Dia 01 de dezembro, estive com a Drica na Dobra para uma conversa sobre Redes Sociais e Aprendizagem.
Conversa boa, umas 20 pessoas presentes e algumas reflexões que ficaram na paralela até hoje, momento que encontrei um tempinho para poder refletir e documentar um pouco as ideias por aqui.
Muito se tem falado de aprendizagem em rede, comunidades de prática, redes de inovação, inteligência coletiva e um tanto de expressões que buscam tentar descrever coisas que me parecem muito semelhantes.
Hoje, aqui numa formação em Fortaleza, refletindo sobre isso com alguns companheiros, estávamos falando que, as vezes, a gente se esquece que toda essa conversa sobre Internet, redes e colaboração foi uma das melhores formas que encontramos de continuar tentando encontrar a própria autonomia, liberdade e capacidade de auto-organização.
Vejo que tem uma pista valiosa sobre muito dos tempos que vivemos nessa reflexão. A Internet encarna os paradoxos da liberdade e controle, sendo tanto uma coisa quanto a outra, apenas dependendo da mão de quem conecta. Aprendizagem, por si só, também pode estar relacionada a diferentes caminhos, a múltiplas formas de se ver o mundo, tanto libertárias quando controladoras, sendo eficazes o mesmo tanto, mais uma vez apenas dependendo do olhar de quem educa.
Mas, se quisermos usar a rede, apenas uma de suas possibilidades, para trabalharmos os desafiarmos de nos tornarmos mais autônomos e conseguirmos enfrentar para valer as dificuldades de produção de novas formas organizacionais, meu ponto é que aí avançamos para algo ainda em formação.
Não tem nada dado nesse caminho. Poucas experiências que realmente conseguiram sair das próprias questões de controle excessivo, das formas tradicionais/culturais de impor valores e da abertura de um poder centralizado. Mas, as que estão tentando, documentando, compartilhando, tirando muito da mística que se constrói em torno disso, tem produzido avanços muito interessantes no pensamento e na prática da produção de coletivos autônomos.
Acredito que o Do-in Antropológico tem muito a ver com isso, localizar o ponto de pressão da política de formação de grupos, localizar como aquela política busca se regular, quais são seus valores, suas práticas e, a partir disso, poder entender que tipo de ação em rede poderia de fato ocorrer, que tipo de coletivo se objetiva criar e que tipo de respaldo social temos para bancar os desafios dessa construção.
Muitos caminhos e projetos são possíveis, mas não ser ingênuo nesse momento e conseguir graduar o próprio olhar é um passo fundamental para regular expectativa e as próprias condições de possibilidade da ação.
Sim, sem dúvida podemos mudar formas e visões de como se fazem as coisas. Mas localizar esforços, saber quando entrar e quando sair e, sobretudo, se perguntar a quem mesmo estamos a serviço, me parece uma etapa fundamental no design de redes e de processos de aprendizagem.
Construindo uma história de links e caminhos, de conexões e conversas, de sentidos e contextos...
Mostrando postagens com marcador aprendizagem distribuída. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aprendizagem distribuída. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
Algumas anotações sobre uma possível Teoria de Campo Social
21 proposições de uma Teoria do Campo Social
1. Os sistemas sociais são “colocados em prática” ou “encenados” pelos seus membros em um contexto. (As demais proposições resultam destas)
2. O ponto cego das ciências sociais, dos sistemas sociais e da teoria de campo hoje em dia diz respeito às fontes nas quais os sistemas sociais têm origem.
3. Há quatro fontes de atenção na qual pode emergir a ação social:
a. Eu em mim;
b. Eu no objeto;
c. Eu em você;
d. Eu no agora.
4. As quatro fontes e estruturas de atenção dão origem a quatro diferentes fluxos ou campos de emergência. “Vejo dessa maneira, portanto, ele emerge daquela maneira”;
5. Os quatro campos de encenação da realidade social aplicam-se a todas as esferas de criação da realidade social:
a. Burocracias de máquinas centralizadas;
b. Estruturas divisionais descentralizadas;
c. Estruturas organizacionais em rede;
d. Estruturas de ecossistemas de inovação.
6. Os pontos de inflexão movendo-se de um campo para outro são idênticos em todos os níveis. Esses pontos constituem uma gramática social:
a. Abertura e suspensão (mente aberta);
b. Mergulho profundo e redirecionamento (coração aberto);
c. Deixe ir e deixe vir (vontade aberta).
7. Quanto maior a hipercomplexidade de um sistema, mais crítica é a capacidade para operar a partir dos campos mais profundos da emergência social;
8. A inovação profunda que trata os três tipos de complexidade exige um processo que integre três movimentos: abrir-se para contextos que importam (cossentir), conectar-se à fonte de quietude (copresencing) e prototipar o novo (cocriação);
9. Para acessar e ativar as fontes mais profundas dos campos sociais, três instrumentos devem ser ajustados ou “afinados”: a mente aberta, o coração aberto e a vontade aberta;
10. Abrir esses níveis mais profundos exige a superação de três barreiras: a voz do julgamento, a voz do cinismo e a voz do medo;
11. Cocriar exige um compromisso de servir o todo e a capacidade de reintegrar a inteligência da cabeça, do coração e das mãos;
12. Quanto maior o intervalo entre a complexidade sistêmica exterior e a capacidade interior de acessar os fluxos mais profundos de emergência, é mais provável que um sistema sairá dos trilhos e reverterá para um espaço destrutivo de anti-emergência;
13. O espaço social da anti-emergência é manifestado em um movimento reacionário conhecido como fundamentalismo;
14. O campo social é um todo em desenvolvimento que pode ser observado e experimentado pelas cinco dimensões. São elas: espaço social, tempo social, o coletivo, o eu e o espaço envolvente (terra);
15. À medida que um campo social se desenvolve e começa a incluir os mais profundos níveis e fluxos da emergência, a experiência de tempo, espaço, eu, coletivo e Terra funde-se por meio de um processo cultural de inversão;
16. A abertura das fontes e dos fluxos de emergência mais profundos inverte a relação entre o indivíduo e o coletivo;
17. A abertura das fontes mais profundas e dos campos de emergência transformam a relação entre o conhecedor e o conhecido;
18. O campo social é uma escultura de tempo na criação;
19. O desenvolvimento do campo social é uma função da ressonância mórfica sem escala;
20. O futuro de um sistema é uma função do campo a partir do qual escolhemos operar;
21. A força revolucionária neste século é o despertar de uma capacidade humana geradora profunda – o “eu no agora”.
Anotações da Teoria U, de Otto Scharmer.
1. Os sistemas sociais são “colocados em prática” ou “encenados” pelos seus membros em um contexto. (As demais proposições resultam destas)
2. O ponto cego das ciências sociais, dos sistemas sociais e da teoria de campo hoje em dia diz respeito às fontes nas quais os sistemas sociais têm origem.
3. Há quatro fontes de atenção na qual pode emergir a ação social:
a. Eu em mim;
b. Eu no objeto;
c. Eu em você;
d. Eu no agora.
4. As quatro fontes e estruturas de atenção dão origem a quatro diferentes fluxos ou campos de emergência. “Vejo dessa maneira, portanto, ele emerge daquela maneira”;
5. Os quatro campos de encenação da realidade social aplicam-se a todas as esferas de criação da realidade social:
a. Burocracias de máquinas centralizadas;
b. Estruturas divisionais descentralizadas;
c. Estruturas organizacionais em rede;
d. Estruturas de ecossistemas de inovação.
6. Os pontos de inflexão movendo-se de um campo para outro são idênticos em todos os níveis. Esses pontos constituem uma gramática social:
a. Abertura e suspensão (mente aberta);
b. Mergulho profundo e redirecionamento (coração aberto);
c. Deixe ir e deixe vir (vontade aberta).
7. Quanto maior a hipercomplexidade de um sistema, mais crítica é a capacidade para operar a partir dos campos mais profundos da emergência social;
8. A inovação profunda que trata os três tipos de complexidade exige um processo que integre três movimentos: abrir-se para contextos que importam (cossentir), conectar-se à fonte de quietude (copresencing) e prototipar o novo (cocriação);
9. Para acessar e ativar as fontes mais profundas dos campos sociais, três instrumentos devem ser ajustados ou “afinados”: a mente aberta, o coração aberto e a vontade aberta;
10. Abrir esses níveis mais profundos exige a superação de três barreiras: a voz do julgamento, a voz do cinismo e a voz do medo;
11. Cocriar exige um compromisso de servir o todo e a capacidade de reintegrar a inteligência da cabeça, do coração e das mãos;
12. Quanto maior o intervalo entre a complexidade sistêmica exterior e a capacidade interior de acessar os fluxos mais profundos de emergência, é mais provável que um sistema sairá dos trilhos e reverterá para um espaço destrutivo de anti-emergência;
13. O espaço social da anti-emergência é manifestado em um movimento reacionário conhecido como fundamentalismo;
14. O campo social é um todo em desenvolvimento que pode ser observado e experimentado pelas cinco dimensões. São elas: espaço social, tempo social, o coletivo, o eu e o espaço envolvente (terra);
15. À medida que um campo social se desenvolve e começa a incluir os mais profundos níveis e fluxos da emergência, a experiência de tempo, espaço, eu, coletivo e Terra funde-se por meio de um processo cultural de inversão;
16. A abertura das fontes e dos fluxos de emergência mais profundos inverte a relação entre o indivíduo e o coletivo;
17. A abertura das fontes mais profundas e dos campos de emergência transformam a relação entre o conhecedor e o conhecido;
18. O campo social é uma escultura de tempo na criação;
19. O desenvolvimento do campo social é uma função da ressonância mórfica sem escala;
20. O futuro de um sistema é uma função do campo a partir do qual escolhemos operar;
21. A força revolucionária neste século é o despertar de uma capacidade humana geradora profunda – o “eu no agora”.
Anotações da Teoria U, de Otto Scharmer.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
SIOC (Semantically-Interlinked Online Communities), Drupal e avançando nas metáforas de redes
Já faz algumas meses que tenho entranhado mais a fundo nas pesquisas sobre metadados e o impacto que isso tem em nossa experiência de navegação e construção de comum na web.
A ideia toda gira em torno de como usamos os recursos online para nos conectarmos ao que efetivamente nos interessa, seja lá o que for. Com a explosão informacional que há décadas aumenta nossa entropia e o caos dos arranjos organizacionais dos dados, encontrar o comum e se conectar nas conversações que nos interessam é um desafio. Mais do que isso, relacionar conversações interessantes com "objetos/conteúdos" interessantes que são produzidos todos os dias na web não é tarefa fácil.
A capacidade de construção de comum é ampliada quando nos identificamos por causas, visões, ideias, abordagens e formas de pensar. Sistemas de informação, em geral, acabando virando silos de informação, dificultando, quando não impossibilitando a remixagem dos dados que são produzidos, gerados e articulados em espaços de conversação.
Remixar os dados é praticamente uma condição fundamental para permitir novas possibilidades de navegação na informação. A construção da relevância, mais do que a relevância dos links, é algo em que ainda engatinhamos na web. As bases de dados atuais e nossos sistemas mais comuns de construção de redes sociais são extremamente limitados nas possibilidades de remixagem de dados que permitem.
Limitar o remixa dos dados é limitar:
Drupal 6.0 released
2008-02-13T014:42:00Z
After one year of development we are ready to release Drupal 6.0 to the world. Thanks to the tireless work of the Drupal community, over 1,600 issues have been resolved during the Drupal 6.0 release cycle. These changes are...
A ideia toda gira em torno de como usamos os recursos online para nos conectarmos ao que efetivamente nos interessa, seja lá o que for. Com a explosão informacional que há décadas aumenta nossa entropia e o caos dos arranjos organizacionais dos dados, encontrar o comum e se conectar nas conversações que nos interessam é um desafio. Mais do que isso, relacionar conversações interessantes com "objetos/conteúdos" interessantes que são produzidos todos os dias na web não é tarefa fácil.
A capacidade de construção de comum é ampliada quando nos identificamos por causas, visões, ideias, abordagens e formas de pensar. Sistemas de informação, em geral, acabando virando silos de informação, dificultando, quando não impossibilitando a remixagem dos dados que são produzidos, gerados e articulados em espaços de conversação.
Remixar os dados é praticamente uma condição fundamental para permitir novas possibilidades de navegação na informação. A construção da relevância, mais do que a relevância dos links, é algo em que ainda engatinhamos na web. As bases de dados atuais e nossos sistemas mais comuns de construção de redes sociais são extremamente limitados nas possibilidades de remixagem de dados que permitem.
Limitar o remixa dos dados é limitar:
- novas possibilidades de serviços que sequer pensamos ainda;
- identificação de padrões e percepção de movimentos que emergem na rede, indicando tendências e dinâmicas que não poderiam ser percebidas de outra forma;
- transparência e liberdade;
- novas possibilidades de ativismo, que poderia reduzir a desinformação geral, produzindo sínteses, evidenciando movimentos políticos, dinâmicas de articulação e uso de recursos públicos, culturais.
Sem dúvida, podemos pensar em muitas outras possibilidades que o remix poderia ampliar o que podemos fazer hoje.
Há vários casos de aplicação de princípios da websemântica que buscam tratar algumas das questões acima. É interessante perceber usos como melhorias em sistemas de busca, caso do Yahoo, e mesmo o uso num sistema de interface com usuário, como é o caso do KDE 4.0.
No entanto, o que mais me chamou atenção e que vejo que vem bem ao encontro do que ando pensando nas últimas semanas é o projeto SIOC (Semantically-Interlinked Online Communities). A descrição da página do projeto o apresenta como sendo uma proposta de uma ontologia (um vocabulário) para representar dados de interações sociais na rede em formato RDF. A ontologia completa do SIOC tá disponível aqui! Veja abaixo como ela tá organizada:
Esse infográfico apresenta como os dados poderiam ser descritos. Por exemplo, um post X foi criado pelo usuário Y nos tópicos K e W, mais informações podem ser encontradas em www.url.exemplo.br e o post tem comentários que podem ser acessados em www.url.exemplo.br/comentarios1.
Há uma lista bem interessante de onde o SIOC tem sido usado. Em aplicações com o Twitter, Wordpress, Drupal e por aí vai. Para Drupal (veja aqui estatísticas de uso do módulo), o projeto permite a seguinte dinâmica:
Site -> host_of -> Forum -> container_of -> Post -> has_creator -> User
Posts have reply Posts, and Forums can be parents of other Forums.
Em tese, o isso significa? O que acontece no sistema de blogs e fóruns poderia ser descrito usando essa vocabulário. Teríamos a possibilidade de exportar metadados descrevendo essas relações, permitindo que diversos serviços de remixagem pudessem ser feitos, incluindo novas maneiras de navegarmos nesses dados e criarmos visualizações de tendências, emergência de comuns.
Segue aqui uma outra discussão bacana que rolou sobre isso na comunidade Drupal. Segue aqui um exemplo de como isso seria aplicado em RDF no Drupal 6.0:
A ontologia SIOC abre as conversações e as relações que são estabelecidas. Potencial enorme para diversas ações que poderíamos imaginar:
- produção de taxonomias de recursos em sistemas de informação que poderiam ser descentralizados, distribuídos e navegáveis a partir unicamente dos metadados;
- novos serviços de navegação nos metadados, gerando novas dinâmicas de visualização da informação;
- consulta estruturada aos metadados, permitindo a produção de filtros, índices e uso de toda a estrutura de bancos de dados para navegar nos metadados descentralizados.
E segue o trem que tá começando a ficar quente a picada na mata! ;-)
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
CMS, websemântica e redes
As conversas sobre redes distribuídas sempre tiveram como pano de fundo, ao menos para mim, uma certa vontade de não depender tanto de um gerenciador de conteúdo (cms) para criar e ativar um espaço de conversações e colaboração entre pessoas.
Na época, fazia sentido ter um espaço de agregação, que pudesse puxar feeds de um monte de lugar e construir contextos que dessem sentido para esses dados. Cheguei até a montar essa apresentação que levamos para o Fórum de Cultura Digital, 2009, na Cinemateca em São Paulo.
A agregação de RSS/Atom é um recurso fundamental para a experiência da web que temos hoje. Mas, tem fortes limites de estruturação dos dados e da forma como eles podem ser processados por pessoas e máquinas. Em tese, as possibilidades de remixagem desses dados são bastante primárias, pois apenas recebemos o conteúdo bruto. Qualquer processamento a partir dele, tem de ser feito manualmente.
Acontece que o que interessa numa rede não é o sistema onde ela roda, mas o fato do sistema oferecer uma padronização das interfaces de conversa e da forma de exibição das informações de forma que todos consigam ter o mesmo sistema de organização dos dados. Conseguir ler as informações que alguém posta e conseguir interagir com elas é um critério mínimo para que as pessoas conversem sobre o que lhes interessa.
No entanto, muitas possibilidades de remixagem desses dados, produção de novos usos que sequer ainda pensamos quais seriam ficam travadas no acesso aos dados. Nem falo aqui tanto de usos "gerenciais", mas de usos que sirvam para aproximar pessoas, de formas de nos encontrarmos, de encontrarmos ideias que nos fazem sentido e de conseguirmos organizar/encontrar conversas que mais fazem sentido. Na real, reduzir um pouco a entropia, aumentando a caordem dos fluxos.
Tem bastante gente interessante trabalhando com a tal da websemântica. Alguns textos interessantes dão uma ideia do potencial que isso tem.
A questão-chave que vejo nisso: acontece que numa web com dados mais estruturados, não precisamos mais de sistemas de gerenciamento de conteúdo. A própria web seria isso. Não preciso mais de apis para qualquer tipo de rede social, quando os protocolos que compartilham recursos na web são interoperáveis e conversam com qualquer tipo de servidor. Posso ler os dados, as conversas, encontrar pessoas, descobrir grupos, publicar ideias, articular projetos, enfim, tudo isso, em tese, sem a necessidade de um sistema de informação formal para tal.
Parece utopia, né? Parece uma coisa meio complexa e abstrata demais! Enfim, acho que ainda estamos engatinhando nessas possibilidades e, de fato, estamos falando de uma visão que muda muito a cultura de como temos pensado a web até agora. O que, de fato, mais me estimula como possibilidade do que necessariamente limita. Sem dúvida, como quase todas as mudanças de visão sobre uma tecnologia, há uma curva de aprendizado, amadurecimento de padrões, novos serviços que são criados e comunidades que descobrem novas maneiras de usar a informação e experimentar possibilidades de relacionamentos que ainda não haviam sido pensadas.
Mas, acho que dá para exercitar um pouco mais isso com base nas pesquisas recentes. O que de fato me motivou a tudo isso foi:
Na época, fazia sentido ter um espaço de agregação, que pudesse puxar feeds de um monte de lugar e construir contextos que dessem sentido para esses dados. Cheguei até a montar essa apresentação que levamos para o Fórum de Cultura Digital, 2009, na Cinemateca em São Paulo.
A agregação de RSS/Atom é um recurso fundamental para a experiência da web que temos hoje. Mas, tem fortes limites de estruturação dos dados e da forma como eles podem ser processados por pessoas e máquinas. Em tese, as possibilidades de remixagem desses dados são bastante primárias, pois apenas recebemos o conteúdo bruto. Qualquer processamento a partir dele, tem de ser feito manualmente.
Acontece que o que interessa numa rede não é o sistema onde ela roda, mas o fato do sistema oferecer uma padronização das interfaces de conversa e da forma de exibição das informações de forma que todos consigam ter o mesmo sistema de organização dos dados. Conseguir ler as informações que alguém posta e conseguir interagir com elas é um critério mínimo para que as pessoas conversem sobre o que lhes interessa.
No entanto, muitas possibilidades de remixagem desses dados, produção de novos usos que sequer ainda pensamos quais seriam ficam travadas no acesso aos dados. Nem falo aqui tanto de usos "gerenciais", mas de usos que sirvam para aproximar pessoas, de formas de nos encontrarmos, de encontrarmos ideias que nos fazem sentido e de conseguirmos organizar/encontrar conversas que mais fazem sentido. Na real, reduzir um pouco a entropia, aumentando a caordem dos fluxos.
Tem bastante gente interessante trabalhando com a tal da websemântica. Alguns textos interessantes dão uma ideia do potencial que isso tem.
A questão-chave que vejo nisso: acontece que numa web com dados mais estruturados, não precisamos mais de sistemas de gerenciamento de conteúdo. A própria web seria isso. Não preciso mais de apis para qualquer tipo de rede social, quando os protocolos que compartilham recursos na web são interoperáveis e conversam com qualquer tipo de servidor. Posso ler os dados, as conversas, encontrar pessoas, descobrir grupos, publicar ideias, articular projetos, enfim, tudo isso, em tese, sem a necessidade de um sistema de informação formal para tal.
Parece utopia, né? Parece uma coisa meio complexa e abstrata demais! Enfim, acho que ainda estamos engatinhando nessas possibilidades e, de fato, estamos falando de uma visão que muda muito a cultura de como temos pensado a web até agora. O que, de fato, mais me estimula como possibilidade do que necessariamente limita. Sem dúvida, como quase todas as mudanças de visão sobre uma tecnologia, há uma curva de aprendizado, amadurecimento de padrões, novos serviços que são criados e comunidades que descobrem novas maneiras de usar a informação e experimentar possibilidades de relacionamentos que ainda não haviam sido pensadas.
Mas, acho que dá para exercitar um pouco mais isso com base nas pesquisas recentes. O que de fato me motivou a tudo isso foi:
- comecei estudando sistemas de bibliotecas digitais federadas. Em tese, são sistemas de informação que coletam metadados publicados em bibliotecas digitais e formam uma base de metadados centralizada facilitando a pesquisa numa interface única. Sem dúvida, isso tem sérias limitações, pois mantém o servidor atualizado é o gargalo da ideia. No entanto, comecei a estudar o padrão Dublin Core de metadados e o protocolo OAI/PMH que faz a coleta de metadados nas bibliotecas digitais para montar a base integrada.
- entender os padrões de interoperabilidade que isso poderia gerar tem sido o trabalho do momento atual. No entanto, isso tem sérias limitações quando pensamos em relacionamentos de pessoas e não apenas a coleta de metadados de publicações de produção científica.
- logo, fez todo sentido abrir mais as pesquisas, entrar em outros protocolos e ver as questões de como os dados mais estruturados podiam abrir algumas interfaces interessantes e que poderiam facilitar a aproximação de pessoas.
- bem, fui estudar FOAF, xmpp, RDF/XML e por aí vai...
- até bater na seguinte imagem de como a websemantica tá sendo pensada:
E daí? Qual a vantagem disso?
Vamos imaginar o seguinte:
- eu publico uma URI sobre eu mesmo, contando quem sou eu, o que eu gosto, a quais outros "recursos" estou ligados. Os recursos podem ser projetos, ideias, marcas, universidades, movimentos, outras pessoas, etc, etc, etc..
- o fato de publicar um recurso sobre isso (o que pode ser feito direto em arquivos no meu servidor ou em interfaces entre sistemas de informação, como o Drupal) eu gero toda uma camada de navegação e acesso aos meus dados que permitem várias formas de me encontrar e me remixar. Ex: todo mundo que publicou uma descrição de si dizendo que faz parte da mesma comunidade, que tem interesse nos mesmos tópicos, que trabalha nos mesmos lugares, que usa os mesmos serviços, etc, etc, etc. Infinitos recursos podem ser criados e podem agregar pessoas.
- ao publicar os recursos nos formatos RDF, tudo fica acessível para consulta SPARQL (uma espécie de sql para metadados RDF), permitindo várias possibilidades de cruzamentos de dados. Tudo isso pode ser feito via interface, sem necessidade de digitar uma linha de código. Em tese, novas interfaces de pesquisa e navegação nos dados são possíveis.
- subindo nas camadas, aplicações de conversação podem ser acopladas e se mantém agregadas pelo compartilhamento de URIs. Em tese, os sistemas de informação integrados se dissolvem na rede e os metadados interoperáveis permitem construirmos metasistemas em cima de metasistemas em um número infinito de camadas para além daquilo que podemos imaginar como tecnicamente possível hoje.
vale experimentar?
próximos passos: começar a desenhar um piloto disso! ;-)
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
metarede e metadados
escrevíamos isso a alguns atrás (direto do link bases conceituais):
esses pedaços de código, pedaços de software tem por objetivo tecer laços entre redes, interligar subredes de colaboração dentro de um ambiente em constante construção. mas, de que forma? através dos links, dos emails cruzados, através das redes sociais, das conversas circulando, dos forwards cruzando fronteiras e abrindo novos horizontes de conexão. isso tudo é dinâmico, mas nossos softwares atuais lidam com tudo isso de forma estática. eles esperam nossa iniciativa. há links sutis e dentro de espaços temporais inperceptíveis ao nosso senso comum. a tecnologia é ferramenta de suporte à percepção, antes de mais nada.
MetaRede se propõe a construir um framework de agentes móveis emergentes, programados baseados em algoritmos de redes neurais e computação evolutiva, a partir de algoritmos genéticos. O objetivo é criar condições para que os agente negociem entre si, num sistema ecológico adaptativo. Exemplos:
- sistemas de troca de doações em escalas logísticas de difícil operação, como forma de operar um sistema logístico emergente, sem a necessidade um orgão central regulador e sem a necessidade de intensa busca das melhores rotas (problema clássico em se tratando de grafos);
- sistema de trabalho colaborativo como suporte às atividades de comunidades de prática. agentes de software podem negociar horários de reuniões, links distribuídos, estabelecer e encontrar novas conexões em cms compatíveis com especificações pré-programadas e evolutivas;
- busca e negociação de produção cultural e recursos compartilhados sob licenças livres. agentes móveis tornam-se mediadores de relacionamentos entre artistas e formas de divulgação de sua obra. negociam postagem de imagens em bancos públicos, interações entre blogs, entre outros.
- construção e suporte para ambientes baseados em reputação.
O quanto disso é/era utopia? O quanto disso é possibilidade de pesquisa e experimentação em sistemas de informação e processos de ativação de redes/apropriação de tecnologias?
As possibilidades de pesquisa se dão em pequena escala. Acho que o fundamental para isso é:
esses pedaços de código, pedaços de software tem por objetivo tecer laços entre redes, interligar subredes de colaboração dentro de um ambiente em constante construção. mas, de que forma? através dos links, dos emails cruzados, através das redes sociais, das conversas circulando, dos forwards cruzando fronteiras e abrindo novos horizontes de conexão. isso tudo é dinâmico, mas nossos softwares atuais lidam com tudo isso de forma estática. eles esperam nossa iniciativa. há links sutis e dentro de espaços temporais inperceptíveis ao nosso senso comum. a tecnologia é ferramenta de suporte à percepção, antes de mais nada.
MetaRede se propõe a construir um framework de agentes móveis emergentes, programados baseados em algoritmos de redes neurais e computação evolutiva, a partir de algoritmos genéticos. O objetivo é criar condições para que os agente negociem entre si, num sistema ecológico adaptativo. Exemplos:
- sistemas de troca de doações em escalas logísticas de difícil operação, como forma de operar um sistema logístico emergente, sem a necessidade um orgão central regulador e sem a necessidade de intensa busca das melhores rotas (problema clássico em se tratando de grafos);
- sistema de trabalho colaborativo como suporte às atividades de comunidades de prática. agentes de software podem negociar horários de reuniões, links distribuídos, estabelecer e encontrar novas conexões em cms compatíveis com especificações pré-programadas e evolutivas;
- busca e negociação de produção cultural e recursos compartilhados sob licenças livres. agentes móveis tornam-se mediadores de relacionamentos entre artistas e formas de divulgação de sua obra. negociam postagem de imagens em bancos públicos, interações entre blogs, entre outros.
- construção e suporte para ambientes baseados em reputação.
O quanto disso é/era utopia? O quanto disso é possibilidade de pesquisa e experimentação em sistemas de informação e processos de ativação de redes/apropriação de tecnologias?
As possibilidades de pesquisa se dão em pequena escala. Acho que o fundamental para isso é:
- ter bons sistemas de metadados: interoperável, com possibilidade descrição de esquemas e anotações;
- bons algoritmos que façam: mapas de agregação dinâmicos, identificação de tendências, conexões preferenciais.
a junção desses dois elementos tem se tornado cada vez mais real e de simples implementação.
hummmm.....
sábado, 28 de agosto de 2010
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
A geração Facebook....
Caiu aqui na rede um artigo que conta um pouco o que a geração Facebook/Orkut está fazendo em comparação com a geração Fortune 500 (Big empresas). Alguns princípios interessantes parecem destacar novas formas, maneiras de atuar.
A questão que considero interessante desse tipo de artigo é apenas como os caras organizam e dão destaque ao que consideram como mudanças. No fundo, eu acredito que a rede está nos reescrevendo enquanto experiência de socialização. Ela reflete no macro uma mudança significativa no micro. Nas nossas redes neurais, nos circuitos que ativamos e reativamos. Será?
Veio daqui: Gary Hamel.
1. All ideas compete on an equal footing.
On the Web, every idea has the chance to gain a following—or not, and no one has the power to kill off a subversive idea or squelch an embarrassing debate. Ideas gain traction based on their perceived merits, rather than on the political power of their sponsors.
2. Contribution counts for more than credentials.
When you post a video to YouTube, no one asks you if you went to film school. When you write a blog, no one cares whether you have a journalism degree. Position, title, and academic degrees—none of the usual status differentiators carry much weight online. On the Web, what counts is not your resume, but what you can contribute.
3. Hierarchies are natural, not prescribed.
In any Web forum there are some individuals who command more respect and attention than others—and have more influence as a consequence. Critically, though, these individuals haven’t been appointed by some superior authority. Instead, their clout reflects the freely given approbation of their peers. On the Web, authority trickles up, not down.
4. Leaders serve rather than preside.
On the Web, every leader is a servant leader; no one has the power to command or sanction. Credible arguments, demonstrated expertise and selfless behavior are the only levers for getting things done through other people. Forget this online, and your followers will soon abandon you.
5. Tasks are chosen, not assigned.
The Web is an opt-in economy. Whether contributing to a blog, working on an open source project, or sharing advice in a forum, people choose to work on the things that interest them. Everyone is an independent contractor, and everyone scratches their own itch.
6. Groups are self-defining and -organizing.
On the Web, you get to choose your compatriots. In any online community, you have the freedom to link up with some individuals and ignore the rest, to share deeply with some folks and not at all with others. Just as no one can assign you a boring task, no can force you to work with dim-witted colleagues.
7. Resources get attracted, not allocated.
In large organizations, resources get allocated top-down, in a politicized, Soviet-style budget wrangle. On the Web, human effort flows towards ideas and projects that are attractive (and fun), and away from those that aren’t. In this sense, the Web is a market economy where millions of individuals get to decide, moment by moment, how to spend the precious currency of their time and attention.
8. Power comes from sharing information, not hoarding it.
The Web is also a gift economy. To gain influence and status, you have to give away your expertise and content. And you must do it quickly; if you don’t, someone else will beat you to the punch—and garner the credit that might have been yours. Online, there are a lot of incentives to share, and few incentives to hoard.
9. Opinions compound and decisions are peer-reviewed.
On the Internet, truly smart ideas rapidly gain a following no matter how disruptive they may be. The Web is a near-perfect medium for aggregating the wisdom of the crowd—whether in formally organized opinion markets or in casual discussion groups. And once aggregated, the voice of the masses can be used as a battering ram to challenge the entrenched interests of institutions in the offline world.
10. Users can veto most policy decisions.
As many Internet moguls have learned to their sorrow, online users are opinionated and vociferous—and will quickly attack any decision or policy change that seems contrary to the community’s interests. The only way to keep users loyal is to give them a substantial say in key decisions. You may have built the community, but the users really own it.
11. Intrinsic rewards matter most.
The web is a testament to the power of intrinsic rewards. Think of all the articles contributed to Wikipedia, all the open source software created, all the advice freely given—add up the hours of volunteer time and it’s obvious that human beings will give generously of themselves when they’re given the chance to contribute to something they actually care about. Money’s great, but so is recognition and the joy of accomplishment.
12. Hackers are heroes.
Large organizations tend to make life uncomfortable for activists and rabble-rousers—however constructive they may be. In contrast, online communities frequently embrace those with strong anti-authoritarian views. On the Web, muckraking malcontents are frequently celebrated as champions of the Internet’s democratic values—particularly if they’ve managed to hack a piece of code that has been interfering with what others regard as their inalienable digital rights.
A questão que considero interessante desse tipo de artigo é apenas como os caras organizam e dão destaque ao que consideram como mudanças. No fundo, eu acredito que a rede está nos reescrevendo enquanto experiência de socialização. Ela reflete no macro uma mudança significativa no micro. Nas nossas redes neurais, nos circuitos que ativamos e reativamos. Será?
Veio daqui: Gary Hamel.
1. All ideas compete on an equal footing.
On the Web, every idea has the chance to gain a following—or not, and no one has the power to kill off a subversive idea or squelch an embarrassing debate. Ideas gain traction based on their perceived merits, rather than on the political power of their sponsors.
2. Contribution counts for more than credentials.
When you post a video to YouTube, no one asks you if you went to film school. When you write a blog, no one cares whether you have a journalism degree. Position, title, and academic degrees—none of the usual status differentiators carry much weight online. On the Web, what counts is not your resume, but what you can contribute.
3. Hierarchies are natural, not prescribed.
In any Web forum there are some individuals who command more respect and attention than others—and have more influence as a consequence. Critically, though, these individuals haven’t been appointed by some superior authority. Instead, their clout reflects the freely given approbation of their peers. On the Web, authority trickles up, not down.
4. Leaders serve rather than preside.
On the Web, every leader is a servant leader; no one has the power to command or sanction. Credible arguments, demonstrated expertise and selfless behavior are the only levers for getting things done through other people. Forget this online, and your followers will soon abandon you.
5. Tasks are chosen, not assigned.
The Web is an opt-in economy. Whether contributing to a blog, working on an open source project, or sharing advice in a forum, people choose to work on the things that interest them. Everyone is an independent contractor, and everyone scratches their own itch.
6. Groups are self-defining and -organizing.
On the Web, you get to choose your compatriots. In any online community, you have the freedom to link up with some individuals and ignore the rest, to share deeply with some folks and not at all with others. Just as no one can assign you a boring task, no can force you to work with dim-witted colleagues.
7. Resources get attracted, not allocated.
In large organizations, resources get allocated top-down, in a politicized, Soviet-style budget wrangle. On the Web, human effort flows towards ideas and projects that are attractive (and fun), and away from those that aren’t. In this sense, the Web is a market economy where millions of individuals get to decide, moment by moment, how to spend the precious currency of their time and attention.
8. Power comes from sharing information, not hoarding it.
The Web is also a gift economy. To gain influence and status, you have to give away your expertise and content. And you must do it quickly; if you don’t, someone else will beat you to the punch—and garner the credit that might have been yours. Online, there are a lot of incentives to share, and few incentives to hoard.
9. Opinions compound and decisions are peer-reviewed.
On the Internet, truly smart ideas rapidly gain a following no matter how disruptive they may be. The Web is a near-perfect medium for aggregating the wisdom of the crowd—whether in formally organized opinion markets or in casual discussion groups. And once aggregated, the voice of the masses can be used as a battering ram to challenge the entrenched interests of institutions in the offline world.
10. Users can veto most policy decisions.
As many Internet moguls have learned to their sorrow, online users are opinionated and vociferous—and will quickly attack any decision or policy change that seems contrary to the community’s interests. The only way to keep users loyal is to give them a substantial say in key decisions. You may have built the community, but the users really own it.
11. Intrinsic rewards matter most.
The web is a testament to the power of intrinsic rewards. Think of all the articles contributed to Wikipedia, all the open source software created, all the advice freely given—add up the hours of volunteer time and it’s obvious that human beings will give generously of themselves when they’re given the chance to contribute to something they actually care about. Money’s great, but so is recognition and the joy of accomplishment.
12. Hackers are heroes.
Large organizations tend to make life uncomfortable for activists and rabble-rousers—however constructive they may be. In contrast, online communities frequently embrace those with strong anti-authoritarian views. On the Web, muckraking malcontents are frequently celebrated as champions of the Internet’s democratic values—particularly if they’ve managed to hack a piece of code that has been interfering with what others regard as their inalienable digital rights.
terça-feira, 24 de março de 2009
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
anotações sobre aprendizagem distribuída
quando temos dois elementos fundamentais:
- abundância de informação
e
- desintermediação no acesso e manipulação da informação
algumas coisas interessantes podem acontecer e ter desdobramentos na forma como aprendemos, na forma como desenvolvemos domínio de novos saberes...
Que saberes?
- atitude rede;
- filtrar;
- selecionar;
- categorizar;
- manipular;
- remixar;
- articular;
- conversar;
- recriar...
As apostas nessa nova forma de pensarmos no que se poderia chamar antigamento de Ensino à Distância é que a rede permita já tem condições técnicas para que as pessoas compartilhar trechos de conhecimentos, pedaços de trilhas, objetos e que eles possam ser remixados e descobertos em cada itinerário individual que alguém que possa percorrer. Transformar o blog numa Caderno de estudo e pesquisa, recheado de mashups, widgets que nada mais são do objetos de estudo, simulação e desenvolvimento.
Algumas idéias muito bacanas aqui:
- abundância de informação
e
- desintermediação no acesso e manipulação da informação
algumas coisas interessantes podem acontecer e ter desdobramentos na forma como aprendemos, na forma como desenvolvemos domínio de novos saberes...
Que saberes?
- atitude rede;
- filtrar;
- selecionar;
- categorizar;
- manipular;
- remixar;
- articular;
- conversar;
- recriar...
As apostas nessa nova forma de pensarmos no que se poderia chamar antigamento de Ensino à Distância é que a rede permita já tem condições técnicas para que as pessoas compartilhar trechos de conhecimentos, pedaços de trilhas, objetos e que eles possam ser remixados e descobertos em cada itinerário individual que alguém que possa percorrer. Transformar o blog numa Caderno de estudo e pesquisa, recheado de mashups, widgets que nada mais são do objetos de estudo, simulação e desenvolvimento.
Algumas idéias muito bacanas aqui:
Assinar:
Postagens (Atom)
