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terça-feira, 28 de junho de 2011

Apresentando no FISL 12 - Análise de redes sociais e sistemas dinâmicos com software livre

Apresentação analise de redes e sistemas dinamicos - fisl 12
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Comentando a apresentação:
Foi bem interessante e muito bom preparar esse material para apresentar no contexto do FISL. Desde 2004 que eu não apresentava nada por lá e fiquei com um certo receio de estar sendo técnico demais. No entanto, não. A sala tava bem cheia e pude entrar em detalhes na visão que tenho dos sistemas dinâmicos, a relação que isso tem com as redes sociais e como experimentos de análise desses sistemas podem ampliar nosso conhecimento e reflexão sobre o próprio comportamento humano em rede. Gostei bastante!

Encontrei o bro Felipe. Boas conversas, saudades de conversar mais. 

No resto do fórum, aproveitei pouco a programação oficial, já que estava muito por conta do GT de Análise e Extração de dados da Rede de Formação do Telecentros.BR. Esse GT foi ótimo, juntando os técnicos mais interessados em definir que caminhos são possíveis e que experimentações desejamos construir a partir dos dados que estão sendo gerados pelo uso dos monitores do curso de formação que temos produzido. Decidimos trabalhar em 3 linhas simultâneas:
  1. análise dos movimentos de formação de redes sociais. Foco: Que redes estão sendo formadas?
  2. análise de conteúdo: discurso, semântica e uso da linguagem. Foco: Sobre o que essas redes estão conversando?
  3. análise de correlações: avaliar quais são os impactos dos participantes dessas redes na apropriação da formação. Foco: Estar em rede tem influência nesse tipo de curso de formação?
Enfim, bom FISL, boas discussões e bons desdobramentos. 

segunda-feira, 26 de julho de 2010

11º FISL - dia 23-07 - Conversando sobre Ecossistemas de conversação, Acervos Digitais e P2P

No meu segundo dia do FISL, o papo ficou mais voltado para em dois grandes eixos:
  • novas maneiras que podemos utilizar protocolos interoperáveis para conversarmos e disponibilizarmos conteúdo em rede;
  • como os projetos comunidades, artistas e projetos experimentais se articula em rede e se desenvolvem como na relação de demandas, verbas e projetos com o governo.
O primeiro papo do dia foi com a equipe técnica do projeto CERVO, pessoal ligado a equipe de Cultura Digital do José Murilo. Eles trouxeram o Juliano Serra, que é um pesquisador que acabou de defender seu doutorado com o tema "ANOTAÇÃO AUTOMÁTICA E RECOMENDAÇÃO PERSONALIZADA DE DOCUMENTÁRIOS BRASILEIROS - SISTEMA DOCUNB". O Juliano propôs uma experimentação interessante na tese dele: ao invés de utilizador um buscador para encontrar conteúdo na web, ele propôs que a partir da análise textual das falas disponíveis em um vídeo e de uma análise de palavras-chave em blogs relacionados a cinema, um robô iria propor um cruzamento de interesses e indicar os vídeos para os assinantes dos blogs. Enfim, achei bem interessante e com bastante sinergia no tipo de trabalho que eu tenho pesquisado e feito na parte das análises semânticas. Gostei do que ouvi e de como o Juliano tá experimentando isso. Eu fiz algumas colocações sobre o trabalho dele, principalmente como ele poderia extender isso para a perspectiva da análise de redes sociais, likando conteúdo com relações na rede e interfaceando com novas possibilidades do robô encontrar pessoas por indicações de pessoas que indicaram pessoas e por aí vai... Foi bacana o papo.

A galera do MinC tá com uma proposta muito interessante de evolução daquilo que rolava em muitas de nossas conversas nos idos de 2002/2003:  a idéia do Xemelê, que aliás voltou ao ar com o antigo wiki online. A arquitetura do que eles estão propondo está mais detalhada aqui!  Mas, a idéia geral deles é utilizar:
  • xmpp como protocolo de mensagens instantâneas e apoio do pubsub. O xmpp fará o papel de notificador dos conteúdos publicados conforme a correlação de assinantes interessados naquele tipo de recurso/conteúdo. Vale lembrar que o Gtalk usa o xmpp, ou seja, tem escala.
  • uso da biblioteca libstorage para a escolha do melhor servidor um documento fará upload. Ou seja, quem envia um arquivo não tem de se preocupar onde vai armazenar, o cliente pode escolher com base nos assinantes da rede qual o melhor servidor naquela situação. Uma vez feito o upload, todos os servidores são notificados, criando um compartilhamento a-lá p2p dos recursos disponíveis na rede.
Sugeri que um bom serviço que poderia rodar em cima disso seria ter acesso a rede de relações entre usuários e conteúdos, por adesão aos serviços e compartilhamento. Isso realmente poderia dar uma outra dinâmica de conversação e cruzamento de dados. Enfim, vale acompanhar e ficar de olho no que estão montando.

Depois dessa boa conversa, sentei com o pessoal do Estúdio Livre que fez um debate sobre seu modelo de comunidade online, como poderiam se organizar, como avançar na conversa em rede, enfim. A idéia era compartilhar um pouco da experiência do MetaReciclagem e de como tínhamos nos feito as mesmas questões e encontrado respostas diferentes. Questões como o uso do nome, quem participa, quem tá fora, coisas importantes de novas maneiras de nos organizarmos em rede e que não tem respostas óbvias em nenhum caso. Um mundo novo sendo construído, com novas soluções a serem experimentadas, compartilhadas e documentadas.

Para fechar o dia, fui participar da mesa do RedeLabs, a convite do ff.  Caos total, dislexia, dissonância, estruturas dissipativas em ação. Foi divertido. Falei de Caos, da necessidade de desordem para emergência de ordem, de como a rede não conecta nas estruturas de demandas dos editais e de como um estamos no período de habitar os próprios paradoxos enquanto ainda aguardamos surgir novas possibilidades de ordem para novas maneiras de nos organizarmos. Ainda não sabemos fazer isso, principalmente na relação da experimentação artística e da tecnologia. Tudo novo de novo. Enfim, paciência e experimentação, não no produto, mas na forma... ;-)

Fim de FISL pra mim. Contente, feliz e satisfeito dos papos, dos fluxos e dos contatos. E vamo em frente.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

11º FISL - dia 22-07 - Conversando sobre Telecentros.BR, Metareciclagem, Dados Livres e Acervos Digitais

Fiz uma boa viagem na noite anterior. Sair tarde de São Paulo e viajar as 22:30 foi uma boa escolha: aeroporto vazio, pouca gente no saguão, vôo mais tranquilo. Bastante chuva em Porto Alegre, aeroporto quase fecha na hora do pouso, mas tudo ok. Cá cheguei. Direto pro hotel, a programação do dia seguinte parecia boa e acabou sendo bem melhor do que eu esperava.

Chego no FISL e montei uma apresentação baseada no manual da Rede de Formação, para falar um pouco sobre as linhas gerais, os principais desafios e como imaginamos que a rede pode criar propostas interessantes para a formação dos monitores do programa Telecentros.BR. Feito isso, fui dar uma rodada no espaço, visitar os estandes, encontrar uma boa moçada da antiga. Boas conversas de corredor e o ritmo aquecendo.

Entre na primeira palestra do dia "Educação e software livre: opções nas nuvens e nas máquinas". Um grupo de professores apresentando alguns recursos que utilizavam em salas de aula e em projetos piloto com professores. Gostei de ver uma apresentação mais detalhada sobre o software GCompris. Usei ele a alguns anos atrás, quando a gente ainda brincava com as possibilidades de softwares que uma distribuição Linux para o MetaReciclagem poderiam compor. O software avançou bastante, inclusive propondo uma espécie de linguagem de programação muito simples, na linha do Logo, que me pareceu interessante para o desenvolvimento de oficinas e projetos em ações de Telecentros. Vale a pena olhar com mais calma.

Depois, na mesma sala, veio a fala do Markun e da Daniela, sobre "Dados abertos e cultura livre". Bacana conhecer melhor o trabalho deles. Contaram o processo de criação do clone do Blog do Planalto, do Transparência hackday e alguns outros exemplos de projetos interessantes: SACSP, tr3e, georeferenciamento EJA, datagovsp.drupalgardens.com, data.gov, Open Data Catalogue (Vancouver), Apps for Democracy, Big Apps (NYC). Apresentaram algumas referências em que se basearam para pensar sobre dados abertos: blog.sunlightfoundation.org/10measurementsfortransparency e resource.org/8principles. Comentaram um pouco sobre a iniciativa do Governo de São Paulo, que depois da fase beta saiu do ar: governoaberto.sp.gov.br. Os próximos passos que estão pensando para o seu trabalho é criar uma plataforma que agregue iniciativas de dados abertos no Brasil, montar um sistema de crowdsourcing para fiscalizar obras para a Copa de 2014 e propor um programa de micro-bolsas de pesquisa na área. Conversam pela lista, que pode ser acessada em: thacker.com.br





Dando uma nova rodada no estandes, encontrei o pessoal dos Maristas, que fazem o trabalho muito legal de Robótica Livre e MetaReciclagem. Peguei um depoimento muito bacana de um oficineiro contando sobre sua influência de MetaArte no trabalho dos metarecicleiros aqui de Sampa. Biscoito fino!




Saindo da conversa, encontrei a Wanny do Ministério do Planejamento e o Global, que hoje tá trabalhando na Cobra Tecnologia. Além deles, tava a Rossana do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) e fizemos uma rodada de conversa sobre a mesa que faríamos do Telecentros.BR, logo mais. Conversa boa, gostei muito da fala da Rossana sobre as questões relacionadas as áreas rurais que vão receber os telecentros. Peguei alguns depoimentos importantes dela para compor o vídeo que estamos planejamento fazer para aquecer algumas conversas no Seminário da Rede de Formação em agosto.

As 14:00, fomos para o prédio 09 e rolou a mesa Inclusão Digital e Software Livre. Pouco tempo, 1 hora, para 5 pessoas falarem e espaço para debate. Enfim, tempo muito curto, tivemos menos de 10 minutos para cada fala. Deu para destacar os principais desafios da Rede de Formação dos Telecentros: diversidade de políticas de inclusão digital, de estruturas e modelos de telecentro. Não deu tempo para abrir para debate e poder ouvir um pouco mais de outras visões para além dos representantes do programa. De qualquer forma, Rossa (MDA), eu e a Wanny (MPOG). Saímos dali e fomos almoçar. Boas conversas sobre as principais preocupações do programa. O Global me contou de algumas experiências que têm feito de forma voluntária com o Moodle, propondo uma formação orientada ao desenvolvimento de software livre. Gostei de algumas idéias dele, principalmente sobre suas preocupações com o perfil dos tutores que vão compor o projeto. Realmente, é um ponto delicado e que vale a pena muito carinho no seminário de formação.




Saindo do almoço, peguei alguns depoimentos em vídeo da Rossana, que são ouro para ampliar nossa visão do programa. Vale ver e refletir um pouco, principalmente no impacto que a chegada de bolsas têm em espaços que se regulam por uma outra lógica: podem gerar competição e desagregar movimentos. As saídas que ela propõe são interessantes.

Dali, parti dei mais uma rodada na área de estandes e encontrei o Metal, que tá trabalhando em Minas novamente e tá envolvido no projeto Cervo, do Minc. Conversamos quase uma hora e ele começou a me mostrar algumas especificações técnicas do projeto. Gostei muito do que vi e enxergo muitas possibilidades interessantes de construção de serviços de uso desses dados, principalmente nos estudo de suas relações e nas possibilidades de navegação entre elas. O Cervo tem uma arquitetura flexível para compartilhamento de acervos digitais de maneira descentralizada baseada em metadados. Tem bastante semelhança, em alguns pontos, com a estrutura de harvester das federações de bibliotecas digitais, mas são mais flexíveis e podem escalar de maneira mais livre. Vale a pena acompanhar isso e dar alguns pitacos na comunidade.

No próprio estande, encontrei o Eloir e o Alexandre, os dois dos Maristas e que são do Polo Sul, da Rede de Formação. Sentamos para conversar um pouco sobre como eles estão, as principais idéias que gostariam de ver contempladas no seminário e suas principais questões em relação ao programa. A conversa foi ótima e rendeu algumas boas e importantes ideias para o projeto. Vamos lá:
    1. precisamos nos preocupar sobre como a formação vai tratar questões operacionais e de suporte técnico ao funcionamento do telecentro. Muitos pontos podem ser resolvidos pelo próprio monitor, o que pode agilizar manter o telecentro operacional e mais máquinas a disposição dos usuários;
    2. como tornar o telecentro útil para a comunidade. Como o telecentro vai entrar nos corações e mentes das pessoas? Mapeamento da realidade local;
     3. é importante a formação ter uma parte feijão com arroz, mais conteudista. Muitos monitores vão querer isso;
    4. como vamos lidar com possíveis parceiros na produção de conteúdo para a formação? Por exemplo, se uma empresa quiser disponibilizar um conteúdo, como isso pode ser operacionalizado?
    5. conversamos muito sobre como se dará a contratação dos Tutores. A questão da remuneração dos tutores, seu modelo de contratação e  podemos fazer a formação desse tutor. O Polo Sul vai contratar 44 tutores em regime CLT. Estão pensando em encontrar alguns parceiros que possam oferecer cursos de formação extra para os tutores, como uma forma de ampliar sua motivação no projeto. Conversei com eles de propormos alguns encontros presenciais entre os tutores, quando nossa equipe vier para as formações presenciais. Gostaram bastante da idéia e sugeriram que podíamos fazer isso a cada 3 ou 4 meses, fazendo ciclos de conversas e revezamento para ir consolidando e compartilhando visões. Estão bastante preocupados em como manter o tutor motivado e como evitar o rodízio de tutores. Acham que o valor que será pago aos tutores é pouco, o que é preocupante pelo fato do tutor poder tratar o trabalho como algo secundário em suas ocupações. Acham fundamental problematizar isso no Seminário com os outros Polos. Por contratarem CLT, pensam em chamar pessoas que já passaram por seus cursos de formação, que estão envolvidos com os CRCs (Centros de Recondicionamento de Computadores) e que já têm envolvimento com inclusão digital. Acham preocupante a contratação de estagiários que não possuem nenhuma relação com projetos de telecentros.
    6. conversamos um pouco sobre o repositório de conteúdos de iniciativas de formação em inclusão digital. Na conversa, surgiu uma idéia muito interessante para criarmos um processo de moderação coletiva da sugestão de novos conteúdos. Os passos disso seriam os seguintes:
        - no site do projeto, haveria um espaço para qualquer pessoa na Internet cadastrar um material ou conteúdo qualquer que queira disponibilizar para a formação do programa Telecentros.BR;
        - esse conteúdo entraria numa fila de moderação, que seria acessível apenas por representantes dos Polos Regionais, Nacional e coordenação da Rede de Formação do MPOG;
        - essa fila de moderação funcionaria num modelo de votação, onde os Polos votariam se consideram o conteúdo adequado para ser parte da Rede de Formação. Se o conteúdo recebesse acima de X votos, ele seria disponibilizado como uma oferta "homologada" pelo programa e ficaria disponível para acesso aos monitores. Além disso, conversamos de ranquear as ofertas aprovadas pelo número de downloads dos monitores, claramente construindo um sistema de reputação e qualificação pelo uso dos monitores do programa. Adoram a idéia e acharam que isso deixaria o projeto muito mais interessante e inteligentge. Acredito realmente que construir essa fila de moderação e esse sistema de reputação de conteúdo pode funcionar como um bom fluxo para a construção de um repositório de objetos de formação extremamente interessante e potente.

Terminamos nosso ótimo papo e senti que ali aquecemos uma boa discussão para encaminhar no Seminário. Enfim, sinto que estamos começando certo. Depois, fui para uma boa conversa que estava sendo provocada pela turma da Cultura Digital do MinC - "programa de apoio ao desenvolvimento de software livre". Uma boa galera conhecida por ali e uma interessante discussão de como o MinC poderia fomentar editais que apoiassem a produção de software livre. Ali, fiquei sabendo de uma iniciativa interessante de formação que a Escola Superior de Redes estava construindo para apoiar o Suporte Técnico em salas de informatica do Proinfo. Fui atrás disso e gostei bastante do material. Uma boa referência de apoio aos monitores. Sobre a conversa do modelo de desenvolvimento, acho bem acertada a iniciativa do MinC. Sugeri que pudessem contemplar nesse edital não apenas a descentralização do modelo de desenvolvimento, mas também do modelo de testes e aprovação dos códigos entregues, além de incentivar processos de formação que ajudassem a produtores de mídias livres a transformarem suas demandas em propostas que pudessem ser mais facilmenter convertidas em demandas de desenvolvimento de software livre.

E para finalizar o dia, sentei num papo com o TC, da Casa de Cultura Tainã, que representam 80 telecentros no Telecentros.BR. Fazem parte da rede Mocambos (mocambos.net) e possuem algumas demandas muito específica de conteúdos. Um ponto que me saltou na conversa com o TC foi o fato de que vão haver iniciativas que não serão apenas regionais, ou seja, algumas iniciativas que vão ter de articular com diferentes polos regionais. Seria interessante termos isso mapeado e pensar em como articular com essas iniciativas que têm fortes influências culturais regionais, de gênero, de movimentos tradicionais da cultura popular. Seria importante conhecermos isso e conduzir uma discussão no Seminário de como contemplar essa diversidade na oferta de conteúdos do programa de formação.

Bem, para o primeiro dia rendeu um bocado de ideias e conversas. Fiquei bastante animado e empolgado com os papos por aqui e ampliei a crença de que precisamos articular cada vez mais com essas diferentes visões de inclusão digital, criando instâncias de conversa e representatividade, que amplie e dê significado a uma assinatura coletiva dessa proposta do programa de formação.

E segue o trem...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Me organizando

Vejo 3 grandes momentos ocorrendo simultaneamente nesse período de projetos e pesquisas, que têm interessado cada vez mais.

  1. Temos tido conversas que sintetizam processos e nomeiam questões que sempre me foram extremamente difíceis de nomear. Conseguir falar das nossas diferenças de abordagem, da forma como vemos diferentes redes, diferentes maneiras de descrever nossas experiências e poder encontrar pontos de contato ou não, é algo fundamental. É interessante observar que essas conversas tem se acentuado num bom momento, onde outros encontros de síntese tem possibilitado trabalharmos em nossas referências, de maneira a nos encontrarmos no fazer de nossa produção. Dois momentos que valem a pena pontuar aqui:
    1. O curso de Redes Sociais que faremos no Barco. Conversar sobre o curso, nos assistirmos e nos vermos em ação juntos tem uma importância fundamental no compartilhar referências, no entender de onde cada um tá falando.
    2. A vinda para o FISL para conversar sobre a Rede de Formação do programa Telecentros.BR. A produção de visão de aprendizagem, que possa ser aberta o suficiente para contemplar uma construção em rede, além de se justificar como uma proposta de um curso e garanta conteúdos de referência que orientem possibilidades é um equilíbrio fino, interessante e desafiador de fazer. Está em pleno processo.
  2.  Tenho me debruçado forte sobre os bancos de dados de 2 anos e meio da Rede Humaniza SUS. Sem dúvida, é maior banco de dados estruturado de uma rede social que já tive acesso, o que abre possibilidades muito interessantes de estudo e teste de hipóteses. Um verdadeiro laboratório de flutuações, links, encontros, conversas, emergência de padrões e fluxos de auto-organização. Esse estudo abre e pode consolidar maneiras interessantes de encontrar ordem e propor ações de ativação para uma rede.
  3. Estou me voltando para consolidar meus estudos de rede para a minha qualificação no doutorado. Sintetizar o que tenho lido nos últimos 2 anos e fazer uma revisão de tudo isso é um momento singular. As ferramentas, os algoritmos, as possibilidades de visualização, as possibilidades de estudo de como surge ordem em meio aos links, do movimento das estruturas, da dinâmica das redes começam a fazer mais sentido nesse quadro de conversas e pesquisas. É uma sensação interessante de conseguir descrever coisas que antes não se conectavam. 
Enfim, ainda num é o momento de aparecer todos os resultados e deixar claro todas as visões. Tá em processo. Peças do quebra cabeça começam a se juntar e uma espécie de contorno, de possibilidade começa a despontar. 

Tempos de se organizar.

sábado, 19 de abril de 2008

introdução ao Drupal...

faz um bom tempo que já venho trabalhando um pouco com Drupal.
tenho muito ainda a estudar e aprender mais coisas sobre o dito... no entanto, aqui no Fisl venho percebendo o quanto a própria lógica do Drupal me ajudou a construir algumas idéias interessantes sobre como organizar uma rede social... aqui deu para sentir o feedback que o uso de Drupal vem causando em mim mesmo. dá para avançar muito mais nele.

Bem, fiz na semana passada uma apresentação sobre o Drupal para alguns técnicos do Ministério da Saúde, devido ao projeto Rede Humaniza Sus que estamos tocando pela WebLab.


para já abrir mais o espaço para o Drupal, segue a apresentação por aqui...


Mapeando metareciclagem - parte 1




andando pelo ambiente do fisl, pude dar uma boa olhada na área dos Maristas...
foi interessante mapear algumas formas como eles vêm se apropriando de metaReciclagem...

sexta-feira, 18 de abril de 2008

fisl 9.0 - dia 02 - construindo contexto...

ontem, fiquei trabalhando em alguns emails até bem tarde e pensando no que poderia ser o dia hoje... bem, vejamos o resumo da ópera...

começa o dia...
lembro da lú quando passo pelos dois porto riquenhos que estavam vendendo um casal de chinchilas no corredor do hotel... chinchilas? fala sério...
chega no café. cadê o berel? pão na chapa, sapatinho com leite e o prêmio do "Café que Matou o guarda" vai para.... Dona Jacira!!! coisa fina.
cadê o taxi? putz... de novo sem meias... a situação tá complicando. e eu com aquele sapatinho do Extra. é, on the road again!

chego Fisl...
fui direto para o encontro da comunidade Moodle. A "palestra" versava sobre o projeto de formação da Previdência do governo federal. Lá pelo slide 15 ou 16, aparece alguma coisa de Moodle. Poucos minutos, a Cris do Casa Brasil inicia uma fala sobre a experiência de uso do Moodle para as oficinas em EAD. Pouco tempo. Num deu para entrarmos mais a fundo e buscar um diálogo sobre o que vem dando certo, o que vem dando errado e por aí... Buenas, faz parte, toco em frente...



Mesa do Encontro Moodle

Toco em frente...
Tinha uma conversa marcada sobre o OLPC e a experiência em São Paulo e Porto Alegre. Apresentação fina, muito interessante... Deu para sentir um grande potencial aqui, idéias novas, novos resultados e experiências que trabalham no campo do sensível... Algumas impressões interessantes que saiu dessa mesa:
  • o OLPC permitiu criar uma experiência de formação de contexto e apropriação de tecnologia que potencializa a auto-estima e a percepção de si mesmo por parte da moçada que tava usando ele;
  • o micro na aula, mudou a dinâmica da aula, havendo a formação necessária e o acompanhamento efetivo dos professores. Não estou dizendo aqui que mudar a aula significa melhorar a aula, mas cria um campo de experimentação novo e que pode significar mudanças conceituais e práticas bem interessantes;
  • os idealizadores do campo de experimentação apresentam uma sacada muito interessante, que a gente já vem pensando em atuando em algo em paralelo, que é realocar o professor do provedor de conteúdo para o orientador de projetos... Olha a rede de projetos sendo gestionada no âmbito da aula... Aí, cabelo avoa!
  • outra camada interessante... o foco sai da metáfora do desktop e entra na lógica da rede social... gostei!
Alguns pontos que sinto que podem ser muito melhorados e trabalhados:
  • falta um ambiente para que a rede social se expresse e permita pendurar conteúdos de forma a construir uma lógica de remix e compartilhamento;
  • é fundamental que esse ambiente siga a lógica de emergÊncia de uma rede e não busque focar no conteúdo...


Contexto do OLPC

Sai da apresentação e vi uma moçada usando uma camiseta escrita "MetaReciclagem". Fui atrás. O povo dos Maristas. Bem, fiquei feliz de ver algumas coisas replicando. Voltei no tempo, lá em 2004 quando eu e o Felipe Fonseca fomos visitar o povo que estava iniciando um programa de telecentros... Eles pegaram muitas idéias de metaReciclagem e replicaram praticamente tudo o que a gente fez em Sampa. Replicou. Mesmo... tá andando sozinho. Para mim, isso foi um marco definitivo. MetaRec é um case que considero que anda sozinho e caminha... Fiz alguns vídeos que vou publicar aqui do que mapei. Só um toque... Esse povo podia compartilhar suas experiências na lista.. Ajudava a comunidade e estimulava muitos a caminhar! ok?


Experimento com MetaReciclagem

Almoço e inicia-se uma rodada de excelentes conversas... Fiquei muito animado nessa pegada de hoje:

  • papo com Cris e Thiago da Casa Brasil sobre a integração de Redes Sociais e uma ação efetiva de novas possibilidades de uso tático e estratégico das Casas Brasil;
  • papo com o Pixel sobre um evento de inclusão digital em Camaçari e um Café Colaborativo para construir o contexto do projeto na cidade;
  • papo com a Fernanda, que voltou da Alemanha há dois e tinha nos conhecido na Tunísia, em 2005. Enfim, está com um projeto de doutorado bem interessante e tudo a ver com o que estamos fazendo no Lidec. Além, é claro, dela estar buscando parcerias para o ICT4D. hummm interessante... mais uma boa sincronicidade;
  • papo com o Marcelo Bressanin, excelente, sobre projetos, SESC, gestão de instituições e possibilidades, mutias possibilidades de inovação...

segue o trem...
vou publicar alguns vídeos interessantes e lançar aqui mais tarde...

simbora!






quinta-feira, 17 de abril de 2008

fisl 9.0 - dia 01


Drupaleiros no Fisl - Zé, Fabiano, Júlio, eu e o Lourenzo


o dia começa cedo. as 04:00 toca o rádio.. Wando sussurando nos ouvidos, a gemada cozinhando na frigideira e a meia, cadê a meia...
bom, levanta, pega tralha e simbora para o aeroporto.
o vôo previsto para as 06:10 e a famosa goiabinha com suco de manga e gelo me aguardava de café da manhã no vôo Gol.
fila, muita fila... alguma coisa parecia estranha para as 5:15 da manhã em Sp...
Prabudeva (também conhecido como Júlio Boaro) chega só no sapatinho, confirmando a tradição de 4 prêmios seguidos como o Rei da Pisadinha de Guaianases.
fila, muita fila...
a notícia dizia que o aeroporto tava fechado em Poá. bem, sentar, esperar e drupalizar... tirei o atraso e estudei todo o sistema de hooks do drupal. enfim, construi meu primeiro módulo... ;-)
conseguimos embarcar em direção a floripa em torno das 9:10... de floripa, para Porto Alegre, chegando em torno do 12:00...
bem, simbora para o hotel. foi a Lú que arrumou, dizendo que era da turma de uns chegados dela, baratinho, na frente da rodoviária e tals... pula calango, sobe escada, dribla a greve, escorrega no berel (argh). achamos o quarto. no canto da cama "garibaldi, 1828". simbora pro fisl. hotel é para dormir, hey ho!
na arena, depois de 4 anos, nada mudou.
mesmo estilo.



começo o dia participando do debate de Inclusão Digital e Software Livre... putz... num era só no espaço que nada tinha mudado.
a conversa parecia a mesma de 4 anos atrás. ninguém falando de web, neguim discutindo distro e se perguntando pq. eles não estavam compartilhando experiências... lembrei do ligaNóis, do Conversê, do Ecoa, do Hsus, da Rede de Projetos e pedi para falar... a toada foi que distro é meio e num é fim... pouco importa o sistema, importa o que tem na ponta, que infra-estrutura de conversação que existe e que tipo de conversa se estabelece... pouco importa se o acesso é em Fedora, Ubuntu ou Slack, Firefox 2 é Firefox 2 em cada uma delas... pouco tempo pra conversa, muito blabla, acabou logo.
abertura oficial, 10 gravatinhas fazendo palanque. fala sério... nada de substancial.
fui ver a tecnologias emergentes do Ronaldo Lemos, do Cláudio Prado e do Mangabeira Unger, que num pode vir. Bem, na mesma toada... p2p, oportunidade de aproveitar a tecnologia para desenvolvimento e tals, e tals, e tals... parecia o Haiti. aqui?
depois, conversa interessante sobre o Proinfo e o que MEC tá planejando nas ações...
coisa grande, mais de 350.000 computadores em projetos...
portal próprio, php, foco total em conteúdo, sem tags, pouca possibilidade de conversação... interação parece é recurso que nem ppt... sim, eles realmente acreditam em objetos educacionais... é triste ver a lógica da rede sumir nos meandros de uma ação trilhardária no meio de tanta ideologia... cadê o software livre? ah, sim, lembrei, eles vão deixar o portal para download no site do MEC... mais um CMS, mais um framework... alguém avisou para eles que num tem comunidade na ponta? alguém avisou que governo muda e o link some?
mas, algumas ações interessantes... um projetor com teclado e mouse embutido que vira mala e espeta direto num plug que liga no servidor da escola e puxa o "conteúdo" para sala de aula. Contém 1g?
é... foi interessante para perceber que eu me sentia quase que em outro mundo... praticamente nenhuma das tags que a gente conversa quase que diariamente no laboratório parecia fazer parte do vocabulário da galera... pesquisa, dados, análise, redes sociais, capital social, apropriação de tecnolgia... isso deve ser coisa da microsoft...
na boa, o Acessa na Escola tem tudo para ser um case literalmente revolucionário.
depois, para fechar a noite em alto estilo, apresentação do Processing. uma bela linguagem de programação voltada para arte e tecnologia. eu já conhecia o meme, mas vendo rodar encheu os olhos. já tô pensando em oficina no sesc para ver experimentação... interação total, biblioteca de organismos vivos (biologia tem a ver com arte?), muito simples, fácil para ensinar programação.... hummmm a fábrica de software do Pj....
volta para o hotel. guisado de sardinha... Lú, a gente te pega na volta!