Dica da Thalita. Gostei.
Construindo uma história de links e caminhos, de conexões e conversas, de sentidos e contextos...
quarta-feira, 9 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
Abrindo dados online: um grau maior para remixagem
Tenho estado nas últimas semanas algumas ferramentas bem interessantes que vi no curso de Civic Hacking do P2PUniversity.A idéia é ter meios mais abertos de disponibilizarmos dados brutos online para além de deixarmos os arquivos (xls, ods, pdf, etc...) disponíveis para download em alguma página qualquer.
Fiz uma planilha simples no Swivel com os dados da taxa de crescimento de acessos no site da Juventude SP. Achei interessante poder colocar tanto a planilha quanto gráficos embed. A possibilidade de outras pessoas pegarem esses dados, gerarem novos estudos e análises é um passo bem interessante de abertura para projetos como Ponline, pesquisas, estudos que viermos a fazer.
Outras ferramentas que tão fazendo coisas semelhantes:
Fiz uma planilha simples no Swivel com os dados da taxa de crescimento de acessos no site da Juventude SP. Achei interessante poder colocar tanto a planilha quanto gráficos embed. A possibilidade de outras pessoas pegarem esses dados, gerarem novos estudos e análises é um passo bem interessante de abertura para projetos como Ponline, pesquisas, estudos que viermos a fazer.
Outras ferramentas que tão fazendo coisas semelhantes:
o falso problema da inovação
Inovação, criatividade e experimentação parecem ser cada vez mais o tom dos discursos nas redes, nos jornais, nos relatórios e nas conversas de quem tá refletindo sobre nossas tendências atuais, como nesse relatório que a IBM soltou recentemente.
Tenho preferido ver a questão de uma outra maneira. Acho que posicionar a conversa sobre esses pontos é acabar alimentando um ciclo de produção que pretende ser libertário mas que acaba fechado sobre as próprias fronteiras que acaba erguendo.
As fronteiras não surgem das organizações, nas instituições burocráticas ou mesmo das redes que fazemos ou não parte. As fronteiras surgem na linguagem: termos que definem e excluem, expressões que buscam registrar algo dinâmico e que dão conta de apenas relevar uma dimensão limitada e temporal do pensamento.
A busca por liberdade, se for esse o caso, está além das fronteiras da linguagem. Não é algo que vamos resolver criando mais redes, desenvolvendo tecnologia, salvando a natureza ou melhorando nossa capacidade de inovação, criatividade e tendo idéias mais interessantes para pesquisa e desenvolvimento.
A busca por liberdade está além do conceitual, do que pode ser expresso em significados. Está exatamente no dissolvência do significado, das perguntas que buscam uma resposta que só é encontrada quando já não há mais perguntas.
Parece algo paradoxal: como se nada do que efetivamente fizéssemos pudesse ampliar intrinsecamente nosso potencial de liberdade e a liberdade só realmente surgisse quando deixamos de buscá-la dessa maneira. Creio que parcialmente. Bordas podem ser ampliadas, compreensões alargadas, sistemas que passam a incluir variáveis que antes não eram consideradas, pessoas que se abrem para conversas quando antes estavam fechadas, começamos a considerar coisas que antes achávamos irrelevantes.
Sem dúvida, isso também tem um limite. Toda a complexidade não pode ser abarcada de uma forma plena, sempre algo estará de fora. Fazemos escolhas, escolhemos bordas, criamos fronteiras, nos associamos e nos separamos e fazemos isso como consequência da nossa própria maneira de nos relacionarmos e usarmos a linguagem que usamos.
Dessa maneira, buscar inovação, criatividade e experimentação como elementos fundantes de algo libertário, como se o que se dedicasse a outras coisas fossem apenas a conservação de um determinado status quo me parece um falso problema.
Tenho preferido ver a questão de uma outra maneira. Acho que posicionar a conversa sobre esses pontos é acabar alimentando um ciclo de produção que pretende ser libertário mas que acaba fechado sobre as próprias fronteiras que acaba erguendo.
As fronteiras não surgem das organizações, nas instituições burocráticas ou mesmo das redes que fazemos ou não parte. As fronteiras surgem na linguagem: termos que definem e excluem, expressões que buscam registrar algo dinâmico e que dão conta de apenas relevar uma dimensão limitada e temporal do pensamento.
A busca por liberdade, se for esse o caso, está além das fronteiras da linguagem. Não é algo que vamos resolver criando mais redes, desenvolvendo tecnologia, salvando a natureza ou melhorando nossa capacidade de inovação, criatividade e tendo idéias mais interessantes para pesquisa e desenvolvimento.
A busca por liberdade está além do conceitual, do que pode ser expresso em significados. Está exatamente no dissolvência do significado, das perguntas que buscam uma resposta que só é encontrada quando já não há mais perguntas.
Parece algo paradoxal: como se nada do que efetivamente fizéssemos pudesse ampliar intrinsecamente nosso potencial de liberdade e a liberdade só realmente surgisse quando deixamos de buscá-la dessa maneira. Creio que parcialmente. Bordas podem ser ampliadas, compreensões alargadas, sistemas que passam a incluir variáveis que antes não eram consideradas, pessoas que se abrem para conversas quando antes estavam fechadas, começamos a considerar coisas que antes achávamos irrelevantes.
Sem dúvida, isso também tem um limite. Toda a complexidade não pode ser abarcada de uma forma plena, sempre algo estará de fora. Fazemos escolhas, escolhemos bordas, criamos fronteiras, nos associamos e nos separamos e fazemos isso como consequência da nossa própria maneira de nos relacionarmos e usarmos a linguagem que usamos.
Dessa maneira, buscar inovação, criatividade e experimentação como elementos fundantes de algo libertário, como se o que se dedicasse a outras coisas fossem apenas a conservação de um determinado status quo me parece um falso problema.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Ativação de Redes e Mudança de ordem em sistemas organizacionais
Acabei de ler o livro Pragmática da Comunicação Humana e muita coisa que vinha pesquisando, experimentando começou a fazer mais sentido. O livro é de 1967 e foi muito inspirado no trabalho do Gregory Batenson, nos pesquisadores de Palo e toda a turma da Cibernética.
Já faz alguns bons anos que o pessoal da Cibernética, do pensamento sistêmico e da complexidade vem me interessando. Muitas boas respostas do ponto de vista de como aprendemos, como nos organizamos, como construímos nossa consciência e linguagem venho encontrando por ali. Além de ser um caminho que vai me libertando de uma série de dogmas e paradoxos complicados de dissolver, comecei a ver muita conexão com a minha vivência nas redes colaborativas na Internet.
O tema da colaboração, das emergências e ações sempre me interessou. Passei a estudar, pesquisar, ler, vivenciar as redes em busca de um entendimento que me ajudasse a descrever aquilo que vivia.
Mas, uma pergunta que continuou me fazendo é: Como podemos facilitar que os sistemas organizacionais humanos possam ampliar a consciência de si mesmos, refletindo sobre como fazem o que fazem e se reestruturar a partir disso? Como abrir espaços relacionais que facilitem a liberação de tensões, ampliem o potencial de reflexão e permita aos participantes dos sistemas ficarem mais inteligentes, percebendo padrões sutis de sua comunicação e articulação?
Bem, hoje montei um inforáfico bem simples, versão 0.1 de uma série de idéias e processos que venho pesquisando e experimentando em projetos...
Já faz alguns bons anos que o pessoal da Cibernética, do pensamento sistêmico e da complexidade vem me interessando. Muitas boas respostas do ponto de vista de como aprendemos, como nos organizamos, como construímos nossa consciência e linguagem venho encontrando por ali. Além de ser um caminho que vai me libertando de uma série de dogmas e paradoxos complicados de dissolver, comecei a ver muita conexão com a minha vivência nas redes colaborativas na Internet.
O tema da colaboração, das emergências e ações sempre me interessou. Passei a estudar, pesquisar, ler, vivenciar as redes em busca de um entendimento que me ajudasse a descrever aquilo que vivia.
Mas, uma pergunta que continuou me fazendo é: Como podemos facilitar que os sistemas organizacionais humanos possam ampliar a consciência de si mesmos, refletindo sobre como fazem o que fazem e se reestruturar a partir disso? Como abrir espaços relacionais que facilitem a liberação de tensões, ampliem o potencial de reflexão e permita aos participantes dos sistemas ficarem mais inteligentes, percebendo padrões sutis de sua comunicação e articulação?
Bem, hoje montei um inforáfico bem simples, versão 0.1 de uma série de idéias e processos que venho pesquisando e experimentando em projetos...
Efeito Droste
Conversando sobre recursividade com o Glauco, ele me chamou a atenção para como isso aparecia na arte:
"O efeito Droste é um termo holandês para um tipo específico de imagem recursiva. Uma imagem exibindo o efeito Droste contém uma cópia pequena da própria imagem sendo exibida em uma determinada posição de seu interior. E esta cópia pequena também exibe uma outra cópia menor ainda na mesma posição e assim sucessivamente.
Somente na teoria este efeito avança infinitamente pois a continuidade avança enquanto o limite da resolução da imagem permitir e o efeito é curto pois reduz exponencialmente o tamanho da imagem a cada iteração."
Gostei demais! Na computação, a recursividade surge quando uma rotina de um programa chama a si mesmo, passando como parâmetro seu estado anterior. Na cibernética, aparece como a retroalimentação de sistemas, feedback negativo e positivo, que depois vira toda a base da revolução na robótica via a engenharia de sistemas. E dá-lhe engenharia elétrica aparecendo de novo.... Transformadas de Laplace, Série de Fourier... Humm....
"O efeito Droste é um termo holandês para um tipo específico de imagem recursiva. Uma imagem exibindo o efeito Droste contém uma cópia pequena da própria imagem sendo exibida em uma determinada posição de seu interior. E esta cópia pequena também exibe uma outra cópia menor ainda na mesma posição e assim sucessivamente.
Somente na teoria este efeito avança infinitamente pois a continuidade avança enquanto o limite da resolução da imagem permitir e o efeito é curto pois reduz exponencialmente o tamanho da imagem a cada iteração."
Gostei demais! Na computação, a recursividade surge quando uma rotina de um programa chama a si mesmo, passando como parâmetro seu estado anterior. Na cibernética, aparece como a retroalimentação de sistemas, feedback negativo e positivo, que depois vira toda a base da revolução na robótica via a engenharia de sistemas. E dá-lhe engenharia elétrica aparecendo de novo.... Transformadas de Laplace, Série de Fourier... Humm....
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