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terça-feira, 15 de junho de 2010

Ecologia Web e apropriação em rede: refletindo sobre Juventude SP

Desde janeiro que estou trabalhando mais direto com o projeto da Juventude SP aqui no laboratório. Depois de um ano atuando de forma mais operacional no projeto do Acessa Escola, voltar a refletir mais focado em Internet, em como potencializar espaços para circulação da informação e aproximar uma visão de divulgação e integração de políticas públicas em espaços de conversação em rede me pareceu um bom campo de aprendizado.

Em várias conversas com Hernani e Drica, a nossa forma de atuação nesse projeto, a maneira de atuar na rede e trabalhar a visão de Internet dentro da esfera pública no contexto desse projeto. A potência da rede se faz perceptível para quem a ajuda a construir, para quem faz parte de seus fluxos, nuances, sentidos, contextos e dissolvências. Criar chão próprio, introduzir essa visão da rede e passar a refletir a partir dela nem sempre á algo tão simples ou fácil de fazer. Desenvolver corpo e linguagem para isso, ao mesmo tempo em que vamos atuando de uma maneira a criar convergência da política pelo uso de uma nova linguagem é uma forma interessante de intervenção, pois nos produzimos diferentes ao conseguirmos nos descrever de maneiras diferentes.

Começamos a utilizar de novos dispostivos de análise e mapeamento das bordas que o site da Juventude se inseria. Fui documentando na tag juventudesp alguns descobertas e análises enquanto ia refletindo sobre isso. Mapear a complexidade e alargar um pouco mais as bordas do nosso olhar revela fatos interessantes sobre como nós mesmos nos organizamos e criamos espaços na Internet que refletem essa organização. A rede ajuda a ver isso e, no contexto de um projeto de política pública, permite ampliar a visão das relações de como a informação é construída e apropriada. Sem dúvida, me parece um campo de aprendizado infinito. Aprender sobre isso e descobrir novas ferramentas que favoreçam a rede a refletir sobre si mesma, é um caminho sedutor de pesquisa pelo qual vou me enveredando. Boas pistas se encontram na filosofia da linguagem, nos pragmáticos, na visão sistêmica de retroalimentação, mas isso já é outra conversa...

Montamos a apresentação abaixo para dar um pouco mais de contexto de como o projeto tem se desenvolvido.



Um ponto que foi interessante de trabalhar e ver o seu desenvolvimento ao longo dos meses foi o que sistematizamos abaixo como a Ecologia Web do projeto:


Algumas premissas foram importantes e que nos levaram a essa ecologia:
  • o objetivo do projeto é integrar e divulgar políticas públicas de várias secretarias que sejam direcionadas para o jovem, tornando mais fácil o acesso desse jovem ao que está disperso e de difícil acesso no site de várias secretarias;
  • só esperar que o jovem venha acessar o portal é não considerar os espaços onde ele está;
  • divulgar informação relevante é uma questão de foco e não uma questão de massificação do acesso: mapeamos mais de 1000 comunidades no Orkut que tenham interesse declarado em seu perfil nos temas que são os canais do portal (Divirta-se, Estude, Trabalhe, Viva com saúde e Faça Política);
  • não somos o admin do portal, portanto, temos pouca ação direta na tecnologia;
  • mapear a rede e a forma como ela vem utilizando a informação que produzimos é um exercício fundamental de auto-crítica e aprendizado sobre a rede. Fazer isso não tem por objetivo controlar a rede, mas sim entender o seu contexto de movimentação, de apropriação e circulação daquilo que temos produzido. 

O espaço para conversa em rede ainda tem sido tímido e limitado, sobretudo pelo fato de ainda não termos implementadas as atualizações de tecnologia que estão previstas para o site. No entanto, é interessante perceber como os membros de comunidades vão se ligando que dentro de seus fóruns também há espaço para divulgação de vagas, projetos e acessos a programas que são gratuitos, públicos e estão no foco de interesse da comunidade que participam. Como no caso abaixo:



Enfim, tem sido divertido o aprendizado de algumas coisas que eu antes mais fazia idéia do que já tinha propriamente experimentando com esses recursos. Mas, o mais importante tem sido criar uma nova linguagem para descrever uma nova visão de Internet para esse processo e perceber o efeito que isso vem causando numa mudança da visão da própria política pública.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

As ontologias da juventude

O velho hacker deu a dica por aqui e seguindo na thread de como estamos usando os mapeamentos para conversar e refletir sobre a web que fazemos, voltei ao mapeamento que fiz alguns atrás sobre as palavras-chave de busca que levam ao site da JuventudeSP.

Shirky vai dizer que a ontologia, no sentido filosófico, é o estudo das entidades e suas relações. Para pensar nas relações e pensar nas entidades, olhar para elas, de alguma maneira, pode se tornar útil em nossa conversação.

 Sem dúvida, se criarmos sistemas estáticos, como vocabulários definidos para organizarmos a nossa informação, iremos cair numa simplificação grotesca da multiplicidade que a web representa.

Shirky, lá pelas tantas vai dizer que o único grupo que pode categorizar tudo é todo mundo. Visão fundamental da complexidade de informação em que vivemos.

E quando falamos de um site na Internet a forma como somos lidos, como nos tornamos relevantes acaba sendo produto de três eixos, pensando apenas em relação aos sistemas de informação:
  1. o conteúdo que produzimos e está disponível em nossa URL;
  2. a estrutura de organização do código do site;
  3. a forma como os algoritmos de busca se acoplam nessa estrutura e constroem sua visão de relevância do conteúdo que produzimos.
Assim como num sistema de categorização por folksonomia, que o Shirky descreve bem através do exemplo do Del.icio.us. As estratégias de tagueamento que as pessoas utilizam são diversas, múltiplas, tão múltiplos quantas são as possibilidades que tenham de entendimento e construção do mundo que vivem.

Ao mapear isso, como o próprio Shirky fez algo ocorre. Esse algo tem a ver com nos darmos conta de como surge essa relevância do que estamos fazendo na web em relação a quem nos acessa. Esse dar-se conta abre inúmeras possibilidades de perguntas, de construção de hipóteses que podem nos levar a conversar sobre o que fazemos e o como fazemos o que fazemos. Esse é o ponto e esse é o ganho.

Veja aqui a forma como nos 3 pontos acima nos tornamos relevantes para o Google:


Sim, forma uma cauda longa, como era de se esperar.
Não tenho a menor dúvida que há diversas estratégias que podem ser utilizadas para diversos pontos da cauda em relação a como queremos aproveitar esse fluxo para ampliar nossa relevância.

Acho que estamos experimentando ver isso, nos questionar a partir disso e emergir novas estratégias a partir desse passo ao lado que o mapeamento nos leva a dar. E como diria o Shirky, "It's all dependent on human context."

Será? ;-)

sábado, 3 de abril de 2010

Duas formas de visualizar palavras-chave de busca para um site

Analisando as palavras-chave que os usuários consultaram no Google no mês de março para visitarem o site JuventudeSP, fiquei pensando em como utilizar essa informação de uma maneira mais interessante do que apenas analisando a frequência de aparecimento delas. Aproveitei a vontade de brincar com o ManyEyes da IBM paragerar algumas visualizações que podem mostrar um pouco mais do que está por detrás das 3768 pesquisas que foram feitas no Google neste mês. Vejamos:


Acredito que várias análises interessantes possam ser feitas disso aqui. Mas, a primeira vista e olhando um pouco para o que a web nos apresenta como relevantes e que traz visita para o site é:
  • busca de informações sobre supletivo;
  • cursos, escolas e estudo... Dá para quase dizer que a Web nos torna relevantes quando o conteúdo está relacionado a juventude e escola, juventude e cursos, o foco está essencialmente em estudo, apesar do site atuar em outros focos como trabalho, saúde, diversão e política;
  • particularmente, atribuo isso ao vácuo da presença da educação pública na web, com sites de difícil indexação, baixo nível de atualização e interatividade. Ao que parece, estamos ocupando um espaço na web que está bem focado em educação. Hummmm....

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Chegando numa lista de email...

apenas fazendo um teste por aqui de como tornar a entrada numa lista de email mais fácil...


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