Fazia um tempo que tinha colocado aqui na listinha de coisas a experimentar brincar um pouco com o Gephi, um sistema de visualização e exploração de grafos.
Bem, pra começo de conversa o Gephi tem uma história de desenvolvimento bastante interessante, dado que ele é desenvolvido por um consórcio envolvendo empresas, universidades e desenvolvedores pelo mundo afora. Um modelo híbrido, com uma intenção clara: trabalhar análise de dados para redes em um nível singular de interatividade e excelência técnica. O resultado é que a ferramenta é incrivelmente fácil de usar e fornece resultados de uma forma prática que eu nem sequer imaginava, dado a experiência prévia que já tive com outros softwares, como Pajek, Netdraw, Visone e Ucinet.
Funcionalidades como calculo de métricas, mapeamento de comunidades, formatação da rede por atributos, definição de parâmetros de nós e arestas são muito mais intuitivos que nos softwares acima, disponibilizando várias informações em painéis que ficam o tempo todo visíveis para os usuários, evitando termos de acessar uma quantidade enorme de menus que dificultam replicarmos os procedimentos técnicos de análise quando algum tempo se usar o software.
Fiz algumas experiências com base nesse tutorial inicial que replico abaixo e realmente me pareceu que o Gephi pode poupar algumas boas horas de práticas em cima da análise de redes. Enfim, documentando por aqui para os interessados nessa imersão "sedutora" da modelagem de sistemas e análise baseada na metáfora dos grafos. :-)
Construindo uma história de links e caminhos, de conexões e conversas, de sentidos e contextos...
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segunda-feira, 17 de setembro de 2012
terça-feira, 12 de julho de 2011
Gerando mapas de longitudes e latitudes
Tive um problema para resolver hoje e documento por aqui a solução, pois a busca pela web não pareceu nada trivial.
A ideia é que eu tinha uma lista de cidades de monitores que participam da formação do Telecentros.BR. Eu queria gerar um mapa a partir dessa lista para poder ver como estava essa distribuição no Brasil como um todo. Que caminho eu escolhi:
A ideia é que eu tinha uma lista de cidades de monitores que participam da formação do Telecentros.BR. Eu queria gerar um mapa a partir dessa lista para poder ver como estava essa distribuição no Brasil como um todo. Que caminho eu escolhi:
- baixei uma listagem de latitudes e longitudes do site da DataSus;
- gerei uma lista de correspondências entre as minhas cidades a listagem acima, via a função procv do OpenOffice. Exportei a listagem em duas colunas, com o nome da cidade e as coordenadas juntas numa mesma coluna, num arquivo CSV;
- gerei um arquivo KML para ser importado diretamente no Google Maps via um site que faz esse serviço online;
- Importei os dados diretamente no Google Maps e saiu esse mapa aqui.
terça-feira, 30 de março de 2010
Workshop sobre processamento e visualização de imagem
Bem legal a iniciativa da FAPESP e das universidades estaduais aqui em SP de montarem um workshop para estudantes de pós-graduação na área de processamento e visualização da informação, que é tão interessante e ao mesmo tempo ainda tão pouco explorada.
Como esse tem sido um tema transversal de estudo nos útimos tempos, vou me inscrever para ver se rola de participar com os manos feras na pesquisa por aqui. Quem sabe não dá para sacar algumas dicas bacanas sobre como trabalhar esse universo tão complexo de informação que é a nossa própria ecologia de auto-conhecimento.
No próprio anúncio do workshop dão uma boa dica sobre um livro de Visualização de Dados. Vou ali tentar baixar o pdf para conferir.... ;-)
Como esse tem sido um tema transversal de estudo nos útimos tempos, vou me inscrever para ver se rola de participar com os manos feras na pesquisa por aqui. Quem sabe não dá para sacar algumas dicas bacanas sobre como trabalhar esse universo tão complexo de informação que é a nossa própria ecologia de auto-conhecimento.
No próprio anúncio do workshop dão uma boa dica sobre um livro de Visualização de Dados. Vou ali tentar baixar o pdf para conferir.... ;-)
quinta-feira, 4 de março de 2010
domingo, 11 de outubro de 2009
10 dicas para como resolver problemas complexos
Problemas complexos são problemas, em geral, onde dificilmente podemos encontrar a resposta sozinhos: precisamos da sabedoria e da inteligência coletiva que um grupo, uma comunidade é capaz de co-construir em seu fazer coletivo.
Tudo isso, às vezes, parece meio teórico demais, meio complexo demais. Nossa tendência habitual, é lançarmos mão dos métodos tradicionais pelos quais fomos educados para resolver os problemas complexos em que estamos envolvidos. É interessante notar que quando utilizamos esses métodos, acabamos por adotar alguns dos comportamentos abaixo:
Para isso, ainda lendo o livro do Adam kahane, que tenho gostado demais e têm sido um excelente instrumento de auto-avaliação nesse momento, achei essas dicas, simples, preciosas e de um grande desafio para serem implementadas no dia-a-dia:
Como resolver problemas complexos:
1. Preste atenção ao seu estado de ser e a como você conversa e ouve.
Observe suas próprias premissas, reações, contrações, ansiedades, preconceitos e projeções.
2. Manifeste-se.
Observe e diga o que está pensando, sentindo e desejando.
3. Lembre-se de que você não conhece a verdade a cerca de nada.
Quando você pensa que está absolutamente certo sobre como são as coisas, acrescente "na minha opinião" à sua frase. Não se leve tão a sério.
4. Junte-se aos que têm um interesse no sistema ouça-os.
Procure pessoas que tenham outras perspectivas, até mesmo opostas às suas. Vá além da sua zona de conforto.
5. Reflita sobre o seu próprio papel no sistema.
Examine até que ponto você faz ou deixa de fazer está contribuindo para que as coisas estejam como estão.
6. Ouça com empatia.
Olhe para o sistema com os olhos do outro. Imagine-se no lugar do outro.
7. Ouça o que é dito não apenas por você mesmo e pelos outros, mas também através e por intermédio de todos vocês.
Ouça o que está emergindo no sistema como um todo. Ouça com o coração. Fale a partir do coração.
8. Pare de falar.
Acampe ao lado das questões e deixe que as respostas venham até você.
9. Relaxe e esteja totalmente presente.
Abra sua mente, coração e vontade. Abra-se para ser tocado e transformado.
10. Experimente essas sugestões e veja o que acontece.
Perceba as mudanças na sua relação com os outros, consigo mesmo e com o mundo. Continue praticando.
Tudo isso, às vezes, parece meio teórico demais, meio complexo demais. Nossa tendência habitual, é lançarmos mão dos métodos tradicionais pelos quais fomos educados para resolver os problemas complexos em que estamos envolvidos. É interessante notar que quando utilizamos esses métodos, acabamos por adotar alguns dos comportamentos abaixo:
- tentamos controlar o sistema e impor a nossa visão;
- perdemos a paciência e a confiança na sabedoria do coletivo;
- temos a tendência de achar que as outras pessoas estão pouco comprometidas e não têm a mesma "pegada" que nós temos;
- achamos que somos um dos poucos com capacidade para resolver o problema e que apenas precisamos que as outras pessoas aceitem nossa opinião de especialistas;
- ouvimos muito pouco as outras pessoas e passamos a maior parte do tempo buscando uma forma de melhor implantar a nossa própria solução;
- controle, controle, controle: passamos a inventar uma enorme quantidade de dispositivos de controle e regulatórios da comunidade, pois perdemos totalmente a crença de que ela têm inteligência e capacidade de se regular. A comunidade precisa de nós como alguém que é capaz de salvar o coletivo.
- ativamos uma série de padrões controladores e acabam por enquadras as pessoas numa visão que aproveita muito pouco a potência do coletivo, gerando uma dependência dele em relação a poucas pessoas que são os especialistas da área.
Para isso, ainda lendo o livro do Adam kahane, que tenho gostado demais e têm sido um excelente instrumento de auto-avaliação nesse momento, achei essas dicas, simples, preciosas e de um grande desafio para serem implementadas no dia-a-dia:
Como resolver problemas complexos:
1. Preste atenção ao seu estado de ser e a como você conversa e ouve.
Observe suas próprias premissas, reações, contrações, ansiedades, preconceitos e projeções.
2. Manifeste-se.
Observe e diga o que está pensando, sentindo e desejando.
3. Lembre-se de que você não conhece a verdade a cerca de nada.
Quando você pensa que está absolutamente certo sobre como são as coisas, acrescente "na minha opinião" à sua frase. Não se leve tão a sério.
4. Junte-se aos que têm um interesse no sistema ouça-os.
Procure pessoas que tenham outras perspectivas, até mesmo opostas às suas. Vá além da sua zona de conforto.
5. Reflita sobre o seu próprio papel no sistema.
Examine até que ponto você faz ou deixa de fazer está contribuindo para que as coisas estejam como estão.
6. Ouça com empatia.
Olhe para o sistema com os olhos do outro. Imagine-se no lugar do outro.
7. Ouça o que é dito não apenas por você mesmo e pelos outros, mas também através e por intermédio de todos vocês.
Ouça o que está emergindo no sistema como um todo. Ouça com o coração. Fale a partir do coração.
8. Pare de falar.
Acampe ao lado das questões e deixe que as respostas venham até você.
9. Relaxe e esteja totalmente presente.
Abra sua mente, coração e vontade. Abra-se para ser tocado e transformado.
10. Experimente essas sugestões e veja o que acontece.
Perceba as mudanças na sua relação com os outros, consigo mesmo e com o mundo. Continue praticando.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
ferramentas para se organizar...
minhas buscas ultimamente tem sido no sentido de como posso me organizar melhor, estruturar a quantidade enorme de informação que recebo e que preciso produzir.
bem, ocorre que estou estudando um livro muito interessante e uma das melhores leituras desse ano, sem dúvida, que é "A Arte do Gerenciamento de Projetos".
além de trazer algumas dicas e toques muito simples, pois o livro não tem absolutamente nada de técnico em gerenciamento de projetos, ele dá vários caminhos interessantes que o autor percorreu em suas pesquisas pelo mundo afora.
um site que ele indica e eu achei muito interessante remete a uma lista de ferramentas para organizar idéias e pensamentos.
vale a pena conferir. pode auxiliar um tanto no dia a dia....
bem, ocorre que estou estudando um livro muito interessante e uma das melhores leituras desse ano, sem dúvida, que é "A Arte do Gerenciamento de Projetos".
além de trazer algumas dicas e toques muito simples, pois o livro não tem absolutamente nada de técnico em gerenciamento de projetos, ele dá vários caminhos interessantes que o autor percorreu em suas pesquisas pelo mundo afora.
um site que ele indica e eu achei muito interessante remete a uma lista de ferramentas para organizar idéias e pensamentos.
vale a pena conferir. pode auxiliar um tanto no dia a dia....
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