toda lan house tem de ter: sistema de gestão de controle de tempo.
tá, e daí?
e daí que esses sistemas, em geral, são softwares no modelo cliente-servidor, outra era e tals... foram feitos para um determinado paradigma computacional. por que não questionar isso? por que não usar essa brecha? por que não pensar na lan house web 2.0?

em conversa com o murilo, drica e hdhd....

"claro. o lance do controle de tempo foi apenas uma abertura que vejo possível. mas, para além do controle de tempo, tem o lance da gestão que me chama a atenção. pq a lan house é microempreendimento e só virou mania nacional pq. dá uma grana para segurar as pontas. e esse lance do controle é o caminho pra isso! além do quê, acaba sendo um software necessário para os caras.

agora, imagina o seguinte:
1. trabalhar na linha do desenvolvimento de mashups e não aplicativos;
2. criar soluções para lanhouse, tanto de gestão (o mote atrativo) quanto de "capacitação", redes sociais e tals, usando Open Social para que isso possa integrar no Orkut;
3. trabalhar num plano de webanalítica para poder mapear o processo emergindo;
4. trabalhar na ponta dos usuários (imagina o cara podendo criar no Orkut a comunidade da lan house e gerenciando o tempo de uso via Orkut, tipo, para ser usuário da lan, vai se integrando na comunidade do Orkut)... Algo nessa linha, mas entrando com apoio em eventos, divulgando cursos, conteúdos e tals.;... serviços que espalham."

terça-feira, 11 de novembro de 2008

sincronizando arquivos do GoogleDocs e locais

Trabalhando hoje por aqui no Mashable, achei essa preciosidade. Qual a idéia?

Manter os arquivos sincronizados no Google Documents e no seu hd local, ou seja, alterou algo online, muda no local, alterou local, muda online. Isso é algo fantástico, principalmente pensando na Web como plataforma, uma das premissas de base da Web 2.0. Não só deixamos os arquivos online, mas mantemos suas cópias locais organizadas. Boa! Simples!

Everyday sync, backup, and sharing as simple as can be.
The only all-in-one service that makes sure your files are everywhere you need them.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Mixando blogs e mapas...

...nos últimos tempos, uma busca pessoal tem sido de trabalhar novas formas de visualização e produção de contexto da informação. Tenho conseguido alguns avanços bem interessantes no campo da visualização da informação com mapas, usando principalmente a api do Google Maps. Bem, desde a semana passada eu estava buscando uma forma de integrar um feed RSS de um blog dentro de um ponto georeferenciado. Descobri algumas formas interessantesde fazer isso:

- usando a Google Feed Ajax API e seus objetos google.feed.control (um pouco mais complexos de lidar);
- usando embeds de IFRAMES diretamente nos objetos GinfoWindowTab no JavaScript que gera os mapas. Esse método me parece bem mais simples e facilita bastante a geração do código.

Fiz um teste no ambiente da Rede de projetos. Dá uma olhada aqui!

Nesse teste, eu usei o RSS Mixer para gerar o Iframe. As possibilidades são enormes...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

avançando na pesquisa com mapas...





avançando na pesquisa de mapas, achei esse mapplet muito interessante.
o nível de recursos dele me parece muito bom, sendo que o que mais me chamou atenção foi o fato de vc. pode anexar um feed específico para um ponto do mapa.

O código dele tá aqui!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

mais sobre mashups...

... novas descobertas interessantes por aqui:

  • blog do Raymond Yee, do livro "Pro Web 2.0 Mashups", que estou lendo agora. Aliás, um baita livro bacana que está abrindo a cabeça em relação a como integrar Webservices com Drupal no foco de Redes Sociais... Muito bom! Em breve, devo começar a fazer alguns experimentos;
  • Para brincar com google Maps;
  • Programando para Web - cheio de recursos fantásticos!!!

desvendando mashups e web services...

hoje, deu para tirar um tempo e fuçar em alguns mashups que venho pesquisando por aqui no laboratório. Vamos a alguns resultados interessantes:

  • várias brincadeiras interessantes para usuários do Flickr e formas interessantes de manipular imagens - permite criar Widgets, banners, entre outras coisas;
  • Mapplets: Mapplets are similar to the Maps API. The main difference is that Mapplets run on Google Maps, while the traditional Maps API is used to create maps on other websites;
  • Mapeando imagens do Flickr com o Mappr;
daqui a pouco vem mais...