Construindo uma história de links e caminhos, de conexões e conversas, de sentidos e contextos...
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
2.5 anos de Rede HumanizaSUS - a rede em movimento
Hoje, apresentei um estudo inicial que fizemos sobre a dinâmica da Rede Humaniza SUS em seus 2.5 anos de existência.
Pude experimentar uma série de recursos de análise, síntese e comparação que fui aprendendo nos últimos meses. O estudo ficou muito interessante e, mais interessante ainda, vou apresentar para o editores da Rede, que se encontram reunidos aqui na Escola do Futuro para seu 3º Encontro. Ao longo do tempo, fomos editando alguns estudos e deixando público na página de estatísticas do projeto. Deixar público esses dados é parte fundamental da estratégia de transparência que a própria rede se propõe a ter. Além de criar algumas bases históricas e de referência que podem ser úteis para interessados no estudo das redes, dados que hoje ainda são muito raros, ainda mais se tratando de movimentos sociais e Brasil.
Coloco aqui a apresentação de hoje, e destaco os principais pontos que foram muito bacanas na conversa com os editores:
Pude experimentar uma série de recursos de análise, síntese e comparação que fui aprendendo nos últimos meses. O estudo ficou muito interessante e, mais interessante ainda, vou apresentar para o editores da Rede, que se encontram reunidos aqui na Escola do Futuro para seu 3º Encontro. Ao longo do tempo, fomos editando alguns estudos e deixando público na página de estatísticas do projeto. Deixar público esses dados é parte fundamental da estratégia de transparência que a própria rede se propõe a ter. Além de criar algumas bases históricas e de referência que podem ser úteis para interessados no estudo das redes, dados que hoje ainda são muito raros, ainda mais se tratando de movimentos sociais e Brasil.
Coloco aqui a apresentação de hoje, e destaco os principais pontos que foram muito bacanas na conversa com os editores:
- a dinâmica de crescimento da rede e sua relação com a lista de email;
- a estrutura da rede nos estados;
- a forma da rede em geral, mostrando que funciona como um grande monobloco, tendo um alto nível de centralização e não gerando subgrupos de suas conversas. A forte segmentação de interesse dos participantes, sem dúvida, é um elemento que ajuda a entender isso;
- o fato dos posts mais acessados não terem relação com os mais votados/comentados. Ocupar palavras-chave de relevância no título dos posts é uma maneira de ocupar espaço, de levar uma mensagem que tenha maior relação com a militância da própria rede. Um ambiente para ser construído.
E segue o trem!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Documentando o 2º Seminário da Rede de Formação - TelecentrosBR
Semana passa rápido, mais rápido ainda a gente produz material de um Seminário de ativação de rede que rolou em Brasília na semana passada.
Ainda vou parar para escrever com calma minhas impressões e reflexões sobre o que rolou por lá.
O processo todo como ocorreu o seminário, o jeito das conversas, as propostas, as tensões, crises, angústias e saídas que foram sendo encontradas foram muito fortes e significantes para quem está buscando novas descrições para novas formas de olhar.
A ideia por aqui não é se alongar muito e mais documentar os documentos que produzimos para os vários momentos do seminário. Quando o site do projeto estiver no ar isso já vai para lá, mas para não perder o tempo das coisas e as memórias mais frescas vai por aqui mesmo.
Ainda vou parar para escrever com calma minhas impressões e reflexões sobre o que rolou por lá.
O processo todo como ocorreu o seminário, o jeito das conversas, as propostas, as tensões, crises, angústias e saídas que foram sendo encontradas foram muito fortes e significantes para quem está buscando novas descrições para novas formas de olhar.
A ideia por aqui não é se alongar muito e mais documentar os documentos que produzimos para os vários momentos do seminário. Quando o site do projeto estiver no ar isso já vai para lá, mas para não perder o tempo das coisas e as memórias mais frescas vai por aqui mesmo.
- Apresentação da pauta do Seminário
- Apresentação Polo Nacional
- Apresentação do Mapeamento das Iniciativas de Formação em inclusão digital do governo Federal
- Vídeo da Entrevista com Monitores de Telecentros coleta na viagem aos Polos Regionais
- Apresentação da proposta de Grupos de Trabalho para a construção da Proposta de Formação
- Documento Relato do Grupo de Trabalho Projetos
- Documento Relato do Grupo de Trabalho Núcleo Comum de Conteúdo
- Documento Relato do Grupo de Trabalho Apropriação Comunitária
- Documento Relato do Grupo de Trabalho Oferta de múltiplos Caminhos
- Documento Relato das Conversas do Aquário - Síntese dos Grupos de Trabalho
- Apresentação da Síntese dos Grupos de Trabalho de Formação
- Vídeo Dobra - O que é aprendizagem em Rede?
- Documento Relato das Estratégias de Contratação de Tutores dos Polos Regionais
- Apresentação da proposta de organização dos Grupos de Avaliação
- Documento Relato da Avaliação de Projetos
- Documento Relato da Avaliação da Presença em Rede
- Documento Relato da Avaliação de Conteúdo
- Apresentação da Ecologia Web do Programa
- Apresentação da Pesquisa de perfil dos Monitores - PONLINE
- Documento Relato da Conversa com o Ministério do Planejamento
- Documento Relato do Como vamos trabalhar juntos e Combinados
sexta-feira, 23 de julho de 2010
11º FISL - dia 22-07 - Conversando sobre Telecentros.BR, Metareciclagem, Dados Livres e Acervos Digitais
Fiz uma boa viagem na noite anterior. Sair tarde de São Paulo e viajar as 22:30 foi uma boa escolha: aeroporto vazio, pouca gente no saguão, vôo mais tranquilo. Bastante chuva em Porto Alegre, aeroporto quase fecha na hora do pouso, mas tudo ok. Cá cheguei. Direto pro hotel, a programação do dia seguinte parecia boa e acabou sendo bem melhor do que eu esperava.
Chego no FISL e montei uma apresentação baseada no manual da Rede de Formação, para falar um pouco sobre as linhas gerais, os principais desafios e como imaginamos que a rede pode criar propostas interessantes para a formação dos monitores do programa Telecentros.BR. Feito isso, fui dar uma rodada no espaço, visitar os estandes, encontrar uma boa moçada da antiga. Boas conversas de corredor e o ritmo aquecendo.
Entre na primeira palestra do dia "Educação e software livre: opções nas nuvens e nas máquinas". Um grupo de professores apresentando alguns recursos que utilizavam em salas de aula e em projetos piloto com professores. Gostei de ver uma apresentação mais detalhada sobre o software GCompris. Usei ele a alguns anos atrás, quando a gente ainda brincava com as possibilidades de softwares que uma distribuição Linux para o MetaReciclagem poderiam compor. O software avançou bastante, inclusive propondo uma espécie de linguagem de programação muito simples, na linha do Logo, que me pareceu interessante para o desenvolvimento de oficinas e projetos em ações de Telecentros. Vale a pena olhar com mais calma.
Depois, na mesma sala, veio a fala do Markun e da Daniela, sobre "Dados abertos e cultura livre". Bacana conhecer melhor o trabalho deles. Contaram o processo de criação do clone do Blog do Planalto, do Transparência hackday e alguns outros exemplos de projetos interessantes: SACSP, tr3e, georeferenciamento EJA, datagovsp.drupalgardens.com, data.gov, Open Data Catalogue (Vancouver), Apps for Democracy, Big Apps (NYC). Apresentaram algumas referências em que se basearam para pensar sobre dados abertos: blog.sunlightfoundation.org/10measurementsfortransparency e resource.org/8principles. Comentaram um pouco sobre a iniciativa do Governo de São Paulo, que depois da fase beta saiu do ar: governoaberto.sp.gov.br. Os próximos passos que estão pensando para o seu trabalho é criar uma plataforma que agregue iniciativas de dados abertos no Brasil, montar um sistema de crowdsourcing para fiscalizar obras para a Copa de 2014 e propor um programa de micro-bolsas de pesquisa na área. Conversam pela lista, que pode ser acessada em: thacker.com.br
Dando uma nova rodada no estandes, encontrei o pessoal dos Maristas, que fazem o trabalho muito legal de Robótica Livre e MetaReciclagem. Peguei um depoimento muito bacana de um oficineiro contando sobre sua influência de MetaArte no trabalho dos metarecicleiros aqui de Sampa. Biscoito fino!
Saindo da conversa, encontrei a Wanny do Ministério do Planejamento e o Global, que hoje tá trabalhando na Cobra Tecnologia. Além deles, tava a Rossana do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) e fizemos uma rodada de conversa sobre a mesa que faríamos do Telecentros.BR, logo mais. Conversa boa, gostei muito da fala da Rossana sobre as questões relacionadas as áreas rurais que vão receber os telecentros. Peguei alguns depoimentos importantes dela para compor o vídeo que estamos planejamento fazer para aquecer algumas conversas no Seminário da Rede de Formação em agosto.
As 14:00, fomos para o prédio 09 e rolou a mesa Inclusão Digital e Software Livre. Pouco tempo, 1 hora, para 5 pessoas falarem e espaço para debate. Enfim, tempo muito curto, tivemos menos de 10 minutos para cada fala. Deu para destacar os principais desafios da Rede de Formação dos Telecentros: diversidade de políticas de inclusão digital, de estruturas e modelos de telecentro. Não deu tempo para abrir para debate e poder ouvir um pouco mais de outras visões para além dos representantes do programa. De qualquer forma, Rossa (MDA), eu e a Wanny (MPOG). Saímos dali e fomos almoçar. Boas conversas sobre as principais preocupações do programa. O Global me contou de algumas experiências que têm feito de forma voluntária com o Moodle, propondo uma formação orientada ao desenvolvimento de software livre. Gostei de algumas idéias dele, principalmente sobre suas preocupações com o perfil dos tutores que vão compor o projeto. Realmente, é um ponto delicado e que vale a pena muito carinho no seminário de formação.
Saindo do almoço, peguei alguns depoimentos em vídeo da Rossana, que são ouro para ampliar nossa visão do programa. Vale ver e refletir um pouco, principalmente no impacto que a chegada de bolsas têm em espaços que se regulam por uma outra lógica: podem gerar competição e desagregar movimentos. As saídas que ela propõe são interessantes.
Dali, parti dei mais uma rodada na área de estandes e encontrei o Metal, que tá trabalhando em Minas novamente e tá envolvido no projeto Cervo, do Minc. Conversamos quase uma hora e ele começou a me mostrar algumas especificações técnicas do projeto. Gostei muito do que vi e enxergo muitas possibilidades interessantes de construção de serviços de uso desses dados, principalmente nos estudo de suas relações e nas possibilidades de navegação entre elas. O Cervo tem uma arquitetura flexível para compartilhamento de acervos digitais de maneira descentralizada baseada em metadados. Tem bastante semelhança, em alguns pontos, com a estrutura de harvester das federações de bibliotecas digitais, mas são mais flexíveis e podem escalar de maneira mais livre. Vale a pena acompanhar isso e dar alguns pitacos na comunidade.
No próprio estande, encontrei o Eloir e o Alexandre, os dois dos Maristas e que são do Polo Sul, da Rede de Formação. Sentamos para conversar um pouco sobre como eles estão, as principais idéias que gostariam de ver contempladas no seminário e suas principais questões em relação ao programa. A conversa foi ótima e rendeu algumas boas e importantes ideias para o projeto. Vamos lá:
1. precisamos nos preocupar sobre como a formação vai tratar questões operacionais e de suporte técnico ao funcionamento do telecentro. Muitos pontos podem ser resolvidos pelo próprio monitor, o que pode agilizar manter o telecentro operacional e mais máquinas a disposição dos usuários;
2. como tornar o telecentro útil para a comunidade. Como o telecentro vai entrar nos corações e mentes das pessoas? Mapeamento da realidade local;
3. é importante a formação ter uma parte feijão com arroz, mais conteudista. Muitos monitores vão querer isso;
4. como vamos lidar com possíveis parceiros na produção de conteúdo para a formação? Por exemplo, se uma empresa quiser disponibilizar um conteúdo, como isso pode ser operacionalizado?
5. conversamos muito sobre como se dará a contratação dos Tutores. A questão da remuneração dos tutores, seu modelo de contratação e podemos fazer a formação desse tutor. O Polo Sul vai contratar 44 tutores em regime CLT. Estão pensando em encontrar alguns parceiros que possam oferecer cursos de formação extra para os tutores, como uma forma de ampliar sua motivação no projeto. Conversei com eles de propormos alguns encontros presenciais entre os tutores, quando nossa equipe vier para as formações presenciais. Gostaram bastante da idéia e sugeriram que podíamos fazer isso a cada 3 ou 4 meses, fazendo ciclos de conversas e revezamento para ir consolidando e compartilhando visões. Estão bastante preocupados em como manter o tutor motivado e como evitar o rodízio de tutores. Acham que o valor que será pago aos tutores é pouco, o que é preocupante pelo fato do tutor poder tratar o trabalho como algo secundário em suas ocupações. Acham fundamental problematizar isso no Seminário com os outros Polos. Por contratarem CLT, pensam em chamar pessoas que já passaram por seus cursos de formação, que estão envolvidos com os CRCs (Centros de Recondicionamento de Computadores) e que já têm envolvimento com inclusão digital. Acham preocupante a contratação de estagiários que não possuem nenhuma relação com projetos de telecentros.
6. conversamos um pouco sobre o repositório de conteúdos de iniciativas de formação em inclusão digital. Na conversa, surgiu uma idéia muito interessante para criarmos um processo de moderação coletiva da sugestão de novos conteúdos. Os passos disso seriam os seguintes:
- no site do projeto, haveria um espaço para qualquer pessoa na Internet cadastrar um material ou conteúdo qualquer que queira disponibilizar para a formação do programa Telecentros.BR;
- esse conteúdo entraria numa fila de moderação, que seria acessível apenas por representantes dos Polos Regionais, Nacional e coordenação da Rede de Formação do MPOG;
- essa fila de moderação funcionaria num modelo de votação, onde os Polos votariam se consideram o conteúdo adequado para ser parte da Rede de Formação. Se o conteúdo recebesse acima de X votos, ele seria disponibilizado como uma oferta "homologada" pelo programa e ficaria disponível para acesso aos monitores. Além disso, conversamos de ranquear as ofertas aprovadas pelo número de downloads dos monitores, claramente construindo um sistema de reputação e qualificação pelo uso dos monitores do programa. Adoram a idéia e acharam que isso deixaria o projeto muito mais interessante e inteligentge. Acredito realmente que construir essa fila de moderação e esse sistema de reputação de conteúdo pode funcionar como um bom fluxo para a construção de um repositório de objetos de formação extremamente interessante e potente.
Terminamos nosso ótimo papo e senti que ali aquecemos uma boa discussão para encaminhar no Seminário. Enfim, sinto que estamos começando certo. Depois, fui para uma boa conversa que estava sendo provocada pela turma da Cultura Digital do MinC - "programa de apoio ao desenvolvimento de software livre". Uma boa galera conhecida por ali e uma interessante discussão de como o MinC poderia fomentar editais que apoiassem a produção de software livre. Ali, fiquei sabendo de uma iniciativa interessante de formação que a Escola Superior de Redes estava construindo para apoiar o Suporte Técnico em salas de informatica do Proinfo. Fui atrás disso e gostei bastante do material. Uma boa referência de apoio aos monitores. Sobre a conversa do modelo de desenvolvimento, acho bem acertada a iniciativa do MinC. Sugeri que pudessem contemplar nesse edital não apenas a descentralização do modelo de desenvolvimento, mas também do modelo de testes e aprovação dos códigos entregues, além de incentivar processos de formação que ajudassem a produtores de mídias livres a transformarem suas demandas em propostas que pudessem ser mais facilmenter convertidas em demandas de desenvolvimento de software livre.
E para finalizar o dia, sentei num papo com o TC, da Casa de Cultura Tainã, que representam 80 telecentros no Telecentros.BR. Fazem parte da rede Mocambos (mocambos.net) e possuem algumas demandas muito específica de conteúdos. Um ponto que me saltou na conversa com o TC foi o fato de que vão haver iniciativas que não serão apenas regionais, ou seja, algumas iniciativas que vão ter de articular com diferentes polos regionais. Seria interessante termos isso mapeado e pensar em como articular com essas iniciativas que têm fortes influências culturais regionais, de gênero, de movimentos tradicionais da cultura popular. Seria importante conhecermos isso e conduzir uma discussão no Seminário de como contemplar essa diversidade na oferta de conteúdos do programa de formação.
Bem, para o primeiro dia rendeu um bocado de ideias e conversas. Fiquei bastante animado e empolgado com os papos por aqui e ampliei a crença de que precisamos articular cada vez mais com essas diferentes visões de inclusão digital, criando instâncias de conversa e representatividade, que amplie e dê significado a uma assinatura coletiva dessa proposta do programa de formação.
E segue o trem...
Chego no FISL e montei uma apresentação baseada no manual da Rede de Formação, para falar um pouco sobre as linhas gerais, os principais desafios e como imaginamos que a rede pode criar propostas interessantes para a formação dos monitores do programa Telecentros.BR. Feito isso, fui dar uma rodada no espaço, visitar os estandes, encontrar uma boa moçada da antiga. Boas conversas de corredor e o ritmo aquecendo.
Entre na primeira palestra do dia "Educação e software livre: opções nas nuvens e nas máquinas". Um grupo de professores apresentando alguns recursos que utilizavam em salas de aula e em projetos piloto com professores. Gostei de ver uma apresentação mais detalhada sobre o software GCompris. Usei ele a alguns anos atrás, quando a gente ainda brincava com as possibilidades de softwares que uma distribuição Linux para o MetaReciclagem poderiam compor. O software avançou bastante, inclusive propondo uma espécie de linguagem de programação muito simples, na linha do Logo, que me pareceu interessante para o desenvolvimento de oficinas e projetos em ações de Telecentros. Vale a pena olhar com mais calma.
Depois, na mesma sala, veio a fala do Markun e da Daniela, sobre "Dados abertos e cultura livre". Bacana conhecer melhor o trabalho deles. Contaram o processo de criação do clone do Blog do Planalto, do Transparência hackday e alguns outros exemplos de projetos interessantes: SACSP, tr3e, georeferenciamento EJA, datagovsp.drupalgardens.com, data.gov, Open Data Catalogue (Vancouver), Apps for Democracy, Big Apps (NYC). Apresentaram algumas referências em que se basearam para pensar sobre dados abertos: blog.sunlightfoundation.org/10measurementsfortransparency e resource.org/8principles. Comentaram um pouco sobre a iniciativa do Governo de São Paulo, que depois da fase beta saiu do ar: governoaberto.sp.gov.br. Os próximos passos que estão pensando para o seu trabalho é criar uma plataforma que agregue iniciativas de dados abertos no Brasil, montar um sistema de crowdsourcing para fiscalizar obras para a Copa de 2014 e propor um programa de micro-bolsas de pesquisa na área. Conversam pela lista, que pode ser acessada em: thacker.com.br
Dando uma nova rodada no estandes, encontrei o pessoal dos Maristas, que fazem o trabalho muito legal de Robótica Livre e MetaReciclagem. Peguei um depoimento muito bacana de um oficineiro contando sobre sua influência de MetaArte no trabalho dos metarecicleiros aqui de Sampa. Biscoito fino!
Saindo da conversa, encontrei a Wanny do Ministério do Planejamento e o Global, que hoje tá trabalhando na Cobra Tecnologia. Além deles, tava a Rossana do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) e fizemos uma rodada de conversa sobre a mesa que faríamos do Telecentros.BR, logo mais. Conversa boa, gostei muito da fala da Rossana sobre as questões relacionadas as áreas rurais que vão receber os telecentros. Peguei alguns depoimentos importantes dela para compor o vídeo que estamos planejamento fazer para aquecer algumas conversas no Seminário da Rede de Formação em agosto.
As 14:00, fomos para o prédio 09 e rolou a mesa Inclusão Digital e Software Livre. Pouco tempo, 1 hora, para 5 pessoas falarem e espaço para debate. Enfim, tempo muito curto, tivemos menos de 10 minutos para cada fala. Deu para destacar os principais desafios da Rede de Formação dos Telecentros: diversidade de políticas de inclusão digital, de estruturas e modelos de telecentro. Não deu tempo para abrir para debate e poder ouvir um pouco mais de outras visões para além dos representantes do programa. De qualquer forma, Rossa (MDA), eu e a Wanny (MPOG). Saímos dali e fomos almoçar. Boas conversas sobre as principais preocupações do programa. O Global me contou de algumas experiências que têm feito de forma voluntária com o Moodle, propondo uma formação orientada ao desenvolvimento de software livre. Gostei de algumas idéias dele, principalmente sobre suas preocupações com o perfil dos tutores que vão compor o projeto. Realmente, é um ponto delicado e que vale a pena muito carinho no seminário de formação.
Saindo do almoço, peguei alguns depoimentos em vídeo da Rossana, que são ouro para ampliar nossa visão do programa. Vale ver e refletir um pouco, principalmente no impacto que a chegada de bolsas têm em espaços que se regulam por uma outra lógica: podem gerar competição e desagregar movimentos. As saídas que ela propõe são interessantes.
Dali, parti dei mais uma rodada na área de estandes e encontrei o Metal, que tá trabalhando em Minas novamente e tá envolvido no projeto Cervo, do Minc. Conversamos quase uma hora e ele começou a me mostrar algumas especificações técnicas do projeto. Gostei muito do que vi e enxergo muitas possibilidades interessantes de construção de serviços de uso desses dados, principalmente nos estudo de suas relações e nas possibilidades de navegação entre elas. O Cervo tem uma arquitetura flexível para compartilhamento de acervos digitais de maneira descentralizada baseada em metadados. Tem bastante semelhança, em alguns pontos, com a estrutura de harvester das federações de bibliotecas digitais, mas são mais flexíveis e podem escalar de maneira mais livre. Vale a pena acompanhar isso e dar alguns pitacos na comunidade.
No próprio estande, encontrei o Eloir e o Alexandre, os dois dos Maristas e que são do Polo Sul, da Rede de Formação. Sentamos para conversar um pouco sobre como eles estão, as principais idéias que gostariam de ver contempladas no seminário e suas principais questões em relação ao programa. A conversa foi ótima e rendeu algumas boas e importantes ideias para o projeto. Vamos lá:
1. precisamos nos preocupar sobre como a formação vai tratar questões operacionais e de suporte técnico ao funcionamento do telecentro. Muitos pontos podem ser resolvidos pelo próprio monitor, o que pode agilizar manter o telecentro operacional e mais máquinas a disposição dos usuários;
2. como tornar o telecentro útil para a comunidade. Como o telecentro vai entrar nos corações e mentes das pessoas? Mapeamento da realidade local;
3. é importante a formação ter uma parte feijão com arroz, mais conteudista. Muitos monitores vão querer isso;
4. como vamos lidar com possíveis parceiros na produção de conteúdo para a formação? Por exemplo, se uma empresa quiser disponibilizar um conteúdo, como isso pode ser operacionalizado?
5. conversamos muito sobre como se dará a contratação dos Tutores. A questão da remuneração dos tutores, seu modelo de contratação e podemos fazer a formação desse tutor. O Polo Sul vai contratar 44 tutores em regime CLT. Estão pensando em encontrar alguns parceiros que possam oferecer cursos de formação extra para os tutores, como uma forma de ampliar sua motivação no projeto. Conversei com eles de propormos alguns encontros presenciais entre os tutores, quando nossa equipe vier para as formações presenciais. Gostaram bastante da idéia e sugeriram que podíamos fazer isso a cada 3 ou 4 meses, fazendo ciclos de conversas e revezamento para ir consolidando e compartilhando visões. Estão bastante preocupados em como manter o tutor motivado e como evitar o rodízio de tutores. Acham que o valor que será pago aos tutores é pouco, o que é preocupante pelo fato do tutor poder tratar o trabalho como algo secundário em suas ocupações. Acham fundamental problematizar isso no Seminário com os outros Polos. Por contratarem CLT, pensam em chamar pessoas que já passaram por seus cursos de formação, que estão envolvidos com os CRCs (Centros de Recondicionamento de Computadores) e que já têm envolvimento com inclusão digital. Acham preocupante a contratação de estagiários que não possuem nenhuma relação com projetos de telecentros.
6. conversamos um pouco sobre o repositório de conteúdos de iniciativas de formação em inclusão digital. Na conversa, surgiu uma idéia muito interessante para criarmos um processo de moderação coletiva da sugestão de novos conteúdos. Os passos disso seriam os seguintes:
- no site do projeto, haveria um espaço para qualquer pessoa na Internet cadastrar um material ou conteúdo qualquer que queira disponibilizar para a formação do programa Telecentros.BR;
- esse conteúdo entraria numa fila de moderação, que seria acessível apenas por representantes dos Polos Regionais, Nacional e coordenação da Rede de Formação do MPOG;
- essa fila de moderação funcionaria num modelo de votação, onde os Polos votariam se consideram o conteúdo adequado para ser parte da Rede de Formação. Se o conteúdo recebesse acima de X votos, ele seria disponibilizado como uma oferta "homologada" pelo programa e ficaria disponível para acesso aos monitores. Além disso, conversamos de ranquear as ofertas aprovadas pelo número de downloads dos monitores, claramente construindo um sistema de reputação e qualificação pelo uso dos monitores do programa. Adoram a idéia e acharam que isso deixaria o projeto muito mais interessante e inteligentge. Acredito realmente que construir essa fila de moderação e esse sistema de reputação de conteúdo pode funcionar como um bom fluxo para a construção de um repositório de objetos de formação extremamente interessante e potente.
Terminamos nosso ótimo papo e senti que ali aquecemos uma boa discussão para encaminhar no Seminário. Enfim, sinto que estamos começando certo. Depois, fui para uma boa conversa que estava sendo provocada pela turma da Cultura Digital do MinC - "programa de apoio ao desenvolvimento de software livre". Uma boa galera conhecida por ali e uma interessante discussão de como o MinC poderia fomentar editais que apoiassem a produção de software livre. Ali, fiquei sabendo de uma iniciativa interessante de formação que a Escola Superior de Redes estava construindo para apoiar o Suporte Técnico em salas de informatica do Proinfo. Fui atrás disso e gostei bastante do material. Uma boa referência de apoio aos monitores. Sobre a conversa do modelo de desenvolvimento, acho bem acertada a iniciativa do MinC. Sugeri que pudessem contemplar nesse edital não apenas a descentralização do modelo de desenvolvimento, mas também do modelo de testes e aprovação dos códigos entregues, além de incentivar processos de formação que ajudassem a produtores de mídias livres a transformarem suas demandas em propostas que pudessem ser mais facilmenter convertidas em demandas de desenvolvimento de software livre.
E para finalizar o dia, sentei num papo com o TC, da Casa de Cultura Tainã, que representam 80 telecentros no Telecentros.BR. Fazem parte da rede Mocambos (mocambos.net) e possuem algumas demandas muito específica de conteúdos. Um ponto que me saltou na conversa com o TC foi o fato de que vão haver iniciativas que não serão apenas regionais, ou seja, algumas iniciativas que vão ter de articular com diferentes polos regionais. Seria interessante termos isso mapeado e pensar em como articular com essas iniciativas que têm fortes influências culturais regionais, de gênero, de movimentos tradicionais da cultura popular. Seria importante conhecermos isso e conduzir uma discussão no Seminário de como contemplar essa diversidade na oferta de conteúdos do programa de formação.
Bem, para o primeiro dia rendeu um bocado de ideias e conversas. Fiquei bastante animado e empolgado com os papos por aqui e ampliei a crença de que precisamos articular cada vez mais com essas diferentes visões de inclusão digital, criando instâncias de conversa e representatividade, que amplie e dê significado a uma assinatura coletiva dessa proposta do programa de formação.
E segue o trem...
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Me organizando
Vejo 3 grandes momentos ocorrendo simultaneamente nesse período de projetos e pesquisas, que têm interessado cada vez mais.
Tempos de se organizar.
- Temos tido conversas que sintetizam processos e nomeiam questões que sempre me foram extremamente difíceis de nomear. Conseguir falar das nossas diferenças de abordagem, da forma como vemos diferentes redes, diferentes maneiras de descrever nossas experiências e poder encontrar pontos de contato ou não, é algo fundamental. É interessante observar que essas conversas tem se acentuado num bom momento, onde outros encontros de síntese tem possibilitado trabalharmos em nossas referências, de maneira a nos encontrarmos no fazer de nossa produção. Dois momentos que valem a pena pontuar aqui:
- O curso de Redes Sociais que faremos no Barco. Conversar sobre o curso, nos assistirmos e nos vermos em ação juntos tem uma importância fundamental no compartilhar referências, no entender de onde cada um tá falando.
- A vinda para o FISL para conversar sobre a Rede de Formação do programa Telecentros.BR. A produção de visão de aprendizagem, que possa ser aberta o suficiente para contemplar uma construção em rede, além de se justificar como uma proposta de um curso e garanta conteúdos de referência que orientem possibilidades é um equilíbrio fino, interessante e desafiador de fazer. Está em pleno processo.
- Tenho me debruçado forte sobre os bancos de dados de 2 anos e meio da Rede Humaniza SUS. Sem dúvida, é maior banco de dados estruturado de uma rede social que já tive acesso, o que abre possibilidades muito interessantes de estudo e teste de hipóteses. Um verdadeiro laboratório de flutuações, links, encontros, conversas, emergência de padrões e fluxos de auto-organização. Esse estudo abre e pode consolidar maneiras interessantes de encontrar ordem e propor ações de ativação para uma rede.
- Estou me voltando para consolidar meus estudos de rede para a minha qualificação no doutorado. Sintetizar o que tenho lido nos últimos 2 anos e fazer uma revisão de tudo isso é um momento singular. As ferramentas, os algoritmos, as possibilidades de visualização, as possibilidades de estudo de como surge ordem em meio aos links, do movimento das estruturas, da dinâmica das redes começam a fazer mais sentido nesse quadro de conversas e pesquisas. É uma sensação interessante de conseguir descrever coisas que antes não se conectavam.
Tempos de se organizar.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
A sensação de controle e o reposicionamento das redes
Muito se fala hoje em dia sobre formas e possibilidades de se controlar redes, de se prever seu comportamento, de mapear suas relações para que possamos ter maneiras de fazer uma gestão mais atuante na complexidade das redes.
Já faz algum tempo que venho discutindo isso e questionando a impossibilidade que é utilizar ferramentas de mapeamento e gestão para se controlar redes: isso definitivamente não funciona e essas metodologias não servem para isso.
Mas, hoje encontrei uma citação chave para essa visão a respeito do que é essa tal sensação e necessidade de controle que circula na sociedade, nos grupos sociais e nas organizações. O medo de não conseguir pensar de outra maneira e a própria impossibilidade de refletir de outras formas leva e enquadra o raciocínio em níveis de contingência do pensamento que, sem dúvida, estão por detrás da irresponsabilidade muitas "boas iniciativas" de gestão que podemos observar nas empresas, governos, ongs, etc.
Cito aqui J. Doyne Farmer:
"Para prever a trajetória de algo, você precisa compreender todos os detalhes e monitorar cada detalhe. Isso é como resolver o problema do terrorismo pela vigilância e pela segurança. Estabeleça um sistema que detecte e siga cada terrorista e impeça-os de agir. Esta é uma solução tentadora, porque é fácil construir um consenso político para esse fim, e isto envolve tecnologia, que é algo em que nós somos bons. Mas, se há algo que aprendi em meus vinte e cinco anos de tentativas de predizer sistemas caóticos, é que isto é muito difícil, e é basicamente impossível de fazê-lo bem."
Mapeamentos são inúteis como foram de controle, pois sempre vão criar caixas de ressonâncias que detectam o sintoma conforme a causa que conseguem enxergar. A questão não está aí.
O ponto chave dessa conversa é a linguagem e a metalinguagem.
Ampliamos nosso potencial de rede, nosso adensamento e conversação quando conseguimos abrir novos espaços para conversarmos sobre como conversamos. Aí o mapeamento nos ajuda como estratégia de dobra, de ampliação da consciência do grupo a respeito de seus próprios temas, questões e filtros de relevância que surgem das contingências de sua própria linguagem.
Pra que ERP, CRM, SAP? Se mercados são conversações, a gestão se faz na subjetividade, no entre, na capacidade de operar na complexidade e não na capacidade de controlar e conseguir realizar previsões.
Já faz algum tempo que venho discutindo isso e questionando a impossibilidade que é utilizar ferramentas de mapeamento e gestão para se controlar redes: isso definitivamente não funciona e essas metodologias não servem para isso.
Mas, hoje encontrei uma citação chave para essa visão a respeito do que é essa tal sensação e necessidade de controle que circula na sociedade, nos grupos sociais e nas organizações. O medo de não conseguir pensar de outra maneira e a própria impossibilidade de refletir de outras formas leva e enquadra o raciocínio em níveis de contingência do pensamento que, sem dúvida, estão por detrás da irresponsabilidade muitas "boas iniciativas" de gestão que podemos observar nas empresas, governos, ongs, etc.
Cito aqui J. Doyne Farmer:
"Para prever a trajetória de algo, você precisa compreender todos os detalhes e monitorar cada detalhe. Isso é como resolver o problema do terrorismo pela vigilância e pela segurança. Estabeleça um sistema que detecte e siga cada terrorista e impeça-os de agir. Esta é uma solução tentadora, porque é fácil construir um consenso político para esse fim, e isto envolve tecnologia, que é algo em que nós somos bons. Mas, se há algo que aprendi em meus vinte e cinco anos de tentativas de predizer sistemas caóticos, é que isto é muito difícil, e é basicamente impossível de fazê-lo bem."
Mapeamentos são inúteis como foram de controle, pois sempre vão criar caixas de ressonâncias que detectam o sintoma conforme a causa que conseguem enxergar. A questão não está aí.
O ponto chave dessa conversa é a linguagem e a metalinguagem.
Ampliamos nosso potencial de rede, nosso adensamento e conversação quando conseguimos abrir novos espaços para conversarmos sobre como conversamos. Aí o mapeamento nos ajuda como estratégia de dobra, de ampliação da consciência do grupo a respeito de seus próprios temas, questões e filtros de relevância que surgem das contingências de sua própria linguagem.
Pra que ERP, CRM, SAP? Se mercados são conversações, a gestão se faz na subjetividade, no entre, na capacidade de operar na complexidade e não na capacidade de controlar e conseguir realizar previsões.
o que estamos mesmo fazendo?
como ampliar isso?
1. junte pessoas a sua volta que compartilham esse dna;
2. atue dentro de alguma ação onde você entenda que uma nova visão
pode cutucar novas possibilidades interferindo nas metodologias, nas
tecnologias, nas práticas;
3. atue também observando as práticas já existentes, aprendendo com
elas e realimentando essa ecologia de que vc. faz parte para que outras
pessoas, em outros estados e países possam aumentar seu próprio nível
de entendimento de novas possibilidades e auxiliar na ampliação dessas
possibilidades;
4. estamos todos aqui construindo um kernel mutante de possibilidades
sociais, o jeito de ser é o nosso linux, fazendo um
comparativo bem simplista...
5. enfim, alargue para onde vc. achar necessário essa árvore do
conhecimento, faça a rede pensar de acordo com seus fluxos, interfira,
escute, aprenda, transmita, ensine, repense...
somos muito além de um projeto, pois acima de tudo não temos metas a
serem alcançadas, temos sonhos compartilhados nesse pó de estrada que
estamos curtindo juntos e tentativas infinitas de encontrar sentido
para um tanto de coisa que só quem sente sabe o que é.
1. junte pessoas a sua volta que compartilham esse dna;
2. atue dentro de alguma ação onde você entenda que uma nova visão
pode cutucar novas possibilidades interferindo nas metodologias, nas
tecnologias, nas práticas;
3. atue também observando as práticas já existentes, aprendendo com
elas e realimentando essa ecologia de que vc. faz parte para que outras
pessoas, em outros estados e países possam aumentar seu próprio nível
de entendimento de novas possibilidades e auxiliar na ampliação dessas
possibilidades;
4. estamos todos aqui construindo um kernel mutante de possibilidades
sociais, o jeito de ser é o nosso linux, fazendo um
comparativo bem simplista...
5. enfim, alargue para onde vc. achar necessário essa árvore do
conhecimento, faça a rede pensar de acordo com seus fluxos, interfira,
escute, aprenda, transmita, ensine, repense...
somos muito além de um projeto, pois acima de tudo não temos metas a
serem alcançadas, temos sonhos compartilhados nesse pó de estrada que
estamos curtindo juntos e tentativas infinitas de encontrar sentido
para um tanto de coisa que só quem sente sabe o que é.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Café TelecentrosBR: como foi, o que rolou e o que ficou
Começar a ativar uma rede é um processo tão único e singular quanto qualquer tipo de relação que possamos ter. Nunca é da mesma forma e sempre somos surpreendidos com nossas expectativas e visões sobre o que poderia acontecer.
Como venho relatando aqui já a alguns dias, estamos participando do programa TelecentrosBR como Polo Nacional da Rede de Formação.
O projeto é muito interessante em muitos níveis, mas sobretudo, ressalto alguns pontos que me chamam atenção:
Aproximadamente 60 pessoas participaram do papo, que contou com um público bem diversificado e que teve uma boa oportunidade para conversar e sair da dinâmica tradicional de ouvir especialistas e palestrantes sobre temas diversos.
A dinâmica que montamos foi bem semelhante que a utilizamos para a ativação da Rede Humaniza SUS, em 2008. Montamos um café com duas perguntas e um aquário para fechamento e debate final. O blog da Oficina documentou aqui o encontro.
As perguntas foram:
Segue abaixo a nuvem de tags das principais palavras mencionadas:
Segue abaixo a nuvem de tags das principais palavras mencionadas:
Os próximos passos agora são:
É um jeito de fazer, um modo de conversar, uma maneira de pensar a rede.
A pergunta é a rede e a resposta é a rede.
E vamo em frente que tá bonito de ver essa construção.
Como venho relatando aqui já a alguns dias, estamos participando do programa TelecentrosBR como Polo Nacional da Rede de Formação.
O projeto é muito interessante em muitos níveis, mas sobretudo, ressalto alguns pontos que me chamam atenção:
- o momento histórico em que nos encontramos e que se encontra muitas das ações de militância que criaram o conceito de inclusão digital e hoje refletem sobre seus 10 anos de práticas;
- a abertura do projeto para a formação de uma rede que envolve polos regionais, monitores, programas, etc. que possa compor o programa de formação;
- as ações descentralizadas e, ao mesmo, alinhadas em processos de ativação de redes que podem orientar os pontos e temas relevantes dessa conversa;
- a visão e experiência que a gente vem acumulando a um tempo, sobre como pensar, agir, documentar e articular as partir dos projetos em que temos nos envolvido: Acessa SP, Acessa Escola, Humaniza SUS, Tecendo Redes, etc, etc, etc...
Aproximadamente 60 pessoas participaram do papo, que contou com um público bem diversificado e que teve uma boa oportunidade para conversar e sair da dinâmica tradicional de ouvir especialistas e palestrantes sobre temas diversos.
A dinâmica que montamos foi bem semelhante que a utilizamos para a ativação da Rede Humaniza SUS, em 2008. Montamos um café com duas perguntas e um aquário para fechamento e debate final. O blog da Oficina documentou aqui o encontro.
As perguntas foram:
- Quais são os temas que você considera mais relevantes para a formação dos monitores dos Telecentros?
Segue abaixo a nuvem de tags das principais palavras mencionadas:
- Como você considera que um Telecentro deu certo?
Segue abaixo a nuvem de tags das principais palavras mencionadas:
Os próximos passos agora são:
- estudar esse material e construir um relatório que dê conta de agrupar por temas as sugestões;
- entregar esse relatório de volta a todos os participantes do Café;
- utilizar esse material para os Seminários da rede de formação que devem acontecer em Agosto.
É um jeito de fazer, um modo de conversar, uma maneira de pensar a rede.
A pergunta é a rede e a resposta é a rede.
E vamo em frente que tá bonito de ver essa construção.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Falando da mesa "Formação de Monitores e Gestores de Telecentro" - 9ª Oficina de ID
GESAC - Elias
Além do monitor, a comunidade
Privilegiam entidades que têm pontos de acesso, mas nenhuma iniciativa em formação de TICs;
Se um ponto passa a ter formação, deixa de fazer parte da rede Gesac de formação;
A formação é um projeto de pesquisa.
Os conteúdos são produzidos no CEFET-RJ. São hospedados em Campos, no RJ;
Há 12 institutos que são formadores: CEFETs;
São compostos por professores e alunos-tutores;
Cada Estado terá um promotor de Inclusão Digital para identificação de oportunidades locais;
Para receber a formação, o monitor oferece como contrapartida a capacitação de 3 representantes da sociedade civil.
O multiplicador é selecionado a partir de entidades da sociedade civil.
O aluno-tutor é responsável por durante 1 ano dar assistência remota ao monitor de um Telecentro;
O promotor faz a ligação da comunidade com a instituição de ensino.
Pesquisa que será feita em paralelo a formação.
Blog: gesac.wordpress.com
Programando Futuro - Vilmar
Diversidade no Brasil -> diversidade de experiências nos 10 anos de programas de Inclusão Digital
Contando experiências de ações de formação em escolas, telecentros e postos de acesso.
Experiências com Estações Digitais do Banco do Brasil -> autonomia nos locais dos processos de formação;
Como seriam programas em que usuários de terceira idade usam o telecentro? A busca não é na formação profissional;
Qual é o projeto pedagógico que vão seguir nas comunidades?
O modelo de equipamento tem a ver com a necessidade de consumo de energia de cada espaço?
Iniciativas: formação presencial, a distância, periódicos, encontros e articulação em rede. A articulação surge como? Como se propaga? O que podemos fazer para facilitar isso?
Nos telecentros BR, pensamos: formação a distância, multiplicação de conhecimentos, oficinas de inclusão digital e articulação regional.
Precisamos lidar com a rotatividade dos monitores nos Telecentros -> isso precisa ser incluído nas estratégias de formação. Como lidamos com isso?
Quando o monitor passa pela formação e sai do Telecentro, isso poderia ser visto como algo bom: ele leva a formação para a sua vida.
Respeito as características locais: conteúdo, identidade visual e articulação local.
Escola do Futuro - Drica
Ressalta a capacidade de escutar do Ministério e do Governo;
Fala da formação do grupo como pluralidade de visões, do múltiplo na sua origem: Acessa SP, Metareciclagem, Cultura Digital, Humaniza SUS;
A dificuldade e a complexidade do programa de formação: 18.270 monitores serã formados em 18 meses;
A escolha do monitor, o perfil e o processo de escolha são fundamentais. O monitor é praticamente um ativista local. Ressalta a sensibilidade do monitor para lidar com o telecentro e suas relações.
Fundamental segurarmos nossa ansiedade do resultado, da produção do conteúdo na ponta. O processo se faz ao longo do tempo;
O processo é fino, caso-a-caso, cuidadoso, dar luz ao que existe.
Um dos nossos desafios é fazer com o que já existe entre numa rede de potência.
Ferramentas simples fazem a diferença: a conversa não está ligada a complexidade das ferramentas. O afeto não surge apenas na conversa: a leitura é fundamental.
Nossa estratégia pedagógica é construir o caminho de apropriação:
-> dar luz ao que existe
-> sair do discurso da falta
Hoje temos recursos computacionais para conseguir mapear o que já existe. Há 10 anos atrás isso não existia.
Acolhimento em rede não tem preço: ser acolhido pelo tutor, pelo coordenador é um passo. Mas, ser acolhido pela rede é de uma outra ordem.
A potência da rede é o caminho de construção da formação;
A continuidade do programa se baseia em sua capacidade de sustentar e demonstrar a que veio: indicadores, ponline são caminhos para darmos visibilidade e criar estratégias de sustentabilidade do programa ao longo do tempo.
Drica mostra a nuvem de tags da Carta da Oficina de Inclusão de 2003 e a nuvem do Manual da Rede de Formação.
Como caminhou nossa discussão a respeito do que estamos fazendo?
Carta da Oficina de Inclusão Digital - 2003
Manual da Rede de Formação dos Telecentros.BR:
Além do monitor, a comunidade
Privilegiam entidades que têm pontos de acesso, mas nenhuma iniciativa em formação de TICs;
Se um ponto passa a ter formação, deixa de fazer parte da rede Gesac de formação;
A formação é um projeto de pesquisa.
Os conteúdos são produzidos no CEFET-RJ. São hospedados em Campos, no RJ;
Há 12 institutos que são formadores: CEFETs;
São compostos por professores e alunos-tutores;
Cada Estado terá um promotor de Inclusão Digital para identificação de oportunidades locais;
Para receber a formação, o monitor oferece como contrapartida a capacitação de 3 representantes da sociedade civil.
O multiplicador é selecionado a partir de entidades da sociedade civil.
O aluno-tutor é responsável por durante 1 ano dar assistência remota ao monitor de um Telecentro;
O promotor faz a ligação da comunidade com a instituição de ensino.
Pesquisa que será feita em paralelo a formação.
Blog: gesac.wordpress.com
Programando Futuro - Vilmar
Diversidade no Brasil -> diversidade de experiências nos 10 anos de programas de Inclusão Digital
Contando experiências de ações de formação em escolas, telecentros e postos de acesso.
Experiências com Estações Digitais do Banco do Brasil -> autonomia nos locais dos processos de formação;
Como seriam programas em que usuários de terceira idade usam o telecentro? A busca não é na formação profissional;
Qual é o projeto pedagógico que vão seguir nas comunidades?
O modelo de equipamento tem a ver com a necessidade de consumo de energia de cada espaço?
Iniciativas: formação presencial, a distância, periódicos, encontros e articulação em rede. A articulação surge como? Como se propaga? O que podemos fazer para facilitar isso?
Nos telecentros BR, pensamos: formação a distância, multiplicação de conhecimentos, oficinas de inclusão digital e articulação regional.
Precisamos lidar com a rotatividade dos monitores nos Telecentros -> isso precisa ser incluído nas estratégias de formação. Como lidamos com isso?
Quando o monitor passa pela formação e sai do Telecentro, isso poderia ser visto como algo bom: ele leva a formação para a sua vida.
Respeito as características locais: conteúdo, identidade visual e articulação local.
Escola do Futuro - Drica
Ressalta a capacidade de escutar do Ministério e do Governo;
Fala da formação do grupo como pluralidade de visões, do múltiplo na sua origem: Acessa SP, Metareciclagem, Cultura Digital, Humaniza SUS;
A dificuldade e a complexidade do programa de formação: 18.270 monitores serã formados em 18 meses;
A escolha do monitor, o perfil e o processo de escolha são fundamentais. O monitor é praticamente um ativista local. Ressalta a sensibilidade do monitor para lidar com o telecentro e suas relações.
Fundamental segurarmos nossa ansiedade do resultado, da produção do conteúdo na ponta. O processo se faz ao longo do tempo;
O processo é fino, caso-a-caso, cuidadoso, dar luz ao que existe.
Um dos nossos desafios é fazer com o que já existe entre numa rede de potência.
Ferramentas simples fazem a diferença: a conversa não está ligada a complexidade das ferramentas. O afeto não surge apenas na conversa: a leitura é fundamental.
Nossa estratégia pedagógica é construir o caminho de apropriação:
-> dar luz ao que existe
-> sair do discurso da falta
Hoje temos recursos computacionais para conseguir mapear o que já existe. Há 10 anos atrás isso não existia.
Acolhimento em rede não tem preço: ser acolhido pelo tutor, pelo coordenador é um passo. Mas, ser acolhido pela rede é de uma outra ordem.
A potência da rede é o caminho de construção da formação;
A continuidade do programa se baseia em sua capacidade de sustentar e demonstrar a que veio: indicadores, ponline são caminhos para darmos visibilidade e criar estratégias de sustentabilidade do programa ao longo do tempo.
Drica mostra a nuvem de tags da Carta da Oficina de Inclusão de 2003 e a nuvem do Manual da Rede de Formação.
Como caminhou nossa discussão a respeito do que estamos fazendo?
Carta da Oficina de Inclusão Digital - 2003
Manual da Rede de Formação dos Telecentros.BR:
terça-feira, 22 de junho de 2010
Rede de Formação de Monitores e Conversações na Oficina de Inclusão Digital
Amanhã a tarde, começamos a ativar os parceiros que estarão pensando na Rede de Formação do programa Telecentros.BR.
Conseguimos um espaço no evento e nos organizamos aqui para fazer um Café e um Aquário. Momento bem interessante e potencializador de conversas. Estarão presentes as 67 iniciativas que vão operar os telecentros, além dos polos regionais e nacional.
A ideia por aqui é iniciar uma conversa. Abrir um papo mais genérico que vai encaminhar para uma conversa mais focada com os grupos que irão construir a formação no seminário em julho.
Aquecendo conversas e articulações na aposta da potência da rede.
Um bom jeito de começar.
Segue aqui o roteiro do nosso papo na oficina:
Conseguimos um espaço no evento e nos organizamos aqui para fazer um Café e um Aquário. Momento bem interessante e potencializador de conversas. Estarão presentes as 67 iniciativas que vão operar os telecentros, além dos polos regionais e nacional.
A ideia por aqui é iniciar uma conversa. Abrir um papo mais genérico que vai encaminhar para uma conversa mais focada com os grupos que irão construir a formação no seminário em julho.
Aquecendo conversas e articulações na aposta da potência da rede.
Um bom jeito de começar.
Segue aqui o roteiro do nosso papo na oficina:
Debate Lixo Eletrônico - 9ª Oficina de Inclusão Digital
Hoje pela manhã rolou o debate sobre Lixo Eletrônico aqui na 9ª Oficina de Inclusão Digital.
Montamos essa apresentação com alguns pontos que queria destacar:
Depois apresentamos nosso papo.
As conversas giraram em torno de referências de informação, material de apoio e como apoiar iniciativas de estudo e formação na área.
Sem dúvida, o tema pareceu abrir uma conversa para muita gente.
Outros, em busca de soluções para seus telecentros e postos de acesso.
Pouco nível de articulação, mas uma vontade de encontrar caminhos para isso.
O lixoeletronico.org surge como espaço exatamente para buscar organizar informação e fomentar redes em torno disso.
Uma analista do Ministério do meio Ambiente se apresentou dizendo que não concordava com o estudo da ONU sobre o Brasil. A convidei para escrever no site e contar a história do Ministério dessa conversa. Estranhamente, ela não ficou para o final da conversa.
O mais importante do que foi conversado e que creio que podemos ter um avanço interessante a curto prazo é incluir o tema nos programas de formação dos projetos, além de começarmos a realizar alguns experimentos de conexão de Telecentros com espaços de apropriação de tecnologia para além do acesso básico.
E segue o trem...
Montamos essa apresentação com alguns pontos que queria destacar:
- a importância da inclusão do tema lixo eletrônico nas formações e no planejamento de programas de inclusão digital;
- o nosso posicionamento como política pública em rede, ou seja, como espaço de agenciamento de ações, de conversas e mapeamento de iniciativas via LixoEletronico.org;
- a possibilidade de conectarmos Telecentros com espaços de Coleta e Reciclagem, para incentivar processos de apropriação de tecnologia, formação e articulação em rede.
Depois apresentamos nosso papo.
As conversas giraram em torno de referências de informação, material de apoio e como apoiar iniciativas de estudo e formação na área.
Sem dúvida, o tema pareceu abrir uma conversa para muita gente.
Outros, em busca de soluções para seus telecentros e postos de acesso.
Pouco nível de articulação, mas uma vontade de encontrar caminhos para isso.
O lixoeletronico.org surge como espaço exatamente para buscar organizar informação e fomentar redes em torno disso.
Uma analista do Ministério do meio Ambiente se apresentou dizendo que não concordava com o estudo da ONU sobre o Brasil. A convidei para escrever no site e contar a história do Ministério dessa conversa. Estranhamente, ela não ficou para o final da conversa.
O mais importante do que foi conversado e que creio que podemos ter um avanço interessante a curto prazo é incluir o tema nos programas de formação dos projetos, além de começarmos a realizar alguns experimentos de conexão de Telecentros com espaços de apropriação de tecnologia para além do acesso básico.
E segue o trem...
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Falando de pragmáticos, linguagem e conversações
Acabei de ler no final de semana o Contingência, Ironia e Solidariedade do Richard Rorty, por indicação da Drica.
Entre muitos trechos bons, de um pensamento suave, direto e muito útil para reflexão, separei um que acho que dá um pouco o tom do texto e de como ele articula sua filosofia:
"A única coisa que importa é que, quando se acredita nela, pode-se enunciá-la sem sair machucado. Em outras palavras, o que importa é nossa capacidade de falar com outras pessoas sobre o que nos parece verdade, e não sobre o que de fato é verdade. Se cuidarmos da liberdade, a verdade poderá cuidar de si mesma. Se formos suficientemente irônicos sobre nossos vocabulários finais e suficientemente curiosos sobre o de todas as outras pessoas, não precisaremos ter a preocupação de saber se estamos em contato direto com a realidade moral, se fomos cegados pela ideologia, ou se estamos sendo debilmente relavistas."
Forte. Bom. Direto. Muito útil.
A pergunta que me fiz foi: Como podemos trabalhar os dispositivos de visualização em estratégias de conversação que possam aguçar essa curiosidade sobre o vocabulário final de cada pessoa, cada organização, cada rede? Tem um caminho aqui...
Entre muitos trechos bons, de um pensamento suave, direto e muito útil para reflexão, separei um que acho que dá um pouco o tom do texto e de como ele articula sua filosofia:
"A única coisa que importa é que, quando se acredita nela, pode-se enunciá-la sem sair machucado. Em outras palavras, o que importa é nossa capacidade de falar com outras pessoas sobre o que nos parece verdade, e não sobre o que de fato é verdade. Se cuidarmos da liberdade, a verdade poderá cuidar de si mesma. Se formos suficientemente irônicos sobre nossos vocabulários finais e suficientemente curiosos sobre o de todas as outras pessoas, não precisaremos ter a preocupação de saber se estamos em contato direto com a realidade moral, se fomos cegados pela ideologia, ou se estamos sendo debilmente relavistas."
Forte. Bom. Direto. Muito útil.
A pergunta que me fiz foi: Como podemos trabalhar os dispositivos de visualização em estratégias de conversação que possam aguçar essa curiosidade sobre o vocabulário final de cada pessoa, cada organização, cada rede? Tem um caminho aqui...
9ª Oficina de Inclusão Digital, TelecentrosBR e WebLab
O projeto TelecentrosBR tá começando a decolar e estamos aquecendo conversas, visões e possibilidades a partir da 9ª Oficina de Inclusão Digital.
Os ânimos e as possibilidades que estamos visualizando são bem interessantes:
a programação inteira da oficina tá aqui: http://oficina. inclusaodigital.gov.br/files/ 2010/Grade_9OficinaID.pdf
nós temos 3 espaços que nos forem oficialmente reservados:
Os ânimos e as possibilidades que estamos visualizando são bem interessantes:
- conhecer melhor as iniciativas que irão tocar os telecentros na ponta;
- ouvir ideias, opiniões e como essas iniciativas estão pensando suas ações de gestão/formação dos telecentros;
- ampliar a conversa sobre a ecologia de ações no programa, integração web e circulação da informação.
a programação inteira da oficina tá aqui: http://oficina.
nós temos 3 espaços que nos forem oficialmente reservados:
- dia 22 (terça-feira) 11h - 12:45h - Sala 1: Debate Lixo Eletrônico. Eu estarei na mesa. Estou trabalhando numa apresentação para essa conversa. A idéia de ocupar esse espaço é discutir o que o Lixo Eletrônico tem a ver com um programa de Inclusão Digital, como isso poderia impactar nos Telecentros.BR, nos CRCs e em nossa visão de formação, capacitação, etc.
- dia 23 (quarta-feira) 11h - 12:45h - Auditório - Formação de Monitores e Gestores de Telecentros: que agentes de inclusão digital queremos? Drica estará nessa mesa. Acho que o próprio tema se define bem e creio que temos contribuições valiosas para fazer e nos posicionar nesse momento.
- dia 23 (quarta-feira) 14:20 - 16:45 e 17-19h - Tenda: Rede de Formação - Telecentros.BR - Temos esse espaço reservado para um encontro de todos os participantes/interessados na Rede de Formação. Os pessoal do Ministério alocou esse espaço e creio que podemos ocupá-lo de uma maneira interessante. Minha proposta aqui seria ver a infra do espaço e dos materiais que podemos ter a disposição. A ideia é montarmos um Café Rede de Formação, com uma discussão bem introdutória e uma tomada de visão geral sobre o tema. Uma plenária no final para discutirmos as principais ideiais que apareceram.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Ecologia Web e apropriação em rede: refletindo sobre Juventude SP
Desde janeiro que estou trabalhando mais direto com o projeto da Juventude SP aqui no laboratório. Depois de um ano atuando de forma mais operacional no projeto do Acessa Escola, voltar a refletir mais focado em Internet, em como potencializar espaços para circulação da informação e aproximar uma visão de divulgação e integração de políticas públicas em espaços de conversação em rede me pareceu um bom campo de aprendizado.
Em várias conversas com Hernani e Drica, a nossa forma de atuação nesse projeto, a maneira de atuar na rede e trabalhar a visão de Internet dentro da esfera pública no contexto desse projeto. A potência da rede se faz perceptível para quem a ajuda a construir, para quem faz parte de seus fluxos, nuances, sentidos, contextos e dissolvências. Criar chão próprio, introduzir essa visão da rede e passar a refletir a partir dela nem sempre á algo tão simples ou fácil de fazer. Desenvolver corpo e linguagem para isso, ao mesmo tempo em que vamos atuando de uma maneira a criar convergência da política pelo uso de uma nova linguagem é uma forma interessante de intervenção, pois nos produzimos diferentes ao conseguirmos nos descrever de maneiras diferentes.
Começamos a utilizar de novos dispostivos de análise e mapeamento das bordas que o site da Juventude se inseria. Fui documentando na tag juventudesp alguns descobertas e análises enquanto ia refletindo sobre isso. Mapear a complexidade e alargar um pouco mais as bordas do nosso olhar revela fatos interessantes sobre como nós mesmos nos organizamos e criamos espaços na Internet que refletem essa organização. A rede ajuda a ver isso e, no contexto de um projeto de política pública, permite ampliar a visão das relações de como a informação é construída e apropriada. Sem dúvida, me parece um campo de aprendizado infinito. Aprender sobre isso e descobrir novas ferramentas que favoreçam a rede a refletir sobre si mesma, é um caminho sedutor de pesquisa pelo qual vou me enveredando. Boas pistas se encontram na filosofia da linguagem, nos pragmáticos, na visão sistêmica de retroalimentação, mas isso já é outra conversa...
Montamos a apresentação abaixo para dar um pouco mais de contexto de como o projeto tem se desenvolvido.
Um ponto que foi interessante de trabalhar e ver o seu desenvolvimento ao longo dos meses foi o que sistematizamos abaixo como a Ecologia Web do projeto:
Algumas premissas foram importantes e que nos levaram a essa ecologia:
O espaço para conversa em rede ainda tem sido tímido e limitado, sobretudo pelo fato de ainda não termos implementadas as atualizações de tecnologia que estão previstas para o site. No entanto, é interessante perceber como os membros de comunidades vão se ligando que dentro de seus fóruns também há espaço para divulgação de vagas, projetos e acessos a programas que são gratuitos, públicos e estão no foco de interesse da comunidade que participam. Como no caso abaixo:
Enfim, tem sido divertido o aprendizado de algumas coisas que eu antes mais fazia idéia do que já tinha propriamente experimentando com esses recursos. Mas, o mais importante tem sido criar uma nova linguagem para descrever uma nova visão de Internet para esse processo e perceber o efeito que isso vem causando numa mudança da visão da própria política pública.
Em várias conversas com Hernani e Drica, a nossa forma de atuação nesse projeto, a maneira de atuar na rede e trabalhar a visão de Internet dentro da esfera pública no contexto desse projeto. A potência da rede se faz perceptível para quem a ajuda a construir, para quem faz parte de seus fluxos, nuances, sentidos, contextos e dissolvências. Criar chão próprio, introduzir essa visão da rede e passar a refletir a partir dela nem sempre á algo tão simples ou fácil de fazer. Desenvolver corpo e linguagem para isso, ao mesmo tempo em que vamos atuando de uma maneira a criar convergência da política pelo uso de uma nova linguagem é uma forma interessante de intervenção, pois nos produzimos diferentes ao conseguirmos nos descrever de maneiras diferentes.
Começamos a utilizar de novos dispostivos de análise e mapeamento das bordas que o site da Juventude se inseria. Fui documentando na tag juventudesp alguns descobertas e análises enquanto ia refletindo sobre isso. Mapear a complexidade e alargar um pouco mais as bordas do nosso olhar revela fatos interessantes sobre como nós mesmos nos organizamos e criamos espaços na Internet que refletem essa organização. A rede ajuda a ver isso e, no contexto de um projeto de política pública, permite ampliar a visão das relações de como a informação é construída e apropriada. Sem dúvida, me parece um campo de aprendizado infinito. Aprender sobre isso e descobrir novas ferramentas que favoreçam a rede a refletir sobre si mesma, é um caminho sedutor de pesquisa pelo qual vou me enveredando. Boas pistas se encontram na filosofia da linguagem, nos pragmáticos, na visão sistêmica de retroalimentação, mas isso já é outra conversa...
Montamos a apresentação abaixo para dar um pouco mais de contexto de como o projeto tem se desenvolvido.
Um ponto que foi interessante de trabalhar e ver o seu desenvolvimento ao longo dos meses foi o que sistematizamos abaixo como a Ecologia Web do projeto:
Algumas premissas foram importantes e que nos levaram a essa ecologia:
- o objetivo do projeto é integrar e divulgar políticas públicas de várias secretarias que sejam direcionadas para o jovem, tornando mais fácil o acesso desse jovem ao que está disperso e de difícil acesso no site de várias secretarias;
- só esperar que o jovem venha acessar o portal é não considerar os espaços onde ele está;
- divulgar informação relevante é uma questão de foco e não uma questão de massificação do acesso: mapeamos mais de 1000 comunidades no Orkut que tenham interesse declarado em seu perfil nos temas que são os canais do portal (Divirta-se, Estude, Trabalhe, Viva com saúde e Faça Política);
- não somos o admin do portal, portanto, temos pouca ação direta na tecnologia;
- mapear a rede e a forma como ela vem utilizando a informação que produzimos é um exercício fundamental de auto-crítica e aprendizado sobre a rede. Fazer isso não tem por objetivo controlar a rede, mas sim entender o seu contexto de movimentação, de apropriação e circulação daquilo que temos produzido.
O espaço para conversa em rede ainda tem sido tímido e limitado, sobretudo pelo fato de ainda não termos implementadas as atualizações de tecnologia que estão previstas para o site. No entanto, é interessante perceber como os membros de comunidades vão se ligando que dentro de seus fóruns também há espaço para divulgação de vagas, projetos e acessos a programas que são gratuitos, públicos e estão no foco de interesse da comunidade que participam. Como no caso abaixo:
Enfim, tem sido divertido o aprendizado de algumas coisas que eu antes mais fazia idéia do que já tinha propriamente experimentando com esses recursos. Mas, o mais importante tem sido criar uma nova linguagem para descrever uma nova visão de Internet para esse processo e perceber o efeito que isso vem causando numa mudança da visão da própria política pública.
terça-feira, 8 de junho de 2010
o falso problema da inovação
Inovação, criatividade e experimentação parecem ser cada vez mais o tom dos discursos nas redes, nos jornais, nos relatórios e nas conversas de quem tá refletindo sobre nossas tendências atuais, como nesse relatório que a IBM soltou recentemente.
Tenho preferido ver a questão de uma outra maneira. Acho que posicionar a conversa sobre esses pontos é acabar alimentando um ciclo de produção que pretende ser libertário mas que acaba fechado sobre as próprias fronteiras que acaba erguendo.
As fronteiras não surgem das organizações, nas instituições burocráticas ou mesmo das redes que fazemos ou não parte. As fronteiras surgem na linguagem: termos que definem e excluem, expressões que buscam registrar algo dinâmico e que dão conta de apenas relevar uma dimensão limitada e temporal do pensamento.
A busca por liberdade, se for esse o caso, está além das fronteiras da linguagem. Não é algo que vamos resolver criando mais redes, desenvolvendo tecnologia, salvando a natureza ou melhorando nossa capacidade de inovação, criatividade e tendo idéias mais interessantes para pesquisa e desenvolvimento.
A busca por liberdade está além do conceitual, do que pode ser expresso em significados. Está exatamente no dissolvência do significado, das perguntas que buscam uma resposta que só é encontrada quando já não há mais perguntas.
Parece algo paradoxal: como se nada do que efetivamente fizéssemos pudesse ampliar intrinsecamente nosso potencial de liberdade e a liberdade só realmente surgisse quando deixamos de buscá-la dessa maneira. Creio que parcialmente. Bordas podem ser ampliadas, compreensões alargadas, sistemas que passam a incluir variáveis que antes não eram consideradas, pessoas que se abrem para conversas quando antes estavam fechadas, começamos a considerar coisas que antes achávamos irrelevantes.
Sem dúvida, isso também tem um limite. Toda a complexidade não pode ser abarcada de uma forma plena, sempre algo estará de fora. Fazemos escolhas, escolhemos bordas, criamos fronteiras, nos associamos e nos separamos e fazemos isso como consequência da nossa própria maneira de nos relacionarmos e usarmos a linguagem que usamos.
Dessa maneira, buscar inovação, criatividade e experimentação como elementos fundantes de algo libertário, como se o que se dedicasse a outras coisas fossem apenas a conservação de um determinado status quo me parece um falso problema.
Tenho preferido ver a questão de uma outra maneira. Acho que posicionar a conversa sobre esses pontos é acabar alimentando um ciclo de produção que pretende ser libertário mas que acaba fechado sobre as próprias fronteiras que acaba erguendo.
As fronteiras não surgem das organizações, nas instituições burocráticas ou mesmo das redes que fazemos ou não parte. As fronteiras surgem na linguagem: termos que definem e excluem, expressões que buscam registrar algo dinâmico e que dão conta de apenas relevar uma dimensão limitada e temporal do pensamento.
A busca por liberdade, se for esse o caso, está além das fronteiras da linguagem. Não é algo que vamos resolver criando mais redes, desenvolvendo tecnologia, salvando a natureza ou melhorando nossa capacidade de inovação, criatividade e tendo idéias mais interessantes para pesquisa e desenvolvimento.
A busca por liberdade está além do conceitual, do que pode ser expresso em significados. Está exatamente no dissolvência do significado, das perguntas que buscam uma resposta que só é encontrada quando já não há mais perguntas.
Parece algo paradoxal: como se nada do que efetivamente fizéssemos pudesse ampliar intrinsecamente nosso potencial de liberdade e a liberdade só realmente surgisse quando deixamos de buscá-la dessa maneira. Creio que parcialmente. Bordas podem ser ampliadas, compreensões alargadas, sistemas que passam a incluir variáveis que antes não eram consideradas, pessoas que se abrem para conversas quando antes estavam fechadas, começamos a considerar coisas que antes achávamos irrelevantes.
Sem dúvida, isso também tem um limite. Toda a complexidade não pode ser abarcada de uma forma plena, sempre algo estará de fora. Fazemos escolhas, escolhemos bordas, criamos fronteiras, nos associamos e nos separamos e fazemos isso como consequência da nossa própria maneira de nos relacionarmos e usarmos a linguagem que usamos.
Dessa maneira, buscar inovação, criatividade e experimentação como elementos fundantes de algo libertário, como se o que se dedicasse a outras coisas fossem apenas a conservação de um determinado status quo me parece um falso problema.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Ativação de Redes e Mudança de ordem em sistemas organizacionais
Acabei de ler o livro Pragmática da Comunicação Humana e muita coisa que vinha pesquisando, experimentando começou a fazer mais sentido. O livro é de 1967 e foi muito inspirado no trabalho do Gregory Batenson, nos pesquisadores de Palo e toda a turma da Cibernética.
Já faz alguns bons anos que o pessoal da Cibernética, do pensamento sistêmico e da complexidade vem me interessando. Muitas boas respostas do ponto de vista de como aprendemos, como nos organizamos, como construímos nossa consciência e linguagem venho encontrando por ali. Além de ser um caminho que vai me libertando de uma série de dogmas e paradoxos complicados de dissolver, comecei a ver muita conexão com a minha vivência nas redes colaborativas na Internet.
O tema da colaboração, das emergências e ações sempre me interessou. Passei a estudar, pesquisar, ler, vivenciar as redes em busca de um entendimento que me ajudasse a descrever aquilo que vivia.
Mas, uma pergunta que continuou me fazendo é: Como podemos facilitar que os sistemas organizacionais humanos possam ampliar a consciência de si mesmos, refletindo sobre como fazem o que fazem e se reestruturar a partir disso? Como abrir espaços relacionais que facilitem a liberação de tensões, ampliem o potencial de reflexão e permita aos participantes dos sistemas ficarem mais inteligentes, percebendo padrões sutis de sua comunicação e articulação?
Bem, hoje montei um inforáfico bem simples, versão 0.1 de uma série de idéias e processos que venho pesquisando e experimentando em projetos...
Já faz alguns bons anos que o pessoal da Cibernética, do pensamento sistêmico e da complexidade vem me interessando. Muitas boas respostas do ponto de vista de como aprendemos, como nos organizamos, como construímos nossa consciência e linguagem venho encontrando por ali. Além de ser um caminho que vai me libertando de uma série de dogmas e paradoxos complicados de dissolver, comecei a ver muita conexão com a minha vivência nas redes colaborativas na Internet.
O tema da colaboração, das emergências e ações sempre me interessou. Passei a estudar, pesquisar, ler, vivenciar as redes em busca de um entendimento que me ajudasse a descrever aquilo que vivia.
Mas, uma pergunta que continuou me fazendo é: Como podemos facilitar que os sistemas organizacionais humanos possam ampliar a consciência de si mesmos, refletindo sobre como fazem o que fazem e se reestruturar a partir disso? Como abrir espaços relacionais que facilitem a liberação de tensões, ampliem o potencial de reflexão e permita aos participantes dos sistemas ficarem mais inteligentes, percebendo padrões sutis de sua comunicação e articulação?
Bem, hoje montei um inforáfico bem simples, versão 0.1 de uma série de idéias e processos que venho pesquisando e experimentando em projetos...
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