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sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Modelando a função apoio na Rede Humaniza SUS: explorando possibilidades com Drupal

A modelagem de sistemas complexos tem sido um assunto que tenho explorado por aqui nas últimas semanas. Um ponto que tenho buscado deixar evidente é que esses insights todos da complexidade não devem servir apenas para que possamos analisar sistemas, concluindo coisas interessantes, porém ficando muito restritas a domínios acadêmicos de pesquisa. Creio que podemos muito mais a partir disso, sendo que o ponto em que vejo uma avenida de possibilidades é o fato de levarmos em consideração alguns desses princípios na criação de sistemas, na modelagem de modos de promoção de redes, encontro de pessoas e situações do nosso cotidiano que poderiam simplesmente serem pensadas levando em consideração outros tipos de variáveis que ainda não estamos propriamente acostumados a levar.

Bem, saindo para caminhar na manhã de hoje comecei a lembrar da reunião que tive com o pessoal da Rede Humaniza SUS nessa semana. Um dia onde os editores se encontraram aqui em São Paulo para discutirem seus novos modos de se relacionar, dado que tudo indica que para o ano que vem esse grupo vai poder ser parcialmente remunerado pelo trabalho que faz. Ouvindo essas pessoas que atuam já a alguns anos, no caso de alguns, de modo voluntário no cuidado, acolhimento e gestão dessa rede falarem de sua paixão pelo SUS, pelos modos de fazer política, pelo jeito de continuamente se reencantar pelo trabalho que desenvolvem e, sobretudo, pelo jeito que pensam a saúde, fui ficando impactado por essas impressões... De pano de fundo, fui guardando uma vontade de usar esse efeito, o impacto das conversas, para pensar em como a modelagem de complexidade (o encanto do momento) estaria a serviço dessas coisas todas que ouvi...

E caminhando um pouco mais fui lembrando da importância que há na política de humanização para a função apoio (o tal do devir apoiador). Lendo alguns trechos da tese de doutorado do Gustavo Nunes, atual coordenador da PNH junto ao Ministério da Saúde, encontrei logo no começo, em seu resumo, um bom disparador para o pensamento:

"O apoio, tomado como uma função, inscrita em arranjos concretos que põe em relação sujeitos com diferentes desejos e interesses, com a missão de ativar objetos de investimento mais coletivos e de apoiar esses sujeitos na ampliação de sua capacidade de problematização, de invenção de problemas, de interferência com outros sujeitos e de transformação do mundo e de si, implica em uma tarefa
clínica-crítica-política.
"





A definição provocou pensar um pouco mais na relação que isso tem com o sistema Drupal, que usamos para o desenvolvimento da rede, que já está próxima de seus quase 4 anos de existência. Acontece que o Drupal é um sistema criado com uma arquitetura muito interessante enquanto modelo de software, permitindo criarmos processos que seriam muito mais difíceis em outros tipos de programa. Vou tentar resumir aqui essas características que podem servir como disparadores de ideias para futuros desenvolvimentos:
  1. qualquer elemento no Drupal pode ser modelado como um node, ou seja, pode virar uma espécie de nó do sistema, onde podemos conectar funções, ganchos (os famosos hooks do Drupal), eventos e fluxos específicos de execução (organizados em etapas, por exemplo);
  2. quando qualquer node é acessado, o Drupal usa um sistema chamado bootstrap, que pergunta a todos os módulos instalados se eles possuem algum hook relacionado a algum evento relacionado ao tipo do node. Por exemplo, quando um nó é visualizado, o Drupal percorre todos os módulos para verificar se eles possuem algum hook que irá afetar a visualização daquele tipo de node, seja modificanto visualmente, seja incorporando alguma nova funcionalidade;
  3. quando qualquer evento no Drupal acontece, ele permite identificarmos essa evento e relacionarmos alguma ação específica, naquilo que o Drupal chama de sistema de Triggers. Isso, por si só, é algo realmente muito interessante, permitindo que possamos modelar uma série enorme de funcionalidades quando os usuários do ambiente fizerem alguma ação que possa ter desdobramentos disparadores... Tá começando a ficar quente aqui!
Dado breve contexto sobre o Drupal, fiquei pensando na relação disso com a função apoio, sobretudo no aspecto de colocar em relação sujeitos com diferentes desejos e interesses...

Foi então que me ocorreu a ideia de modelar o apoio como um node do Drupal, onde poderíamos associar funções, eventos e utilizar o gerenciador de Triggers para, conforme os tipos de eventos associados a função apoio, conectar pessoas, criar links, fazer pontes, estabelecer novas relações e fomentar a ativação desses objetos de investimento mais coletivos, como bem diz a descrição acima da funçaõ.

Brincando com isso, comecei a esboçar um infográfico para dar um pouco mais de corpo na ideia:



A ideia da brincadeira seria:

  1. modelar um node em drupal para a função, permitindo que pessoas pudessem se inscrever oferecendo apoio em determinados tipos (categorias fixas e emergentes), por região, pelo karma que possuem na rede, pela disponibilidade de tempo online;
  2. permitir que pessoas que queiram solicitar apoio, pudessem também se inscrever nesse node, usando também critérios similares de seleção;
  3. assim que um node apoio fosse criado, algoritmos analisariam os filtros selecionados e disparariam um evento, se assim houver, de criação de um novo node chamado conversa, agrupando essas pessoas que queiram oferecer e solicitar apoio. Esse node de conversa poderia servir como uma região em tempo síncrono e não-síncrono, onde essas pessoas formariam uma espécie de grupo temporário de apoio naquela situação, naquele contexto, naquele tempo em que isso fizer sentido.
Enfim, um ideia que escala de modo não linear, conectando desejos, evidenciando potências e modos de relação que podem fazer muito sentido quando apoiadas por um jeito de se fazer política que se baseia na riqueza dos encontros como meio de reencantamento das relações.

Agora, é avançar na modelagem, experimentação em DEV e analisar possíveis efeitos. vqv! :-)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Infográfico do programa Telecentros.BR

experimentando de infograficar. engenharia styles...
organizando em 3 camadas:

  • processos de gestão: as formas e arranjos organizacionais;
  • atores: pessoas e instituições que estão envolvidas;
  • sistemas de informação: as ferramentas de comunicação e sistematização de informações.


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Telecentros.BR: documentando o processo de ativação da rede

Desde julho deste ano, estou dedicado a maior parte do meu tempo ao projeto da Rede de Formação do programa Telecentros.BR. Processo interessante na origem de sua forma, onde algumas boas premissas foram tomadas para facilitar a construção um ambiente mais participativo e emergente.

A idéia por trás do projeto pode ser explicada nas seguintes linhas gerais:

  1. realizar um edital público, chamando a participação entidades que quisessem se candidatar a serem polos regionais da rede de formação;
  2. cada polo regional tem a atribuição de articular, aplicar e apoiar o desenvolvimento de um programa de formação para os bolsistas dos telecentros;
  3. um polo nacional seria o articulador desses polos regionais, facilitando o processo de conversação e produção entre eles;
  4. a formação rodaria em nível nacional, em grupos de 30 participantes divididos dentro de suas regiões (sul, sudeste, centro-oeste, norte e nordeste);
  5. a ideia básica da formação seria garantir um espaço de apoio e articulação em rede dos bolsistas, de modo a facilitar as ações de apropriação do espaço dos telecentros pelos bolsistas, usuários e a comunidade em geral;
  6. participam do projeto aproximadamente 18.000 monitores e 11.000 telecentros.
 Tudo muito bonito, tudo muito interessante. Mas, como fazer isso? Como articular polos regionais, polo nacional, ministérios e os mais diversos atores envolvidos num processo dessa escala?

 Desafio dos bons e estimulador do pensamento emergente da ativação de redes. Campo mais do que interessante para experimentação de processos de conversação desde a construção da formação até o momento em que ela sirva de plataforma para a formação da rede dos monitores dos telecentros. 

 Que processo temos desenhado e usado para isso?

 O primeiro passo que nos colocamos, sendo nossa equipe o Polo Nacional, foi de não criar regulações, normas, padrões e especificações de conteúdos que os Polos Regionais deveriam implementar em suas ações. Muito mais do que isso, nosso papel nessa rede tem sido facilitar o processo de produção coletiva de um programa de formação entre todos os polos, criando espaços de conversação, de encontro, de debate, de disputa onde a diversidade de visões vire potência e força nas ações do projeto.  Fácil de falar e descrever, mas extremamente complexo de implementar. 

 Escolhemos e temos sustentado um caminho que passa pelos seguintes princípios:
  1. criar espaços de encontro periódicos entre todos os polos, que funcionam como o conselho gestor da rede de formação. Nada é decidido fora desse ambiente, nenhuma especificação ou aprovação ocorre fora do ambiente do conselho;
  2. ativar uma lista de email de trabalho entre os polos, com contínuo acompanhamento e intervenção de nossa parte, produzindo sínteses, dando ideias, organizando discussões e puxando processos;
  3. utilizar um ambiente Drupal para produções mais complexas, como textos, documentos de apoio e síntese de encontros e seminários presenciais;
  4. criar uma ecologia Web que dê conta de contextualizar que a formação ocorre em todo e qualquer espaço da rede, sendo a ferramenta "oficial" de ensino à distância (no caso, o Moodle), apenas mais um ambiente de transição;
  5. buscar explicitar sempre uma visão do todo do projeto e, na sequência, mostrar subdivisões possíveis do trabalho, de forma a facilitar o foco das equipes;
  6. distribuir tarefas e atribuições de responsabilidade por adesão, não utilizando um sistema hierárquico de imposição de visões. Responsabilidade e cronograma compartilhados tendem a gerar um nível muito maior de implicação por parte das equipes atuantes, criando espaços para cada um desenvolver suas ideias tendo tranquilidade que há uma visão de gestão que permite a integração de todos os trabalhos.
 Entendo que seguir esses princípios facilitam a construção efetiva de um projeto que represente a visão coletiva dos polos envolvidos. Não resolve o problema da ponta, mas resolve uma etapa na ativação das redes sociais que vão estar envolvidas com o Telecentros.BR. É um sistema que vai se organizando e sendo organizado em camadas, criando sustentabilidade de relações sociais que possam dar conta de bancar espaços efetivos de emergência e apropriação da tecnologia dos telecentros por parte dos monitores e usuários.

Quais espaços de encontros periódicos temos feito até então?

   Realizamos 3 seminários presenciais de julho para cá, mais 1 encontro com monitores e gestores na 9ª Oficina de Inclusão Digital. Os seminários tem servido como espaço de alinhamento de nossas visões, de identificação de nossos objetivos comuns, de identificação de diferenças, de disputa de sentidos e atribuição de responsabilidades entre os polos. Normalmente, tem durado 4 dias de trabalho, ocorrendo em Brasília. Segue aqui um relato dos seminários:
Como tem funcionado nossa ecologia organizacional da Rede de Formação?

Criamos a seguinte ecologia para retratar os fluxos de conversação e tomada de decisão da Rede de Formação.


A rede começa a ser ativada, da perspectiva da formação, pelos Polos e Ministério, que se organizam em torno de um Conselho. Cada Polo Regional tem um comitê, que reúne todas as iniciativas proponentes de telecentros em sua região. Esse comitê tem o papel de analisar, sugerir e avaliar o processo de formação em sua região. Na ponta disso, os telecentros se encontrando e sendo encontrados através dos múltiplos espaços de interação em rede, seja via o Moodle, seja via listas, seja via encontros presenciais. O objetivo final dessa ecologia é facilitar a formação de rede entre os Telecentros, mapeando temas de interesse, favorecendo o encontro por adesão.

Como tem funcionado a lista de email?

A lista de email dos Polos regionais tem sido um espaço de referência para a conversação entre os participantes desse momento de implementação do projeto. Ambiente de articulação, alinhamento e troca de visões, tem funcionado como um espaço que amplia a sensação de comum. A lista tem facilitado organização de cronogramas, divisão de tarefas, acompanhamento da execução de várias etapas do projeto e uma maneira de manter a todos continuamente informados do que vem ocorrendo.
Segue aqui uma imagem de estrutura de relacionamentos que vem ocorrendo na lista nos primeiros 3 meses do projeto (uma média de 300 mensagens/mês):



Como tem funcionado o Livro Colaborativo do Drupal na produção dos conteúdos?

O Drupal tem funcionado como nosso ambiente de registro de processos dos encontros presenciais e da construção de conteúdos/dinâmicas da formação de forma coletiva. O uso do livro colaborativo tem um efeito bastante interessante na possibilidade de vários participantes do livro criarem revisões do texto, ou seja, uma página pode ser revisada por diferentes usuários do ambiente, criando diferentes versões que podem ser registradas pelo ambiente. 
Disponibilizamos o livro colaborativo como o ambiente para a produção dos conteúdos e atividades que vão fazer parte dessa primeira etapa da formação. A partir das ideias coletadas nos seminários presenciais, capítulos foram gerados conforme os principais temas sugeridos. 
Tivemos 85 sugestões de adaptações e revisões de texto feitas nas últimas semanas. 

Veja abaixo como tem sido a colaboração nos temas feita pelos polos da rede de formação:




Como funciona nossa ecologia Web?

A ideia de criar uma ecologia Web da Rede de Formação é facilitar a compreensão de que a formação ocorre na rede como um todo, seja no Orkut, no Facebook, nos blogs, no Moodle ou onde quer que haja relações e conversações. 
A integração dos vários ambientes dessa ecologia facilita a circulação da informação em rede, ampliando o potencial dos fluxos de comunicação entre todos os envolvidos. 

Segue aqui a ecologia que montamos para o programa:



Como tem funcionado o cronograma compartilhado do projeto?

O trabalho colaborativo tem uma série de vantagens em termos de qualidade e inteligência daquilo que está sendo produzido. No entanto, a coordenação de um trabalho dessa forma, sendo feita também de maneira coletiva, é um dos grandes desafios dos tempos que vivemos. 
A escolha que temos feito é sempre trabalhar acordos de forma presencial, seja nos seminários, seja nas reuniões mensais do conselho da rede de formação. 

Atualmente, estamos trabalhando a partir do seguinte cronograma.

Relato aqui um resumo de 3 meses de projeto. Sem dúvida muita água ainda tem de rolar, mas os sinais do que temos produzido parecem promissores. 


terça-feira, 15 de junho de 2010

Ecologia Web e apropriação em rede: refletindo sobre Juventude SP

Desde janeiro que estou trabalhando mais direto com o projeto da Juventude SP aqui no laboratório. Depois de um ano atuando de forma mais operacional no projeto do Acessa Escola, voltar a refletir mais focado em Internet, em como potencializar espaços para circulação da informação e aproximar uma visão de divulgação e integração de políticas públicas em espaços de conversação em rede me pareceu um bom campo de aprendizado.

Em várias conversas com Hernani e Drica, a nossa forma de atuação nesse projeto, a maneira de atuar na rede e trabalhar a visão de Internet dentro da esfera pública no contexto desse projeto. A potência da rede se faz perceptível para quem a ajuda a construir, para quem faz parte de seus fluxos, nuances, sentidos, contextos e dissolvências. Criar chão próprio, introduzir essa visão da rede e passar a refletir a partir dela nem sempre á algo tão simples ou fácil de fazer. Desenvolver corpo e linguagem para isso, ao mesmo tempo em que vamos atuando de uma maneira a criar convergência da política pelo uso de uma nova linguagem é uma forma interessante de intervenção, pois nos produzimos diferentes ao conseguirmos nos descrever de maneiras diferentes.

Começamos a utilizar de novos dispostivos de análise e mapeamento das bordas que o site da Juventude se inseria. Fui documentando na tag juventudesp alguns descobertas e análises enquanto ia refletindo sobre isso. Mapear a complexidade e alargar um pouco mais as bordas do nosso olhar revela fatos interessantes sobre como nós mesmos nos organizamos e criamos espaços na Internet que refletem essa organização. A rede ajuda a ver isso e, no contexto de um projeto de política pública, permite ampliar a visão das relações de como a informação é construída e apropriada. Sem dúvida, me parece um campo de aprendizado infinito. Aprender sobre isso e descobrir novas ferramentas que favoreçam a rede a refletir sobre si mesma, é um caminho sedutor de pesquisa pelo qual vou me enveredando. Boas pistas se encontram na filosofia da linguagem, nos pragmáticos, na visão sistêmica de retroalimentação, mas isso já é outra conversa...

Montamos a apresentação abaixo para dar um pouco mais de contexto de como o projeto tem se desenvolvido.



Um ponto que foi interessante de trabalhar e ver o seu desenvolvimento ao longo dos meses foi o que sistematizamos abaixo como a Ecologia Web do projeto:


Algumas premissas foram importantes e que nos levaram a essa ecologia:
  • o objetivo do projeto é integrar e divulgar políticas públicas de várias secretarias que sejam direcionadas para o jovem, tornando mais fácil o acesso desse jovem ao que está disperso e de difícil acesso no site de várias secretarias;
  • só esperar que o jovem venha acessar o portal é não considerar os espaços onde ele está;
  • divulgar informação relevante é uma questão de foco e não uma questão de massificação do acesso: mapeamos mais de 1000 comunidades no Orkut que tenham interesse declarado em seu perfil nos temas que são os canais do portal (Divirta-se, Estude, Trabalhe, Viva com saúde e Faça Política);
  • não somos o admin do portal, portanto, temos pouca ação direta na tecnologia;
  • mapear a rede e a forma como ela vem utilizando a informação que produzimos é um exercício fundamental de auto-crítica e aprendizado sobre a rede. Fazer isso não tem por objetivo controlar a rede, mas sim entender o seu contexto de movimentação, de apropriação e circulação daquilo que temos produzido. 

O espaço para conversa em rede ainda tem sido tímido e limitado, sobretudo pelo fato de ainda não termos implementadas as atualizações de tecnologia que estão previstas para o site. No entanto, é interessante perceber como os membros de comunidades vão se ligando que dentro de seus fóruns também há espaço para divulgação de vagas, projetos e acessos a programas que são gratuitos, públicos e estão no foco de interesse da comunidade que participam. Como no caso abaixo:



Enfim, tem sido divertido o aprendizado de algumas coisas que eu antes mais fazia idéia do que já tinha propriamente experimentando com esses recursos. Mas, o mais importante tem sido criar uma nova linguagem para descrever uma nova visão de Internet para esse processo e perceber o efeito que isso vem causando numa mudança da visão da própria política pública.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Evolução de uma rede social: território e idade

Uma forma bem interessante de visualizar o desenvolvimento de uma rede social e a forma como o espaço de conversação vem sendo apropriado, no caso do Facebook:

The road to 200 million.