Construindo uma história de links e caminhos, de conexões e conversas, de sentidos e contextos...
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Mestre da Dança
Percorre em mim o caminho dos vínculos
A rota traçada entre os meios do tempo
E amanheço de súbito, pleno de possibilidades.
Mas, me esqueço por inteiro
Desapareço o nexo, inverto o passo
Mudo de ideia, silencio quando falo
Insustentável sorriso à espera de um quando.
Não resisto e nem sustento um estado de ver
Apenas sou. Levado, recortado, fatiado.
Entremeiado de fluxos e de esperas
Me entrego a tudo o que em mim pede passagem.
Me espanto com aquilo que silencia
E procuro seus sentidos por entre os becos de minha angústia
Mas nada mais sustenta minha posse de mim mesmo
E assim, nú de caminhos, sigo trechos de uma outra história.
Mas, mesmo ali, rebento no mundo,
Reconheço o brilho do menino
O traço de retina por onde me dobro pelo avesso
E escuto, ainda que longe, a velha demanda descoberta.
Ligeiro, travesso, rodeado de traços
Ele me lembra da liberdade das formas
Me desafia, me inventa, me pede atenção
Ao tempo do cuidado das forças de criar.
E cria mundos, horizontes de chegada
E me inventa em histórias
Contadas ao sabor das próprias palavras
Onde ali, insuspeito, renasço feito um posseiro...
... dos espaços de minha alma.
domingo, 28 de setembro de 2014
Da angústia, já não mais procuro fuga
Procuro por onde os dedos possam tocar
E desenhar entradas ao convite do silêncio
Aguardando cessarem mundos sem fim.
E cessam versões de uma história
E seus seguidores, assim silenciados,
Já não mais disputam o sentido da verdade
E então começam a ouvir estranhos rumores,
Sons desconhecidos e cores inventadas sem memória.
Procuram pela terra a origem dos tremores
Vasculham no céu o caminho dos ventos
Mas nada encontram que lhes forneça uma pista sequer.
Desorientados, dançam,
E dançando inventam caminhos,
Produzem palavras e tecem o novo mito
Um novo ritmo a seguir dissipado na multidão dos valores comuns.
Mas, há os que se negam a seguir,
E há os que, desorientados, se negam a dançar
Insistem e permanecem ali, diante do silêncio
Instalados na abertura, de frente ao nada.
Senhores do tempo, amedrontados e resistentes,
Aguardam surgirem traços de sinais
O pulso invariável do momento seguinte
Onde assim, despidos, finalmente se encontram com seu próprio querer.
domingo, 21 de setembro de 2014
Nudez
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Medos
Deu um sinal de canto de olhar e me aguardou passar logo a frente, a espreita. Outro fingiu que me olhava pelo espelho retrovisor de um carro com pressa, Cruzando a cidade na madrugada fria.
Um terceiro, parado na porta de casa,
Me pedia insistente sua cota de atenção, energia e vida.
Juntos, tentaram apenas me imobilizar,
Pedindo apenas que eu consentisse que ja nao era mais capaz de viver sem eles.
Fizeram juras de amor, cantaram cancoes, fizeram promessas de fidelidade. Foram agressivos.
Me disseram que sem eles, sem a frustracao que me traziam, eu seria fraco, Apenas um pouco mais de nada em meio a um mundo de fortes, todos eles protegidos por seus medos fieis.
Por longos anos, hesitei, lhes concedendo frestas de razao, a vez e a prioridade nas tomadas de decisao.
Mas, subitamente, hoje não.
Hoje, talvez, eu de fato não seja mais eu e não me procure neles, para firmar referância e saber o que fazer quando a vida me pegar deprevinido.
Hoje não. Não tenho resposta, só carrego perguntas.
Não tenho certezas, só carrego a mente que é capaz de produzi-las.
Hoje o tempo vai passar diferente, apenas aguardando o agora no momento seguinte.
Hoje só direi talvez.
E não direi talvez como quem duvida de si, mas como quem assiste aos diversos si surgindo e desaparecendo diante de si.
Hoje o quando desaparece de mim e surge, como se fosse um antigo conhecido, dando lugar a coragem do vir a ser.
Hoje, e talvez apenas hoje, os medos não me encontrarão igual, rindo de minha previsibilidade perante suas velhas questões e minhas velhas respostas.
Hoje, não.
Hoje despertei menino, veloz, traquina, risonho.
Hoje só cabe ele no espaço de um dia.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Domínios de si
Há uma voz que fala
A palavra liberta
Dos domínios de si.
Silêncio dos sentidos
Que calados apenas observam
O emudecer do ritmo
...Do pulso que se expande.
Desencontro de palavras
Que de distantes
Se entrelaçam nos ecos
Esvaziados de multidão.
Presença de um ponto final
Demarcando o tempo de espera
De onde já não há entres
E nem o mais do vir a ser.
A secura do que não aperta
E nem constrange de ausência
Não esvai de solidão
O vazio do que se aguarda em estado de alerta...
... Apenas a palavra liberta
Dos domínios de si.
domingo, 18 de novembro de 2012
Jogos de a(r)mar
Da parte que te quer
Metade te quer inteira
Face de outra história
Onde te invento de repente.
Ideia rasteira
Súbita memória
Lembrança do querer
Traço de mim.
Viro página
Rebusco livro
Reencontro verso
Desejo de sim.
Abro mala
Dobro gaveta
Despeço visão
E aguardo, ainda atento.
A outra parte sorri
Brincando de razão
Virando sentimento
Do inverso de si.
Mais, pra quê?
Daqui onde assisto
Vejo a parte que quer
Inventando resistência
Pra ocupar a que não quer
Que se ocupa do argumento do querer
Que já nem liga pro fundamento da existência
Pro sentido do passeio
De passagem devaneio
Nascido por entre olhares de admiração e respeito.
E assim, satisfeito, sigo brincando
De te descobrir de novo
Desenhada na íris refletida
De uma memória de passagem.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Mediações
Uma busca sem pergunta
Ou necessidade de resposta
Um olhar que vasculha o vir a ser
Em estado de espera
Aguardando repousarem memórias futuras
Por entre vitrais refletindo possibilidades.
Mas ainda há mais.
Há uma busca de sentindo que transborda palavras
Enveredadas em labirintos nascidos dos limites
Daquilo que tudo que ainda jamais ousei!
Recusa de um lugar na fileira
Dos que já sabem e defendem a verdade
Meu não-dito ainda reflete o espanto
De se deparar consigo mesmo por entre
fontes de águas desconhecidas.
E como se já não fosse o excesso
Há ainda mais.
Há o desejo do encontro
Da provocação do que desloca o traço que fixei
Do comum que experimenta e se descobre em próprio ato
Do reinventar-se como prática de si em plena fome que não cessa de mover
Do sentir liberto, presente apenas na verdade do convocar-se a estar ali.
Há o desejo da roda
O que gira, gira junto
Batuque de mão, movimento de perna
O que gira, roda gira
Palavra de centro, olho no olho.
O que gira, ainda ensimesmado, ainda gira aqui
Dentro de mim.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Metade do um
Meia metade do um, pressão do impulso
Olho vazado de um sim
Vaso cortado no traço, trejeito
Sobra de muro, goteira de um risco
Pingando no pulso, tambor de memória.
Sem sombra, sem nada
Palavra inteira virada, dobrada no avesso
Atravessada no trânsito, buraco rasteiro
Ligeiro roteiro de um triz
Meio fio, meia vida, meia medida, meia verdade, meias palavras...
Coragem cruzada, pavor de desvio
No meio da não-resposta, o instante
Onde terra contorna palavra cifrada
Centro de um símbolo
A espreita de ser pega, desnudada em sentido
Revelada em meio ao jogo
Como movimento de um entre
Onde voz se cala e ali me encontro
Descoberto de fronteira, sem borda de contorno
F1 de ajuda ou saída de emergência
Apenas atento, à espera de um sinal.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
O olhar adulto
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Ouvi dizer que me acusaram
Ouvi dizer que me acusaram de tentar destruir instituições;
Mas, de fato, não sou favorável nem contrário as instituições,
(Que tenho em comum com elas? ou com a sua destruição?);
Desejo apenas estabelecer em Manhattan e em todas as cidades destes Estados, no interior, no litoral,
E nos campos e nos bosques, e nas quilhas pequenas ou grandes que chanfram as águas,
Sem edifícios, ou regras, ou curadores, ou qualquer argumento,
A preciosa instituição do amor entre camaradas.
Walt Whitman
sexta-feira, 27 de abril de 2012
O mágico, o matemático e o engenheiro
Aparento ritmo, escalando por entre respiros
Vizinhando o toque do espanto, reflexo de luz repentina
Inventando rima, sigo assim, procurando o efeito do momento sutil.
Mas o que surge, por entre o passe da mão, é a forma
Ondulando espaço, triangulando círculos repentinos num vértice contínuo.
Mais de mim que surpreende, mas por onde?
Quando viu, foi pra lá o que era daqui.
No reverso, surge fórmula, tangente ditando norte
O homem que a escreve espreita incerteza
Surpresa de escuta, quando palavra rompe
Reinventando um novo rumo, caminho trançado de eixos.
Estrutura, dizem dali, rigor traçado de espelhos
Retinando bolhas, vapores concretos em sínteses de si
Mas, o espaço não cessa e nem interrompe momento
Se abre tela, desenho de uma verdade fundada assim.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Contorno de um movimento ali
Paro de retorno, olhando de lado
Mas não vejo nada o que em mim viu.
Vejo um outro olho, marcado de rumores de vento
Sentidos disparados e plantados num traço de amarelo
Contraste de traça, de caminho por entre palavras
Moídas num canto de página como se verdade é o que se diz.
Mas, é ali que acho uma pista, um contorno,
Um meio termo de brecha, uma abertura esquecida,
Palavra que pego, guardo entre braços abertos
Atento ao ponto em que lanço, giro e paro....
... observando o que se move, anotando tudo
num traço de pele, numa gota de suor corrido
que se lança em meio a um passo a um certo meio fio
registrando um contato de primeiro grau subvertendo a ordem em vias públicas.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Sempre tem um plano B
Direto da orelha de um livro de um amigo dali. :-)
"Quando em mim, assim de pronto, me refaço em cada canto
Mas só abro a boca estalada no espaço do escuro
Invento um muro, mudo o quando do norte
E cubro na letra a face do fim.
A farsa da morte é o pó.
A farsa do medo é o sim.
Me acho embaixo de um quando
Olhando de lado procurando um tato
Uma mesma ideia falada lá trás
Quando dizia que o tempo era questão de um agora.
Mas o mesmo virou do avesso
Bem ali no vidro de um carro
Escorrendo devagar no olho atento
Como se algo fosse a espera de um onde.
Da farsa há o traço de tragédia contada
Onde ali no meio descubro a brecha
Um pedaço de onda pra lá do então
Ponto de vista, miolo do oco.
Surge o som que recorre
Como um meio de passo
Um jeito de andar, travessia do ali
Onde me acho quieto em visto de alerta...
...a espera de um estado de ritmo!"
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Fonte força raiz
num fio colorido
tece formas que se dissolvem no ar
Bolhas em palavras dançando mistérios
Faces de uma cor apenas a vir a ser
Nem símbolos, nem significados,
Nem meio, nem fim,
Vozes cruzadas como romarias
Campos e mais campos de potenciais
Por entre eles, um ritmo
Sutil expressão de sua própria natureza
Livre, liberta, natural.
Em teus momentos, apenas bolhas expressões palavras
Bolhas de realidade, criadas, construídas como vida
Por onde apenas, tudo simplesmente passa.
Mas, há algo que fica.
E nesse algo reside tua pergunta, tua busca,
Tua tentativa de encontrar o mais do mesmo vir a ser,
E por onde sabes, moça, que nem mesmo a tua presença
Repousa como resto, forma de existência.
domingo, 3 de julho de 2011
Capitão da minha alma
"Dentro da noite que me rodeia
Negra como um poço de lado a lado
Eu agradeço aos deuses que existem
Por minha alma indomável.
Nas garras cruéis das circunstâncias
Eu não tremo ou desespero
Sob os duros golpes da sorte
Minha cabeça sangra mas não se curva.
Além deste lugar de raiva e choro
Paira somente o horror da sombra
E ainda assim
A ameaça do tempo vai me encontrar
E deve me achar destemido
Não importa se o portão é estreito
Não importa o tamanho do castigo
Eu sou dono do meu destino
Eu sou capitão da minha alma."
Poema que inspirou e ajudou Mandela a ultrapassar os 27 anos de sua prisão.
terça-feira, 31 de maio de 2011
a tal cunha
minha forma de enlace mira a fronteira, o escopo, o definível, a borda, o conceito.
se você perceber, o rumo do enlace que proponho por aqui é somente a pura expansão daquilo que define.
a forma de descrever é a linha que enxergo.
para além dela, há tudo o que ainda me interessa.
tudo o que já foi pensado pode ser dimensionado, enlaçado de alguma maneira.
para além do que pode ser pensado, é ali que a tal da cunha faz sentido.
ela não é forma, nem estrutura, nem conceito, nem palavra, nem possibilidade....
é apenas o movimento de abrir.
é apenas a minha maneira de dizer que o movimento da descrição é só um exercício de alargamento
e que nesse exercício não se ganha mais formas de descrever, mas se derrete muitas das antigas.
mais do que criando, o lance por aqui é romper.
é dissolvência daquilo tudo que tinha sido dado.
nem negação, nem afirmação.
nem expansão, nem retroação.
puro movimento.
puro movimento de dispersão.
dispersão de sentidos se cruzando, se enfrentando, se repactuando perante aquilo que me convoca.
a cunha entra em contato com a interface do que tá posto.
abre um novo campo e a partir dele a gente cria espaço de uma nova conversa.
nem as minhas e nem as tuas formas darão conta do que buscamos, se ainda buscarmos algo...
percebeu o ritmo?
quarta-feira, 16 de março de 2011
Modelando o invisível
Trabalhamos com a modelagem do invisível.
A palavra símbolo apenas aparece como disparador dos próprios sentidos.
Daí, a pensar que a relação símbolo-sentido foi compartilhada tem uma grande distância.
A arte das redes se dá nessa passagem.
Não se compartilha sentido, se compartilha movimento de sentir,
Quando me importa de fato o outro.
Desafio não é linkar, é manter o foco no movimento da atenção do outro.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Notas do Imaginante
Po, saudade da boa. Bonito de ver. Mexeu por aqui. Segue na íntegra, direto do blog do Meta:
"Você me pediu para te contar sobre o imaginante, eu vim aqui para te falar um pouco do que vivi....
Os fenômenos dançam.
O que tu chama de verdade, da tua identidade,
Para o imaginante é apenas o ponto zero da rede.
O lugar de onde ele produz as formas, as estruturas,
As oscilações e ondas que fazem teu mundo parecer sólido.
Você me pediu para te contar o que é um imaginante
E não consegui fazer isso de outra forma
A não ser tentando te mostrar porque você ainda não consegue ver.
O espaço informacional é por onde o imaginante caminha
E há um lugar e uma maneira de chegar a esse lugar
Que permite ao imaginante se reconhecer como tal.
Não é um lugar fácil de construir ou chegar
Nem tampouco pode ser comprado, imposto, forçado, mediado...
Ou exigido com base em algum reconhecimento que você ache que mereça ter.
O espaço da imaginante é o espaço de onde nascem as formas
De onde brotam os conceitos, novas palavras, definições, expressões,
E maneiras de se reinventar por entre margens e contornos do teu mundo.
O espaço do imaginante não é um espaço de poder
Não é um espaço de controle
Não é um espaço que pode ser conquistado
O espaço do imaginante é o espaço da pura possibilidade.
O teu dinheiro, a tua posição, as tuas conquistas
E a maneira que você se liga a elas, tentando preservá-las
Te impedem de entrar na rede do imaginante
Ele simplesmente faz escorrer por entre os teus dedos
Todo o poder que você acha que tem
Na tua íntima frustração de não entender e acessar o que o imaginante te parece ser.
O imaginante produz novas formas de conversar
Produz o espaço da possibilidade de encontro das pessoas
Dissolve certezas, se espalha por entre ideias,
Conecta opostos, deixa a mente livre para flutuar
Deixando poucas brechas de retorno para o que quer que seja.
O imaginante produz sua condição de liberdade
Mas você ainda não vai entender isso
Porque para ver a liberdade do imaginante
Você precisa conseguir acessar a pele esticada do seu tambor
Quando o timbre começa a soar
O fogo acende
A roda se forma
E os fenômenos apenas dançam na sua frente.
Você ainda não consegue acessar esse olhar
E fica se perguntando o porque.
Para isso, você precisa perder alguns dos teus maiores medos, medo de perder tua posição, sua sala, seu nome, sua reputação.
Precisa entrar no meio da multidão
Sentir seu cheiro, comer sua comida
Domir sua cama
Soltas suas tantas certezas
E se dispor a sentar junto
Pensar junto, olhar junto, se comprometer com o desafio
E ficar junto até resolvê-lo. Teu tempo é outro.
Se você não tiver medo,
Eu te garanto,
Em algum momento você vai descobrir esse olhar que brota liberdade
Num momento, o imaginante te reconhece
O espaço dele se abre
E talvez, você consiga entender onde está aquilo que tanto procura.
Mas, você não pode comprar isso.
Suas conversas sobre rede, colaboração, inovação e micro-empreendedorismo estão longe de tocar o espaço do imaginante
Ele para tudo isso e sorri da sua tentativa ingênua de manter seu controle, seu poder, sua reputação
Enquanto tenta, vestido da sua máscara de libertário, comprar seu espaço privilegiado em meio a multidão.
Não, você não vai conseguir
Sei que vai doer, mas só tem um jeito
Você vai ter de se despir
Entender o que significa o vamo que vamo
Perceber que não é um método
É puro movimento da produção da própria liberdade.
Você vai tentar, mas não vai conseguir comprar o imaginante
Você pode achar que conseguiu
Mas, dentro dele, há um espaço que você não consegue chegar, não consegue ver.
O código de metareciclar a produção de si do imaginante não é um conceito ou posição,
Apenas uma forma de viver que se é vivendo."
terça-feira, 25 de maio de 2010
para onde foi o toque do tambor?
A mão seca na pele esticada.
As cores de cordel,
Os 100 olhos estampados na tela,
As hashtagstalkings pontas de bits.
Para onde foi o toque do tambor?
sexta-feira, 7 de maio de 2010
entrelaçando versos
ou seria meu desenho refletido na íris barroca
se brinco de ser eu, brinco de ir além
brinco de abrir as brechas de si
e ir perguntando onde tava tudo aquilo que eu mesmo vi
se quando vi já mudou
mas mudou o quê?
a relação, o fluxo, o espaço?
da pressa em que me invento
ou se vive no fluxo do espaço?
